Quem me conhece sabe que sou doida por automóveis.
É verdade, na brincadeira costumo dizer que na minha casa quem escolhe e cuida dos carros sou eu. Além disso gosto de conduzir, é um dos grandes prazeres que tenho. Dizem que gosto de pisar o acelerador, mas são tudo bocas da oposição, do género masculino, se me faço entender.
Serve esta introdução e no seguimento do texto publicado pelo
Tio Jorge há alguns dias atrás, sobre o civismo do povo português, para exprimir a minha frustração e irritação pelos condutores da faixa do meio. Se têm três faixas porque andam na do meio? Oh tortura! Deve ser porque no meio está a virtude. Não deixam de ser uns grandes empatas e um perigo constante.
Hoje deixo mais um exemplo do que é não saber viver em sociedade.
Também inclui carros mas desta vez o estacionamento e toca-me bem de perto.
O sítio onde habito é fechado, de acesso a quem apenas nele habita. Na entrada para as garagens existe um passeio rebaixado que, logo desde a primeira reunião, ficou decidido que não seria para estacionamento, mas sim para cruzamento de veículos. Pois é, mas a falta de civismo é isto mesmo. Raro é o dia em que pelo menos um dos meus caros vizinhos não deixa lá a sua bomba.
Ainda melhor é que, os que prevaricam, têm garagem. Tudo bem, expliquem-me como se fosse muito burra. É para vermos a marca dos carros ou é preguiça de os arrumar?
Como só nos lembramos de Santa Bárbara quando troveja, nem quero ver o dia em que uma ambulância ou outro veículo do género precisar de entrar...
Célia Paulino