quarta-feira, 14 de novembro de 2018
Imagens
Novidade no Tio Jorge.
A partir de hoje as Imagens vão ser legendadas.
O internacional britânico Joe Cole anunciou a sua retirada aos 37 anos.
terça-feira, 13 de novembro de 2018
Um olhar alentejano
Dois meses depois de chegar a Cabeça de Carneiro, dei por mim a pensar na simpatia e simplicidade das pessoas desta aldeia.
São um pouco mais de 200 habitantes, sendo que a chegada de umas caras novas suscita curiosidade.
Eu cheguei sozinho com o Pizzi - um dos nossos dois cães - e a minha Princesa veio mais tarde, trazendo o Pablo, o mais velho.
À primeira dificuldade - adquirir e montar uma torneira para a máquina de lavar - esta foi rapidamente resolvida.
Numa aldeia em que em termos de comércio existe uma padaria e dois cafés, uma ida ao Café O Rui - mesmo ao lado da nossa porta - resolveu logo o problema.
O Sô Manel do Café falou com o Sô Zé e passado pouco tempo a torneira tinha aparecido e estava montada.
Há dias foi uma pilha que faltava para o esquentador e logo ela surgiu das mãos do Sô Manel.
Mesmo sabendo que estamos de passagem até nos fixarmos, definitivamente, em Oriola - tudo indica que só em 2019 - já fazemos parte da comunidade local.
Há dias partilhámos a tristeza da partida de um dos nossos vizinhos da frente, o Sô Zé Joaquim.
Com os seus 86 anos, também ele contribuiu para a nossa rápida integração.
Recordo as suas palavras, sempre que eu passava pela sua porta quando ia passear os cães "Então, mais uma voltinha!"
São um pouco mais de 200 habitantes, sendo que a chegada de umas caras novas suscita curiosidade.
Eu cheguei sozinho com o Pizzi - um dos nossos dois cães - e a minha Princesa veio mais tarde, trazendo o Pablo, o mais velho.
À primeira dificuldade - adquirir e montar uma torneira para a máquina de lavar - esta foi rapidamente resolvida.
Numa aldeia em que em termos de comércio existe uma padaria e dois cafés, uma ida ao Café O Rui - mesmo ao lado da nossa porta - resolveu logo o problema.
O Sô Manel do Café falou com o Sô Zé e passado pouco tempo a torneira tinha aparecido e estava montada.
Há dias foi uma pilha que faltava para o esquentador e logo ela surgiu das mãos do Sô Manel.
Mesmo sabendo que estamos de passagem até nos fixarmos, definitivamente, em Oriola - tudo indica que só em 2019 - já fazemos parte da comunidade local.
Há dias partilhámos a tristeza da partida de um dos nossos vizinhos da frente, o Sô Zé Joaquim.
Com os seus 86 anos, também ele contribuiu para a nossa rápida integração.
Recordo as suas palavras, sempre que eu passava pela sua porta quando ia passear os cães "Então, mais uma voltinha!"
segunda-feira, 12 de novembro de 2018
Um olhar alentejano
Há dias deparei-me com uma notícia bem interessante.
A cidade galega de Pontevedra tinha tirado os automóveis do seu centro histórico.
Claro que isto não se consegue num abrir e fechar de olhos, mas, principalmente, consegue-se com determinação.
O edil da cidade espanhola foi eleito em 1999, sendo que um mês depois já tinha tornado os 300 mil metros quadrados do centro histórico exclusivo para peões.
Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Miguel Lores explicou que antes de se tornar presidente passavam 14 mil carros na rua onde se situa a Câmara Municipal, em pleno centro histórico.
"Este zona estava morta. Havia drogas e muito trânsito. A cidade estava em declínio, poluída e todos os dias ocorriam acidentes de trânsito", confessou Lores.
A reestruturação da mobilidade deu prioridade em primeiro lugar aos peões, depois as bicicletas e os transportes públicos e, por fim, os automóveis.
Conclusão: diminuíram os óbitos devido a acidentes de viação, as emissões de dióxido de carbono baixaram significativamente e Pontevedra tem vindo a conhecer um aumento populacional.
Era bom que por cá olhassem para este excelente exemplo.
Primeiro as pessoas, depois as pessoas e no fim ... as pessoas!
A cidade galega de Pontevedra tinha tirado os automóveis do seu centro histórico.
Claro que isto não se consegue num abrir e fechar de olhos, mas, principalmente, consegue-se com determinação.
O edil da cidade espanhola foi eleito em 1999, sendo que um mês depois já tinha tornado os 300 mil metros quadrados do centro histórico exclusivo para peões.
Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Miguel Lores explicou que antes de se tornar presidente passavam 14 mil carros na rua onde se situa a Câmara Municipal, em pleno centro histórico.
"Este zona estava morta. Havia drogas e muito trânsito. A cidade estava em declínio, poluída e todos os dias ocorriam acidentes de trânsito", confessou Lores.
A reestruturação da mobilidade deu prioridade em primeiro lugar aos peões, depois as bicicletas e os transportes públicos e, por fim, os automóveis.
Conclusão: diminuíram os óbitos devido a acidentes de viação, as emissões de dióxido de carbono baixaram significativamente e Pontevedra tem vindo a conhecer um aumento populacional.
Era bom que por cá olhassem para este excelente exemplo.
Primeiro as pessoas, depois as pessoas e no fim ... as pessoas!
domingo, 11 de novembro de 2018
No Reino da Águia
Deslocação do Benfica a Tondela, com os encarnados obrigados a vencer, num dia de muita chuva.
Para complicar mais tarefa, os da casa marcaram - autogolo de Conti - antes de estar cumprido o primeiro minuto.
Boa reação e empate logo aos 9 minutos, numa cabeçada de Jonas.
Até ao intervalo o Benfica andou perto da vantagem, mas o poste e a falta de pontaria não o permitiu.
Na segunda parte o Tondela esteve perto de marcar, mas ficou reduzido a 10 jogadores, com as águias a passarem para a frente com um golo de Seferovic, acabado de entrar no jogo.
O Benfica marcou pela terceira vez, por Rafa, conseguindo uma vitória justa, mas muito valorizada pela exibição do pupilos de Pepa.
Um olhar alentejano
Uma proposta de Lei do Conselho de Ministros poderá causar uma revolução no combate à violência no desporto em Portugal.
São muitas as novidades que por aí vêm e que podem mudar radicalmente a forma como as claques tem atuado sem qualquer controlo.
Deixo aqui algumas delas.
Criação de um cartão especial de adepto, obrigatório para todos os elementos dos grupos organizados, obrigatoriedade dos clubes criarem nos seus estádios ou pavilhões zonas reservadas a esses grupos, com entrada exclusiva, não permitindo fisicamente a passagem e acesso a outras zonas ou setores.
Passa a existir um protocolo, obrigatório, entre clubes e claques e videovigilância em todo o recinto desportivo.
As multas são bem pesadas, monetárias até 200.000 € para clubes ou SAD, interdição do recinto desportivo, jogos à porta fechada, num máximo de 12 jogos, perdas de pontos, que em caso de reincidência podem estender-se a todas as competições profissionais do clube.
Individualmente os prevaricadores poderão ter interdição de acesso aos estádios e pavilhões, que em casos mais graves podem chegar a penas de prisão de 1 a 5 anos.
Que chegue rápido esta Lei, punindo sem olhar às cores clubísticas.
Antes que aconteçam mais desgraças!
São muitas as novidades que por aí vêm e que podem mudar radicalmente a forma como as claques tem atuado sem qualquer controlo.
Deixo aqui algumas delas.
Criação de um cartão especial de adepto, obrigatório para todos os elementos dos grupos organizados, obrigatoriedade dos clubes criarem nos seus estádios ou pavilhões zonas reservadas a esses grupos, com entrada exclusiva, não permitindo fisicamente a passagem e acesso a outras zonas ou setores.
Passa a existir um protocolo, obrigatório, entre clubes e claques e videovigilância em todo o recinto desportivo.
As multas são bem pesadas, monetárias até 200.000 € para clubes ou SAD, interdição do recinto desportivo, jogos à porta fechada, num máximo de 12 jogos, perdas de pontos, que em caso de reincidência podem estender-se a todas as competições profissionais do clube.
Individualmente os prevaricadores poderão ter interdição de acesso aos estádios e pavilhões, que em casos mais graves podem chegar a penas de prisão de 1 a 5 anos.
Que chegue rápido esta Lei, punindo sem olhar às cores clubísticas.
Antes que aconteçam mais desgraças!
sábado, 10 de novembro de 2018
Um olhar alentejano
Há um acontecimento publicitário que me anda a intrigar.
Porque será que repentinamente tanta gente ficou preocupada com os surdos?
Basta ficar um bocado em frente à televisão para chegar a oferta.
Há para todos os gostos e para todos os ouvidos.
Com pilha e recarregáveis, eles lá ficam bem escondidinhos, resolvendo o problema do som alto, de não ouvir os carros nas passadeiras ou gritar nas conversas entre amigos.
E o preço?
São quase dados.
Eu, felizmente, ouço bem, mas como o pobre fico desconfiado.
Tão bons e quase de borla?
Pior que esta peste publicitária auditiva só aquela divulgação sobre a neuropatia.
Eu percebo que o assunto é sério, que de repente se tornou numa causa nacional, mas é necessário passar aquilo tantas vezes?
Pobres dos mimos, até já estão arrependidos de terem alinhado com a Rita Blanco!
Porque será que repentinamente tanta gente ficou preocupada com os surdos?
Basta ficar um bocado em frente à televisão para chegar a oferta.
Há para todos os gostos e para todos os ouvidos.
Com pilha e recarregáveis, eles lá ficam bem escondidinhos, resolvendo o problema do som alto, de não ouvir os carros nas passadeiras ou gritar nas conversas entre amigos.
E o preço?
São quase dados.
Eu, felizmente, ouço bem, mas como o pobre fico desconfiado.
Tão bons e quase de borla?
Pior que esta peste publicitária auditiva só aquela divulgação sobre a neuropatia.
Eu percebo que o assunto é sério, que de repente se tornou numa causa nacional, mas é necessário passar aquilo tantas vezes?
Pobres dos mimos, até já estão arrependidos de terem alinhado com a Rita Blanco!
sexta-feira, 9 de novembro de 2018
Um olhar alentejano
Um dia destes fui surpreendido com uma notícia angustiante.
As alterações climáticas podem levar ao fim da cerveja.
Mau!
Vamos lá ver o que se passa.
Um estudo revela que as secas e as crescentes vagas de calor, agravadas pelo aquecimento global, deverão representar uma quebra, a nível mundial, de 17% nas colheitas de cevada, ingrediente fundamental para a produção de cerveja.
Segundo a mesma investigação, o primeiro efeito será o aumento significativo do preço da bebida, podendo uma cerveja chegar aos 3 €.
Sabe-se que apenas 17% da cevada colhida em todo o mundo é usada para a produção da cerveja , sendo que os restantes 83% tornam-se alimento para o gado.
E que tal chegarmos a um acordo?
Falamos com os representantes dos animais e a coisa fica nos 50% para cada lado.
A mim parece-me bem!
As alterações climáticas podem levar ao fim da cerveja.
Mau!
Vamos lá ver o que se passa.
Um estudo revela que as secas e as crescentes vagas de calor, agravadas pelo aquecimento global, deverão representar uma quebra, a nível mundial, de 17% nas colheitas de cevada, ingrediente fundamental para a produção de cerveja.
Segundo a mesma investigação, o primeiro efeito será o aumento significativo do preço da bebida, podendo uma cerveja chegar aos 3 €.
Sabe-se que apenas 17% da cevada colhida em todo o mundo é usada para a produção da cerveja , sendo que os restantes 83% tornam-se alimento para o gado.
E que tal chegarmos a um acordo?
Falamos com os representantes dos animais e a coisa fica nos 50% para cada lado.
A mim parece-me bem!
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
Um olhar alentejano
Um ponto prévio a este texto.
Sou sempre a favor das greves que têm como objetivo melhorias salariais, desde que racionais.
Fiz várias durante a minha carreira profissional e considero ser um pilar da relação laboral em democracia.
Duas classes profissionais muito importantes da nossa sociedade - enfermeiros e juízes - estão num processo reivindicativo sobre as suas carreiras.
Os primeiros têm paralisado várias vezes nos últimos tempos, enquanto que os juízes ameaçam com uma greve que pode demorar um ano, dividida por 21 dias.
A curiosidade da diferença das reivindicações é que me deixa perplexo.
Do lado da enfermagem pretende-se uma carreira que privilegie os especialistas e que valorize financeiramente os mais antigos na carreira.
Do lado dos magistrados uma visão contrária.
Não concordam que os que entram agora na função recebam menos dos que já lá estão há anos.
Acho que a expressão a velhice é um posto não deve servir para todas as situações, mas parece-me muito mais coerente a atitude daqueles que tão bem nos tratam da saúde.
Sou sempre a favor das greves que têm como objetivo melhorias salariais, desde que racionais.
Fiz várias durante a minha carreira profissional e considero ser um pilar da relação laboral em democracia.
Duas classes profissionais muito importantes da nossa sociedade - enfermeiros e juízes - estão num processo reivindicativo sobre as suas carreiras.
Os primeiros têm paralisado várias vezes nos últimos tempos, enquanto que os juízes ameaçam com uma greve que pode demorar um ano, dividida por 21 dias.
A curiosidade da diferença das reivindicações é que me deixa perplexo.
Do lado da enfermagem pretende-se uma carreira que privilegie os especialistas e que valorize financeiramente os mais antigos na carreira.
Do lado dos magistrados uma visão contrária.
Não concordam que os que entram agora na função recebam menos dos que já lá estão há anos.
Acho que a expressão a velhice é um posto não deve servir para todas as situações, mas parece-me muito mais coerente a atitude daqueles que tão bem nos tratam da saúde.
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