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sábado, 19 de setembro de 2015

36 Anos, 36 Histórias

Capítulo 12

Por esta altura estávamos no início de 1983.
Tinha dito ao Sr. Simplício - Gerente de Vila Franca de Xira - que ia pedir a transferência para a Alverca.
Tinha algumas vantagens.
Por esta altura andava a frequentar o 12º ano, em Chelas, método que dava acesso ao Ensino Superior, que arrancou em 1982 para substituir o Ano Propedêutico, pelo que estar mais perto de Lisboa
era melhor em termos de tempo de deslocação.
Outra era que com a Caixa bem perto da casa dos meus Pais, o almoço ficava grátis e nada melhor que o almoço da Mamã.
Recordo do que ele me disse quando manifestei este meu interesse “Isto aqui parece uma escola. Ensinamos-los e depois lá vão vocês para outro lado”.
16 de maio foi o primeiro dia na nova Agência, com uma novidade.
O colega que fui substituir - foi para Benavente - era tesoureiro.
Vinha aí uma novidade.
As notas e as moedas passavam a ser uma preocupação para mim!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

36 Anos, 36 Histórias

Capítulo 11

Por todos os locais por onde passei na Caixa, deixei amizades.
Principalmente graças às redes sociais, vou conseguindo acompanhar a vida deles - e eles a minha - havendo vários casos em que só nos falamos nos aniversários e nas datas festivas habituais.
Claro que gostei mais de alguns locais dos que outros, muito por força das pessoas com quem convivi.
Hoje vou almoçar com alguns que comigo trabalharam no Caixadirecta IU.
Quando lá cheguei em 2010 - precisamente 5 anos antes da pré-reforma - ia desconfiado, porque tinha prometido que numa agência nunca mais.
Mas foram quatro espetaculares, em que fui para a Agência Universitária Central, depois passou a Caixadirecta Universitários, para terminar no nome atual, sem dúvida um dos locais onde foi mais feliz.
Trabalhar com pessoas muito mais novas - algumas mais novas que o Ricardo - foi um desafio enorme, pois tinha sempre a sensação que estava ali com um Pai para as ajudar e dar todo o meu apoio profissional.
Saí de lá por iniciativa própria, mas não foi culpa de nenhuns dos colaboradores que comigo privaram nesse tempo.
A esmagadora maioria delas vão ficar para sempre no meu coração.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

36 Anos, 36 Histórias

Capítulo 10

Foi um dos melhores períodos da minha carreira na Caixa.
A passagem pelo - na altura - Departamento de Auditoria e Inspecção (DAI) onde estive quatro anos, entre janeiro de 1990 e março de 1994.
Voltarei a este local mais vezes, mas para já hoje escrevo sobre os meses finais na DAI.
Estava definido que ia regressar a Vila Franca de Xira em breve, e por esse motivo fiquei estacionado na recém inaugurada sede da Caixa na João XXI.
Sem nada para fazer - literalmente - comecei a criar uma classificação automática para o Campeonato Nacional de futebol, recorrendo ao Excel, que pouco conhecia.
Durante muitas semanas lá foi avançando a obra, com a ajuda dos colegas da área informática, a quem recorri dezenas e dezenas de vezes, sendo que muito do que hoje sei desta ferramenta lhes posso agradecer.
Mas durante estes três/quatro meses que lá estive, a minha maior companhia no meu posto de trabalho foi o Johnny Castaway, o screensaver mais popular de todos os tempos. 
Garanto-vos que vi muitas e muitas vezes todos os ecrãs!

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

36 Anos, 36 Histórias

Capítulo 9

Não me recordo como começou o movimento.
Acho que a culpa principal foi da Kinder e dos seus ovos - grandes e pequenos - de chocolate.
O Ricardo começou a pedir-me “Pai, leva este boneco para o teu
trabalho”.
Aos poucos a quantidade foi aumentando.
Muito!
O meu sobrinho também foi contribuindo.
Quando saí do Caixadirecta IU - o penúltimo local por passei na Caixa - a coisa estava como retrata a foto.
Agora estão guardados dentro de um envelope.
Porque o pó dá trabalho a limpar!

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

36 Anos, 36 Histórias

Capítulo 8

Passados os primeiro meses na agência de Vila Franca de Xira, deixei a zona da Audit - onde se lançavam os movimentos na contas de depósitos à ordem - para passar para a área dos depósitos a prazo.
Numa época de constantes alterações da taxas de juro - conforme referi no capítulo anterior - o trabalho era intenso, com os depositantes a regressarem dois ou três dias depois de fazerem a aplicação, porque a taxa tinha subido.
A responsável dessa área era a Manuela, uma senhora irritante que
tive que aturar noutras ocasiões.
Pouco tempo depois de estar a trabalhar com ela, o Gerente chamou-me ao seu gabinete.
Disse-me ele “A sua colega diz que o Paulino cheira a bagaço depois de almoço”, ao que eu respondi “Se eu bebo um com o café é normal que cheire”.
Ele riu-se e disse “Faz muito bem, que eu também gosto".
Já logo à chegada à agência tive mais um diálogo interessante com o Simplício.
Vendo-me com a barba por fazer, questionou-me “Esqueceu-se de a fazer ou é
para continuar?”
Ela que se mantém até aos dias de hoje, enquanto que ele continua bem, já para lá dos setenta.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

36 Anos, 36 Histórias

Capítulo 7

Nas próximas histórias vou tentar passar por todos os locais - e foram muitos - por onde passei na Caixa.
A estreia ocorreu a 19 de julho de 1982 na agência de Vila Franca de Xira.
Nesse dia fizeram-me companhia o Pimentel, a Ana - já reformados - e o Silva, sendo que a Adélia tinha chegado quatro dias antes e o Queiroz chegou mais tarde, pois a data coincidiu com o seu casamento com a Isabel, com quem vim a trabalhar mais tarde em Alverca.
Os primeiros dias foram de estudo.
O Teixeira - um dos subgerentes - colocou-nos a ler as Instruções de Serviço e só alguns dias depois começamos a sério a trabalhar.
Não foram fáceis as primeiras semanas, porque a maioria dos colegas - todos mais velhos - aproveitavam-se da nossa juventude.
Alguns anos mais tarde tive que aturar dois deles - depois falarei nisso - mas nós conseguimos dar conta do recado, ao ponto de recebermos elogios do Simplício, o gerente nessa altura.
Foram meses de grande intensidade, com as taxas de juro dos depósitos a prazo a chegarem aos 31, 32 %, subindo quase diariamente, o que provocava trabalho redobrado.
Por lá estive dez meses, tendo pedido transferência para a agência de Alverca onde cheguei em maio de 1983.
Mas uma história pessoal desta passagem merece um capítulo próprio que chegará em breve.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

36 Anos, 36 Histórias

Capítulo 6

A minha entrada na Caixa Geral de Depósitos teve o seu quê de curioso.
Depois de responder a vários anúncios, a minha Mãe surgiu com um que dizia que Grande Empresa queria recrutar pessoal.
Farto de entrevistas para vender livros e enciclopédias, disse-lhe não ia responder.
A Isilda desceu um andar e foi dar a notícia à Licínia, nossa vizinha
de baixo.
Ela tomou nota, verificou o que era solicitado e enviou a candidatura, não só para ela, como também para mim.
Vários meses depois chegou a primeira convocatória.
Os primeiros testes foram em Vila Franca de Xira na Escola Secundária.
Depois de um longo grande interregno - por essa altura já se sabia qual era a Grande Empresa - foi chamada para mais uma prova, que se foram sucedendo, até que a 9 de julho de 1982 fiz a última entrevista, ficando marcada para dez dias depois a entrada na Caixa.
Obrigado vizinha!

sexta-feira, 31 de julho de 2015

36 Anos, 36 Histórias

Capítulo 5

Estes trinta e seis anos foram divididos por três patrões, referido-me só aos trabalhos em full-time.
Como já escrevi, em março de 1979 cheguei à Argibay.
Por lá estive alguns dias, depois de ultrapassados os três anos.
Nesse altura ingressei na Repartição de Finanças - a 1 de abril de 1982 - em Vila Franca de Xira.
Pelo caminho concorri às Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA) onde trabalhavam os meus Pais.
Fiz todo o concurso para ajudante de eletricista - a minha área de formação - fiquei apurado e na sexta feira em que foi fazer o exame médico para entrar na segunda seguinte, quando cheguei a casa tinha uma carta para me apresentar
nas Finanças.
Por lá só estive três meses, pois também tinha concorrido para a Caixa Geral de Depósitos e pouco tempo depois fiquei com a escolha nas mãos.
Depois de alguma hesitação, escolhi a Caixa - também na capital do concelho - onde ingressei em 19 de julho do mesmo ano.
Estávamos no ano do Mundial de futebol em Espanha!

sábado, 25 de julho de 2015

36 Anos, 36 Histórias

Capítulo 4

Vou até ao fim do ciclo.
A pré-reforma.
Desde que foi normal esta possibilidade na Caixa aos 57 anos de idade - com os 36 anos de descontos - que me foquei nessa meta.
Por brincadeira construí um contador - no Tio Jorge - para as segundas em falta, o dia da semana mais aborrecido.
Brincadeira que acabou estampada numa t-shirt que me ofereceram quando deixei o penúltimo local onde trabalhei na Caixa.
No inicio deste ano, começou a falar-se na hipótese desse limite etário baixar para os 55 anos.
Quando foi divulgado o Plano Horizonte - instrumento que permitia a pré-reforma nessas condições - o minha meta passou para 31 de maio deste ano.
Estamos a falar de uma estratégia forçada pela Troika, portanto, preparada há muito meses.
Em meados de maio foi informado que o meu pedido tinha sido diferido e que a data pretendida estava confirmada.
Nesse dia o meu chip mudou.
Três dias antes do dia D, informaram-me que afinal já não era assim.
Foi um choque tremendo!
Que enorme incompetência, transformando as seis semanas seguintes numa enorme angústia.
Finalmente chegou a notícia tão desejada.
20 de julho era o tão esperado dia, sendo uma enorme coincidência.
O primeiro dia na Caixa foi a 19 de julho 1982.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

36 Anos, 36 Histórias

Capítulo 3

Por todos os locais onde passei - no âmbito profissional e não só - angariei um conjunto muito significativo de Amigos e Amigas.
Regresso aos tempos da Argibay.
Dos muitos que lá conheci, com três deles foi criada uma grande amizade.
Já não me recordo como tudo nasceu, talvez por nos encontrarmo-nos há hora da bucha - 20 minutos de manhã e 20 à tarde - que era a qualquer hora no início, mas por causa dos abusos foi regulamentada.
O Manuel Campinho trabalhava na mesma área que eu - a Tita, uma das suas irmãs andou comigo na 5ª e 6ª classe - o António Cabaço era eletricista e o António Porto era maçariqueiro.
Conversa puxa conversa, começámos a sair ao almoço - no dia dos nossos aniversários - já não
regressando ao trabalho nesse dia.
Era a chamada meter uma tarde, não remunerada, claro.
Mas não era suficiente!
Não sei precisar a partir de que altura - mas penso que o fizemos, pelo menos uma vez no dia dos anos de cada um - passamos a meter uma folga, descontada nas férias.
O condutor era eu - com o Datsun 100A laranja do meu Pai - e o destino era Sesimbra.
Antes de almoço e já como umas jolas no bucho, saltávamos para a praia e havia sempre um dois para dois em futebol de praia.
O principal problema é que nascemos os quatro entre o outono e o inverno, pelos que pelo menos em duas vezes a nossa única companhia foi ... a chuva.
Secávamos-nos com as toalhas e o almoço era no restaurante O Pirata - não sei se ainda existe - mas antecipávamos o repasto com um ou dois pescadores, um aperitivo típico sesimbrense.
O regresso a casa continha, ainda, uma passagem por Lisboa, onde bebíamos mais uns copos.
A minha sorte era que na altura não havia balão.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

36 Anos, 36 Histórias

Capítulo 2

Por esta altura voltei aos estudos.
Foi o início do 12º ano de escolaridade - em 1980 - necessário para o acesso à Universidade.
Na Argibay estava na oficina, sempre que necessário dava um pulo até à beira do Tejo, mas nada como no início.
Recordo-me que trabalhei quase três dias seguidos 24 sobre 24 horas - para se cumprirem os prazos de entrega do primeiro - de nome Cacilhense - dos vários cacilheiros que foram entregues à Transtejo.
Descobrindo que eu andava a estudar, o Chefe Augusto convidou-me para trabalhar com o Senhor Rei - ambos já faleceram - na secção que controlava os tempos gastos com cada obra em curso.
Era o chamado apontador.
Lá estive durante umas semanas a aprender o trabalho, até que ele me disse “Como vais ficar por aqui e como daqui a pouco me vou reformar, podes deixar o fato macaco em casa e trazer uma roupa diferente”.
Desconfiando assim o fiz, mas quando o Chefe me viu sem o macaco questionou-me do motivo.
Expliquei-lhe que fora o Senhor Rei que me tinha dito que não era preciso.
Ela olhou para mim e disse-me: “Amanhã trás o fato macaco e vem ter comigo”.
Estive um mês na prensa, o pior e o mais perigoso local da oficina, onde a marreta de sete quilos estava sempre de serviço.
Passado este espaço de tempo, o Chefe chamou-me, mandou-me guardar o fato macaco e regressar à escrita, onde fiquei até março de 1982, altura em que deixei a Argibay.
Como a malta dizia para gozar comigo, durante quinze dias trabalhei com uma caneta diferente.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

36 Anos, 36 Histórias

Capítulo 1

Terminei o ensino secundário - na altura 7º ano - com dezassete anos e a seguir chegava o Ano Propedêutico, uma espécie de Tele Escola para aceder ao ensino universitário.
Como aquela coisa passava de manhã na televisão, eu o Víctor - que já partiu - o Zé Gonçalves e o Gomes Bacalhau resolvemos realizar o estudo uma semana - de segunda a sexta - em casa de cada um, exceto do Gomes que morava na Arcena.
Não correu muito bem.
Nenhum passou esta fase, mas já não me recordo quem foi o campeão do king.
Com este ano escolar perdido - penso que ainda fizemos algumas disciplinas no exame final - chegou a oportunidade de concorrer à Força Aérea como voluntários.
O Víctor e o Zé ficaram por lá, o Bacalhau acabou por ir para o Exercito, mas eu como era míope fiquei fora e dediquei-me aos barcos.
Um vizinho dos meus Pais - o João da Figueira - arranjou-me o primeiro emprego na Argibay, uma empresa de construção naval que rivalizava com a Lisnave e a Setenave, onde foram construídos
diversos cacilheiros nos três anos que lá passei.
Comecei a 19 de março de 1979 e as primeiras semanas não foram fáceis.
Fui para a zona da carreira, local onde preparávamos a subida dos barcos que íam para reparação.
Ao fim de alguns dias os ombros já estavam em obras - tudo era levado às costas - as mãos bem magoadas, mas sempre de cara alegre.
Cerca de mês e meio depois mudei para outro local - mas a atividade, mais simpática em termos físicos, manteve-se à beira Tejo, onde estava um frio do caraças.
Esta primeira fase terminou com a mudança para a oficina, na área da serralharia.
Sempre de fato macaco, termina a primeira história.
Por esta altura devia ter vinte anos e picos.

terça-feira, 21 de julho de 2015

36 Anos, 36 Histórias

Introito II

Não vai ser fácil cumprir esta missão de contar histórias decorridas ao longo de tanto tempo.
Nunca tive o hábito de registar - em papel - os factos ocorridos.
Depois, recordo, que só mais recentemente existem ferramentas que nos ajudam à reconstituição do passado, mas mesmo assim quase tudo está - apenas - na minha memória.
Nestas 36 histórias, vou procurar falar de momentos relacionados com os meus 36 anos de trabalho, mas, inevitavelmente, vou referir acontecimentos que ocorreram e influenciaram a minha vida durante todo este tempo, sem grande preocupação com a sua cronologia temporal.
Vou tentar não cometer lapsos, mas se eles acontecerem, não serão intencionais.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

36 Anos, 36 Histórias

Introito I

Apesar de não ser uma opinião unânime, quando se atinge a idade da reforma - no meu caso na sua forma pré - soltamos uma suspiro de alívio.
Não é fácil descrever o que nos vai na alma.
Procurando ser prático, não ter que aturar Chefes é uma coisa excelente, além de que o relógio pode ficar com menos trabalho.
Por este espaço vão passar 36 capítulos, recordando histórias desde que comecei a trabalhar em março de 1979 até ao dia de hoje.
Não vão ter data certa.
Quando a inspiração me faça recordar momentos passados, vai surgir o 36 Anos, 36 Histórias.
Num dia destes às seis da manhã!