terça-feira, 27 de novembro de 2007

Bélgica

O Canto da Princesa

Tenho saudades do meu avô Manuel.
Já lá vão mais de vinte anos mas quando penso nele, sinto sempre um grande vazio.
Era um homem honesto, trabalhador, respeitado por todos os que conhecia e um babado com a filha e os netos.
Cortador de profissão, era conhecido pelo Manel do Talho e, ainda hoje, fico muito orgulhosa quando me identificam como sua neta.
Sócio fervoroso do Belenenses, nunca perdia um jogo em casa. Era também um fumador inveterado.
A minha infância foi toda passada ao seu lado.
Estávamos sempre lá por casa.
Se nos portávamos mal, bastava ele abrir os olhos, nem era preciso dizer mais nada.
O respeitinho é muito bonito.
Foram muitas as horas passadas no talho, algumas a vê-lo desmanchar as peças de carne, explicando sempre o que estava a fazer.
Quando queria uma moedita para os cromos, a fartura ou o bolinho, o Manel lá ia ao bolso.
Nunca dizia que não e quando olhava para mim, eu sentia sempre que o fazia com uma grande ternura e orgulho.
Partiu sem avisar, de um momento para o outro.
O coração deixou de bater e foi posto um ponto final na vida de uma das pessoas que eu mais amava.
Foi um golpe muito duro.
Os avós são, sem dúvida, das personagens que mais marcam a nossa vida.
Termino como comecei.
Tenho saudades do meu avô Manuel.

Célia Paulino

domingo, 25 de novembro de 2007

Ponto e vírgula

Acabei de ver na TV o FC Porto - Setúbal.
Os setubalenses, que ainda não tinham perdido esta época, fizeram uma exibição muita fraca. Atrevo-me a dizer, condicionada.
Dentro de pouco tempo, algumas semanas ou um pouco mais, vamos saber qual foi o preço desta prestação, realizada em ritmo de treino.
Vou estar atento.

Celorico de Basto - Braga

25 de Novembro

Há 162 anos, nasce Eça de Queirós, escritor português.
Morreu com 54 anos.

in O Leme

Barbados

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Barcelos - Braga

22 de Novembro

Há 510 anos, Vasco da Gama dobra o Cabo da Boa Esperança, na procura de um caminho marítimo para a Índia.

in O Leme

Bahamas

A boina de Saragoça

Esta semana foi um pouco difícil. Muito frio, muitos trabalhos e alguns percalços pelo meio.
No domingo levantamo-nos cedo e fomos em direcção ao famoso Museu del Teatro de Caesaraugusta, um museu muito interessante e bem atractivo para quem tem a época das conquistas romanas como hobbie.
Quando saímos de casa, por volta das 9.30 horas, estavam uns agradáveis dois graus negativos. Não estamos habituadas a estas temperaturas e os nossos corpos muito menos.
Chegamos ao centro da cidade e os lagos estavam congelados, sendo muitos os curiosos que paravam para apreciar a maravilha com que se deparavam. Verdade seja dita que os termómetros não passaram dos 4º centígrados e na segunda-feira o cenário repetiu-se.
Com uma ajudinha do São Pedro aqui do sítio, o frio abrandou e apareceu a chuva, para deste modo ficarmos solidárias com o tempo que se faz sentir em Portugal, que pelo que tenho lido e ouvido, não anda muito famoso.
Como tinha dito na semana passada, começou na passada quinta-feira o nosso trabalho de professoras. Semanalmente, durante duas horas, lá vamos nós dar umas aulitas de bom português à Professora Luísa.
As aulas têm sido muito divertidas, a nossa aluna está a sair-se muito bem com o português, apesar de alguns problemas com os sons que têm muitas das nossas palavras, mas no geral tem sido uma aluna de nota máxima.
Até outro dos nossos professores, que também já aqui falamos, o professor Cuadrat, está a pensar juntar-se ao grupo para aprender um pouco mais de português.
A verdade é que como professoras temo-nos saído muito bem, sendo as solicitações cada vez em maior número. Isto só prova que quando os espanhóis querem, conseguem perceber na perfeição o que dizem os portugueses.
Besos de Zaragoza.
Hasta Jueves.

Cláudia Paulino