terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Barracada

São estas notícias que tiram credibilidade à nossa Comunicação Social.
O Público deitou-se à adivinhar e a coisa correu mal.
Espero que lhes sirva de emenda.
Leia, aqui, a justificação apresentada pelo jornal no seu site.

Ao contrário

Entre a correspondência que recebo diariamente, na minha caixa de correio virtual, alguns textos merecem a minha atenção.
Por vezes escolho um para partilhar convosco.
Este, ficcionado, está bem engraçado.

Eu quero viver a minha próxima vida ao contrário:
Começo morto e livro-me disso.
Depois acordo num lar para a terceira idade, sentindo-me melhor cada dia
que passa.
A seguir sou expulso, por estar demasiadamente saudável. Gozo a minha reforma e recebo a minha pensão de velhice.
Então, quando começo a trabalhar, recebo um relógio em ouro como presente, logo no primeiro dia.
Trabalho 40 anos, até ser demasiadamente novo para trabalhar.
Vou para o liceu e bebo álcool, vou a festas e sou promíscuo.
Depois vou para a escola primária, brinco e não tenho responsabilidades.
Transformo-me então num bebé e passo os últimos 9 meses a flutuar pacifica e luxuosamente, em condições equivalentes a um Spa, com ar condicionado, serviço de quartos entregue por cabo, e depois...
Acabo num grande orgasmo.

Penso, logo...

"Aquele que sabe falar sabe também quando fazê-lo."

(Arquimedes)

Vizela - Braga

4 de Dezembro

Há 27 anos, morre Francisco de Sá Carneiro. Foi Primeiro-ministro de Portugal, durante cerca de onze meses. Faleceu vítima de um acidente de aviação, em Camarate, quando se dirigia para o Porto, a fim de tomar parte num comício de apoio a António Soares Carneiro, candidato a Presidente da República pela Aliança Democrática. De então para cá, a sua morte tem estado envolvida em polémica. Para uns tratou-se de um mero acidente, para outros de um atentado.
Tinha 46 anos.

in O Leme

Brasil

O Canto da Princesa

Hoje, eu e o Tio Jorge estamos de parabéns, completamos catorze anos de casados. Festejamos a assinatura no papel uma vez que, de vida em comum, já vamos a caminho dos dezanove.
Confesso que esta não é nossa data mas mesmo assim festejamos, sempre que os horários permitem, que não é o caso deste ano, jantando no local da festa.
Este acto foi mais o de formalizar a nossa relação do que outra coisa, embora tenha sido um dia muito bem passado.
O consentimento foi dado na sede da Junta de Freguesia de Alverca seguido de um passeio em grupo até ao Jardim Parque para as fotos.
A apatia era tal, não só nossa, mas geral, que ninguém se lembrou das fotos dos noivos só com os filhos, a Cláudia e o Ricardo, que na altura já tinha quase dois anos.
O rapaz, que era um bebé tão bem disposto, não gostou nada de ver a mãe vestida de noiva, fugiu de mim e bateu com a cara numa porta, enfim, coisas de rapazes pequenos.
Sempre a pé, lá fomos para os comes e bebes com direito a uma paragem na nossa rua para cumprimentar alguns vizinhos.
O que desconhecíamos era que, na nossa casa estava o grupo todo da Rádio, a fazer das deles. Nós ali mesmo à frente e nem nos passava pela cabeça o que ia lá dentro.
No fim da festa foi o sorteio da liga, com a particularidade do mesmo ter sido feito pelo noivo, que como vergonha tem muito pouca, acabou por fazer uma maquia bem jeitosa.
O regresso a casa era só para mudar de roupa, pois estava combinado um encontro, num bar próximo para a última parte da festa.
Pois é, mas a casa não estava bem como a tinha deixado. Papel higiénico por todo o lado, os sofás sem as almofadas e virados de pernas para o ar, recadinhos com batom nos espelhos, cuecas e soutiens pendurados, sei lá, cd’s escondidos em todo o lado. É que não estão bem a ver, mas a colecção já era muito grande, e o trabalho foi tão bem feito, que na estação seguinte, cada vez que usávamos um casaco, encontrávamos mais uns tantos. Foi giro.
Não vou alongar-me muito mais, mas quero ainda deixar um parágrafo para ti, Jorge.
As dificuldades foram muitas, pouca gente nos deu a mão e acreditou, mas nós lutámos e provámos que este amor era muito mais forte.
Parabéns Tio Jorge!


Célia Paulino