Este início de semana, após as minis férias, tem sido para esquecer.
Nem vale a pena entrar em pormenores. Nada tem corrido bem.
Mas ontem, vítima de uma conspiração familiar, tive uma visão.
Quando estava à espera dum colega da Cláudia para me entregar uns papéis – fazia parte do estratagema – surgiu-me a própria.
Primeiro assustei-me, depois nem acreditei e por fim acordei.
O grito foi forte, deixando os primeiros comensais, para o almoço, no Campo Pequeno, a olhar para nós.
Digam lá que não há surpresas boas!
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
1 de Novembro
Há 252 anos, às 9 horas e 40 minutos, um violento terramoto atinge Lisboa e outras localidades portuguesas, provocando entre 12 a 15 mil vítimas mortais. A terra tremeu três vezes, num total de 17 minutos. O sismo teve o epicentro no mar, a oeste do estreito de Gibraltar, atingindo o grau 8,6 na escala de Richter.in O Leme
A boina de Saragoça
Quem me conhece sabe que sou capaz do pior, mas também do melhor. Foi desde que fui para Saragoça, no Erasmus que dei o verdadeiro valor à falta que a família nos faz, quando estamos longe, naqueles dias em que tudo corre mal e nada melhor do que um ombro e uma palavra amiga da nossa família.
Por isso e como as saudades já eram muitas resolvi fazer-lhes uma visita.
Não pensem que foi fácil, até chorei por causa desta surpresa.
Vou passar a explicar. Para conseguir um bilhete com um preço mais acessível, tive que o comprar com um mês de antecedência - desconto de 50% - e escolhi o dia 31 para vir a Portugal.
Com o passar dos dias as saudades começaram a apertar e um dia cheguei a casa e disse: “Chicas vou antecipar a minha ida para Portugal, estou cheia de saudades”. Fui para a estação para puder alterar a data e deparei me com um grande problema. O bilhete que comprei era uma promoção e por isso não podia ser alterado.
Entrei em pânico, chorei, barafustei e depois com muita calma e acima de tudo muita vontade, lá consegui que a data do bilhete fosse alterada.
Não contei a ninguém que tinha bilhete para vir a Portugal, queria que fosse uma surpresa e consegui. Ninguém esperava que viesse. A minha mãe, mana e Paulo Zé deliraram, o meu pai nem queria acreditar que eu estava ali à frente dele, foi bem giro ver a cara dele. Quanto ao meu mano só hoje vou ver a reacção dele, pois vai ter direito a um almoço surpresa. O meus queridos colegas, na faculdade ficaram loucos e fizeram-me uma festa fantástica. Adorei o pedacinho que passei com eles.
A verdade é que já estou a ficar com saudades e ainda estou aqui. Resta-me aproveitar bem estes diazinhos de descanso, pois no Natal mais destes virão.
Beijos de Portugal
Até Quinta-feira
Cláudia Paulino
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Olhar Jovem
Durante algumas semanas, vou falar-vos de algumas viagens que efectuei com o meu cota, a vários locais, onde ele ia fazer relatos de futebol.Hoje, o destino é Águeda, para acompanhar mais um jogo do Vilafranquense. Por essa altura a cidade estava a recuperar das cheias que lá tinham acontecido uma semana antes.
Este não foi um dia daqueles em que eu estava propriamente bem. Motivo: dor de dentes. Mas nem por causa disso deixei de ir com o meu pai.
Antes do jogo, fomos almoçar a um restaurante local. Ainda hoje falamos disso. Eu pergunto-lhe: “Pai, quando fomos a Águeda fazer o relato, onde é que almoçámos?”. E ele responde: “No Garfo”. Mas o nome do restaurante era O Talher!
Como era habitual, eu levava a minha malinha com uma pasta, para depois escrever as constituições das equipas, e algumas coisas para me entreter: Game Boy, um livro, o jornal, etc.
Mas nesse dia não escrevi nada. Ainda tentei, mas as dores eram muitas. Só me lembro de ter escrito o nome do guarda-redes, que na altura era o Carlos Fernandes, que neste momento defende as cores do Boavista. Não me recordo do resultado, só do sacrifício que passei com as dores.
A viagem de regresso foi muito comprida, parecia que nunca mais acabava.
No próximo texto deixarei aqui mais uma viagem, para mais uma narração radiofónica.
Até para a semana.
Ricardo Paulino
terça-feira, 30 de outubro de 2007
30 de Outubro
Há 19 anos, Ayrton Senna vence em Suzuka, Japão, o seu primeiro campeonato mundial de Fórmula 1.Tinha 28 anos.
in Wikipédia
O Canto da Princesa
"Conta-me como foi" é uma série de ficção portuguesa que elegi como uma das minhas favoritas. Trata-se de uma adaptação, muito boa, na minha opinião, da série espanhola : “Cuentame como pasó”. Esta tem por objectivo retratar, de forma bem-humorada, o ambiente socio-económico, desde 1968, de uma família de classe média baixa.
Ainda não era nascida nessa altura, o meu ano é o de setenta e um, mas o que passam a cada domingo, faz-me voltar à minha infância.
O trabalho está tão bem feito que não foi esquecido qualquer pormenor.
Os utensílios da cozinha são facilmente identificados, os frascos da massa, do feijão, da farinha... São mesmo iguais aos que a minha mãe e avó usavam.
Lembro-me das rendas distribuídas por tudo o que era superfície plana. A casa de banho com o banquinho e o móvel branco com espelho pendurado na parede. Os miúdos a brincarem na rua até se cansarem. As roupas eram mesmo assim!
A maior aventura foi a compra de uma televisão e o sonho era um carro.
Curioso também o pensamento da altura. Só alguns exemplos.
Apenas os filhos podiam continuar a estudar, as filhas iam trabalhar até casarem, cedo. É engraçado, nem tinham opção de escolha. O divórcio não era permitido, a mulher não podia trabalhar fora de casa e o marido tinha de dar autorização se quisesse montar um negócio.
O homem era o chefe da casa, se bem que quem tinha a responsabilidade de gerir o dinheiro da casa era a mulher. Sair de casa, à noite, só com o marido!
Entendo melhor agora a vida dos meus pais e dos meus avós.
Não tenho saudades do que já vivi mas gosto muito de relembrar tempos que passaram.
Esta é sem dúvida uma excelente maneira de encerrar o fim-de-semana.
Aos domingos a seguir ao Gato Fedorento, a não perder!
Célia Paulino
Ainda não era nascida nessa altura, o meu ano é o de setenta e um, mas o que passam a cada domingo, faz-me voltar à minha infância.
O trabalho está tão bem feito que não foi esquecido qualquer pormenor.
Os utensílios da cozinha são facilmente identificados, os frascos da massa, do feijão, da farinha... São mesmo iguais aos que a minha mãe e avó usavam.
Lembro-me das rendas distribuídas por tudo o que era superfície plana. A casa de banho com o banquinho e o móvel branco com espelho pendurado na parede. Os miúdos a brincarem na rua até se cansarem. As roupas eram mesmo assim!
A maior aventura foi a compra de uma televisão e o sonho era um carro.
Curioso também o pensamento da altura. Só alguns exemplos.
Apenas os filhos podiam continuar a estudar, as filhas iam trabalhar até casarem, cedo. É engraçado, nem tinham opção de escolha. O divórcio não era permitido, a mulher não podia trabalhar fora de casa e o marido tinha de dar autorização se quisesse montar um negócio.
O homem era o chefe da casa, se bem que quem tinha a responsabilidade de gerir o dinheiro da casa era a mulher. Sair de casa, à noite, só com o marido!
Entendo melhor agora a vida dos meus pais e dos meus avós.
Não tenho saudades do que já vivi mas gosto muito de relembrar tempos que passaram.
Esta é sem dúvida uma excelente maneira de encerrar o fim-de-semana.
Aos domingos a seguir ao Gato Fedorento, a não perder!
Célia Paulino
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
domingo, 28 de outubro de 2007
Ponto e vírgula
Férias terminadas, passadas de forma calma, com o estudo a receber o privilégio da ocupação de espaço.
O Ricardo e os seus colegas, neste final de ócio, conseguiram o apuramento para a final-four do Torneio de Abertura.
Como já por aqui opinei, apesar de dentro do rinque terem conquistado o apuramento de forma directa, os dois jogos deste fim-de-semana confirmaram o que apenas tinha sido adiado através de manobras de secretaria.
Regressa o trabalho e a mantêm-se a pressão das frequências universitárias.
É assim, quem corre por gosto não cansa, lá diz o ditado popular.
O Ricardo e os seus colegas, neste final de ócio, conseguiram o apuramento para a final-four do Torneio de Abertura.
Como já por aqui opinei, apesar de dentro do rinque terem conquistado o apuramento de forma directa, os dois jogos deste fim-de-semana confirmaram o que apenas tinha sido adiado através de manobras de secretaria.
Regressa o trabalho e a mantêm-se a pressão das frequências universitárias.
É assim, quem corre por gosto não cansa, lá diz o ditado popular.
28 de Outubro
Há 151 anos, realiza-se a primeira viagem de comboio em Portugal, entre Lisboa e o Carregado, numa altura em que não havia estradas, nem sequer bons caminhos.in O Leme
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