sábado, 3 de novembro de 2007

Sever do Vouga - Aveiro

3 de Novembro

Há 50 anos, às 22 horas e 28 minutos, a União Soviética lança para o espaço o satélite Sputnik II, tendo a bordo a cadela Laika. Sabia-se que este canino não poderia voltar à terra, pois o satélite não possuía mecanismos de retorno. Várias versões foram apresentadas sobre a forma como este mediático animal teria morrido. Apenas em 2002, se soube a cruel verdade: após 4 a 5 horas de vôo, a Laika faleceu com calor, sofrendo atrozmente com desidratação e convulsões. Em homenagem a este simpático animal, sacrificado em prol da ciência, milhares de cadelas em todo o mundo foram baptizadas com o seu nome.

in O Leme

Turquemenistão / Tuvalu



quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Ponto e vírgula

Este início de semana, após as minis férias, tem sido para esquecer.
Nem vale a pena entrar em pormenores. Nada tem corrido bem.
Mas ontem, vítima de uma conspiração familiar, tive uma visão.
Quando estava à espera dum colega da Cláudia para me entregar uns papéis – fazia parte do estratagema – surgiu-me a própria.
Primeiro assustei-me, depois nem acreditei e por fim acordei.
O grito foi forte, deixando os primeiros comensais, para o almoço, no Campo Pequeno, a olhar para nós.
Digam lá que não há surpresas boas!

Santa Maria da Feira - Aveiro

1 de Novembro

Há 252 anos, às 9 horas e 40 minutos, um violento terramoto atinge Lisboa e outras localidades portuguesas, provocando entre 12 a 15 mil vítimas mortais. A terra tremeu três vezes, num total de 17 minutos. O sismo teve o epicentro no mar, a oeste do estreito de Gibraltar, atingindo o grau 8,6 na escala de Richter.

in O Leme

Tonga / Trinidad e Tobago



A boina de Saragoça

O local da surpresa Quem me conhece sabe que sou capaz do pior, mas também do melhor.
Foi desde que fui para Saragoça, no Erasmus que dei o verdadeiro valor à falta que a família nos faz, quando estamos longe, naqueles dias em que tudo corre mal e nada melhor do que um ombro e uma palavra amiga da nossa família.
Por isso e como as saudades já eram muitas resolvi fazer-lhes uma visita.
Não pensem que foi fácil, até chorei por causa desta surpresa.
Vou passar a explicar. Para conseguir um bilhete com um preço mais acessível, tive que o comprar com um mês de antecedência - desconto de 50% - e escolhi o dia 31 para vir a Portugal.
Com o passar dos dias as saudades começaram a apertar e um dia cheguei a casa e disse: “Chicas vou antecipar a minha ida para Portugal, estou cheia de saudades”. Fui para a estação para puder alterar a data e deparei me com um grande problema. O bilhete que comprei era uma promoção e por isso não podia ser alterado.
Entrei em pânico, chorei, barafustei e depois com muita calma e acima de tudo muita vontade, lá consegui que a data do bilhete fosse alterada.
Não contei a ninguém que tinha bilhete para vir a Portugal, queria que fosse uma surpresa e consegui. Ninguém esperava que viesse. A minha mãe, mana e Paulo Zé deliraram, o meu pai nem queria acreditar que eu estava ali à frente dele, foi bem giro ver a cara dele. Quanto ao meu mano só hoje vou ver a reacção dele, pois vai ter direito a um almoço surpresa. O meus queridos colegas, na faculdade ficaram loucos e fizeram-me uma festa fantástica. Adorei o pedacinho que passei com eles.
A verdade é que já estou a ficar com saudades e ainda estou aqui. Resta-me aproveitar bem estes diazinhos de descanso, pois no Natal mais destes virão.
Beijos de Portugal
Até Quinta-feira

Cláudia Paulino

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Ovar - Aveiro

31 de Outubro

Há 121 anos, é inaugurada a Ponte D. Luís, sobre o rio Douro, ligando o Porto a Gaia.

in O Leme

Timor-Leste / Togo



Olhar Jovem

Centro da cidade de Águeda Durante algumas semanas, vou falar-vos de algumas viagens que efectuei com o meu cota, a vários locais, onde ele ia fazer relatos de futebol.
Hoje, o destino é Águeda, para acompanhar mais um jogo do Vilafranquense. Por essa altura a cidade estava a recuperar das cheias que lá tinham acontecido uma semana antes.
Este não foi um dia daqueles em que eu estava propriamente bem. Motivo: dor de dentes. Mas nem por causa disso deixei de ir com o meu pai.
Antes do jogo, fomos almoçar a um restaurante local. Ainda hoje falamos disso. Eu pergunto-lhe: “Pai, quando fomos a Águeda fazer o relato, onde é que almoçámos?”. E ele responde: “No Garfo”. Mas o nome do restaurante era O Talher!
Como era habitual, eu levava a minha malinha com uma pasta, para depois escrever as constituições das equipas, e algumas coisas para me entreter: Game Boy, um livro, o jornal, etc.
Mas nesse dia não escrevi nada. Ainda tentei, mas as dores eram muitas. Só me lembro de ter escrito o nome do guarda-redes, que na altura era o Carlos Fernandes, que neste momento defende as cores do Boavista. Não me recordo do resultado, só do sacrifício que passei com as dores.
A viagem de regresso foi muito comprida, parecia que nunca mais acabava.
No próximo texto deixarei aqui mais uma viagem, para mais uma narração radiofónica.
Até para a semana.

Ricardo Paulino