quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

A boina de Saragoça

Bilbau é o tema desta semana.
Simplesmente fenomenal, adorámos a cidade. Foram dois dias muito bem passados e, aconselhamos quem nunca visitou a cidade, a fazê-lo rapidamente pois é mesmo muito bonita.
Partimos na sexta-feira, pouco depois das 6 da manhã, com um frio que não se podia em Saragoça, como já é habitual. Depois de 4 horas de viagem, que para quem já fez catorze de autocarro, foi uma brincadeira e logo chegámos a Bilbau.
O primeiro impacto foi um pouco estranho, pois esta cidade basca é bastante diferente de todas as cidades espanholas que conhecemos até agora, principalmente em termos de clima, que devido à proximidade do oceano é muito parecido com o clima de Lisboa, e por incrível que pareça desde que chegamos a Espanha, tivemos calor. Foi a loucura!
O Museu Guggenheim foi a primeira paragem, conhecido internacionalmente é ponto de paragem obrigatório para aqueles que visitam Bilbau. Com 4 andares e vinte salas de exposição foi dos melhores museus que visitámos até hoje. A primeira sala foi a que mais nos fascinou, tinha uns labirintos que nos faziam andar às voltas e quando chegávamos ao interior não tinham nada, eram apenas um lugar vazio.
Fartamo-nos de rir com estas divisões dispostas confusamente, parecíamos umas malucas a andar à roda e às gargalhadas. Outra sala que gostamos particularmente foi uma que tinha uns caramelos excelentes, muito bons mesmo.
O exterior do museu é de uma beleza única, muito moderno em termos arquitectónicos, tem uma aranha fantástica no exterior com quem tive o prazer de tirar uma fotografia, muito mansinha a bicha mas um pouco grande. Levámos uma manhã inteira para ver tudo, mas valeu a pena, é lindíssimo.
Depois partimos em busca do albergue onde ficamos instaladas, um local também muito interessante, situado num monte que tinha uma vista fantástica sobre a cidade. O caminho até lá foi um pouco cansativo, mas valeu a pena. O local tinha excelentes condições, com uma sala de estar, uma sala de computadores com acesso à Internet, uma sala de estar e uma cantina fantástica. O quarto em que ficamos era muito bom, estava um pouco quente mas era muito confortável.
No dia seguinte, que se mostrou muito chuvoso, fomos em busca da parte histórica da cidade, também muito gira e com um património histórico e arquitectónico muito rico. Para terminar o dia em beleza, visitamos o Museu de Belas Artes, outro marco histórico da cidade, que também vale a pena visitar.
Para a semana e com a ida a Portugal já pertinho, voltamos com mais aventuras.
Besos de Bilbau.
Hasta Jueves.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Penso, logo...

"O tempo muda tudo, menos algo dentro de nós que sempre se surpreende com as mudanças."

(Thomas Hardy)

Alfândega da Fé - Bragança

5 de Dezembro

Há 106, nasce Walt Disney, que viria a criar, com a ajuda da sua equipa, todo um universo de referências no imaginário infantil de sucessivas gerações.
Morreu com 65 anos

in O Leme

Brunei

Olhar Jovem

Hoje resolvi falar do que mais gosto de ver na televisão.
Um dos programas que vejo está a dar neste momento. Sabe Mais Do Que um Miúdo De 10 Anos, leva adultos a responder a perguntas do primeiro ao quinto ano, com a ajuda de alguns alunos de 10 anos. Quem errar ou quiser desistir terá de dizer a Portugal inteiro: "Eu não sei mais do que um miúdo de 10 anos".
Falando de canais, tenho como preferência a Eurosport, a MTV e o People+Arts. Também gosto da SportTv, mas esse vejo menos porque só dá para ver na sala.
Na Eurosport, gosto de ver todos os desportos que dão. Só deixo de lado a Vela e o Boxe. De resto, vejo tudo, desde desportos de Inverno a Automobilismo, de Timbersports (que são uns tipos a cortar madeira) a jogos de setas!
Na MTV, o tema predominante é a música. Gosto dos videoclips e alguns programas que passam como o Parental Control, Next ou Fist Of Zen.
Quanto ao People+Arts, comecei a interessar-me à menos tempo, graças à minha cotinha. Como é um dos canais que vê, lá comecei a gostar. Os melhores programas são o Extreme Makeover, onde algumas pessoas vão a Hollywood melhorar a sua aparência exterior e o Extreme Makeover – House Edition, que se baseia na reconstrução de uma casa nova, enquanto a família vai de férias, tendo os decoradores apenas sete dias para o trabalho.
São estes canais que vejo quando não tenho nada para fazer, o que não é caso porque o tempo é pouco.
Beijinhos e até para a semana.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Barracada

São estas notícias que tiram credibilidade à nossa Comunicação Social.
O Público deitou-se à adivinhar e a coisa correu mal.
Espero que lhes sirva de emenda.
Leia, aqui, a justificação apresentada pelo jornal no seu site.

Ao contrário

Entre a correspondência que recebo diariamente, na minha caixa de correio virtual, alguns textos merecem a minha atenção.
Por vezes escolho um para partilhar convosco.
Este, ficcionado, está bem engraçado.

Eu quero viver a minha próxima vida ao contrário:
Começo morto e livro-me disso.
Depois acordo num lar para a terceira idade, sentindo-me melhor cada dia
que passa.
A seguir sou expulso, por estar demasiadamente saudável. Gozo a minha reforma e recebo a minha pensão de velhice.
Então, quando começo a trabalhar, recebo um relógio em ouro como presente, logo no primeiro dia.
Trabalho 40 anos, até ser demasiadamente novo para trabalhar.
Vou para o liceu e bebo álcool, vou a festas e sou promíscuo.
Depois vou para a escola primária, brinco e não tenho responsabilidades.
Transformo-me então num bebé e passo os últimos 9 meses a flutuar pacifica e luxuosamente, em condições equivalentes a um Spa, com ar condicionado, serviço de quartos entregue por cabo, e depois...
Acabo num grande orgasmo.

Penso, logo...

"Aquele que sabe falar sabe também quando fazê-lo."

(Arquimedes)

Vizela - Braga

4 de Dezembro

Há 27 anos, morre Francisco de Sá Carneiro. Foi Primeiro-ministro de Portugal, durante cerca de onze meses. Faleceu vítima de um acidente de aviação, em Camarate, quando se dirigia para o Porto, a fim de tomar parte num comício de apoio a António Soares Carneiro, candidato a Presidente da República pela Aliança Democrática. De então para cá, a sua morte tem estado envolvida em polémica. Para uns tratou-se de um mero acidente, para outros de um atentado.
Tinha 46 anos.

in O Leme

Brasil

O Canto da Princesa

Hoje, eu e o Tio Jorge estamos de parabéns, completamos catorze anos de casados. Festejamos a assinatura no papel uma vez que, de vida em comum, já vamos a caminho dos dezanove.
Confesso que esta não é nossa data mas mesmo assim festejamos, sempre que os horários permitem, que não é o caso deste ano, jantando no local da festa.
Este acto foi mais o de formalizar a nossa relação do que outra coisa, embora tenha sido um dia muito bem passado.
O consentimento foi dado na sede da Junta de Freguesia de Alverca seguido de um passeio em grupo até ao Jardim Parque para as fotos.
A apatia era tal, não só nossa, mas geral, que ninguém se lembrou das fotos dos noivos só com os filhos, a Cláudia e o Ricardo, que na altura já tinha quase dois anos.
O rapaz, que era um bebé tão bem disposto, não gostou nada de ver a mãe vestida de noiva, fugiu de mim e bateu com a cara numa porta, enfim, coisas de rapazes pequenos.
Sempre a pé, lá fomos para os comes e bebes com direito a uma paragem na nossa rua para cumprimentar alguns vizinhos.
O que desconhecíamos era que, na nossa casa estava o grupo todo da Rádio, a fazer das deles. Nós ali mesmo à frente e nem nos passava pela cabeça o que ia lá dentro.
No fim da festa foi o sorteio da liga, com a particularidade do mesmo ter sido feito pelo noivo, que como vergonha tem muito pouca, acabou por fazer uma maquia bem jeitosa.
O regresso a casa era só para mudar de roupa, pois estava combinado um encontro, num bar próximo para a última parte da festa.
Pois é, mas a casa não estava bem como a tinha deixado. Papel higiénico por todo o lado, os sofás sem as almofadas e virados de pernas para o ar, recadinhos com batom nos espelhos, cuecas e soutiens pendurados, sei lá, cd’s escondidos em todo o lado. É que não estão bem a ver, mas a colecção já era muito grande, e o trabalho foi tão bem feito, que na estação seguinte, cada vez que usávamos um casaco, encontrávamos mais uns tantos. Foi giro.
Não vou alongar-me muito mais, mas quero ainda deixar um parágrafo para ti, Jorge.
As dificuldades foram muitas, pouca gente nos deu a mão e acreditou, mas nós lutámos e provámos que este amor era muito mais forte.
Parabéns Tio Jorge!


Célia Paulino