Para mim o dia de hoje é importante.
Doze de dezembro é o dia em que acordei a minha Mãe às 6 da manhã, chorei pela primeira vez e, segundo consta, até aos três meses, não deixei ninguém pregar olho.
Cinquenta e nove anos depois durmo muito bem, deixo os outros dormir e estou muito satisfeito por estar no Alentejo.
Fui dar uma espreitadela a outros factos relevantes que aconteceram, além do meu nascimento, neste dia.
Andava desaparecida a Mona Lisa de Leonardo da Vinci há dois anos, quando em 1913 ela apareceu num hotel, depois de ter sido roubada por Vincenzo Peruggia.
Dois anos depois nasceu o ator e cantor norte-americano Frank Sinatra, em 1948 foi a vez do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, sendo que o piloto de automóveis, o brasileiro Emerson Fittipaldi tinha nascido dois anos antes.
Mas há mais.
Em 1831 nasceu o escritor francês Gustave Flaubert, o pintor norueguês Edvard Munch - autor de O Grito - em 1863 e a cantora norte-americana Dionne Warwick em 1940.
Para acabar em beleza, o Pablo, o meu mais velho de quatro patas, faz hoje seis anos.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
Imagens
O egípcio Mohamed Salah do Liverpool marca ao Nápoles, jogo da Liga dos Campeões, em Anfield Road, Liverpool.
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
Um olhar alentejano
Completaram-se ontem vinte anos que José Saramago recebeu o Prémio Nobel da Literatura.
A Câmara Municipal de Lisboa decidiu atribuir o nome de José Saramago ao largo onde fica a sede da Fundação do escritor na Casa dos Bicos.
Claro que tinha que haver polémica por parte do PSD, afirmando que ninguém vai chamar o largo pelo nome do Nobel, mas sim por Campo das Cebolas que era o anterior topónimo do local.
Tiveram a mesma preocupação quando a Praça do Areeiro passou em 1982 a chamar-se Sá Carneiro?
Veio-me à memória que esta raiva a Saramago vem de longe, personalizada no seu esplendor por Cavaco Silva.
Foi o seu governo que vetou O Evangelho Segundo Jesus Cristo ao Prémio Literário Europeu nos anos 90.
Cavaco nunca reconheceu o talento de José Saramago, não marcou presença no seu funeral - estava de férias nos Açores - da mesma forma que não felicitou Carlos do Carmo quando venceu um Grammy em 2014, que só veio a ser condecorado em 2016 por Marcelo Rebelo de Sousa.
E o que têm em comum o escritor e o fadista?
Saramago era comunista e Carlos sempre esteve ligado ao PCP.
Os dois tiveram o mérito de levar Portugal aos quatro cantos do Mundo, coisa que Cavaco Silva nunca conseguiu.
O chamado ódio invejoso pintado de laranja!
A Câmara Municipal de Lisboa decidiu atribuir o nome de José Saramago ao largo onde fica a sede da Fundação do escritor na Casa dos Bicos.
Claro que tinha que haver polémica por parte do PSD, afirmando que ninguém vai chamar o largo pelo nome do Nobel, mas sim por Campo das Cebolas que era o anterior topónimo do local.
Tiveram a mesma preocupação quando a Praça do Areeiro passou em 1982 a chamar-se Sá Carneiro?
Veio-me à memória que esta raiva a Saramago vem de longe, personalizada no seu esplendor por Cavaco Silva.
Foi o seu governo que vetou O Evangelho Segundo Jesus Cristo ao Prémio Literário Europeu nos anos 90.
Cavaco nunca reconheceu o talento de José Saramago, não marcou presença no seu funeral - estava de férias nos Açores - da mesma forma que não felicitou Carlos do Carmo quando venceu um Grammy em 2014, que só veio a ser condecorado em 2016 por Marcelo Rebelo de Sousa.
E o que têm em comum o escritor e o fadista?
Saramago era comunista e Carlos sempre esteve ligado ao PCP.
Os dois tiveram o mérito de levar Portugal aos quatro cantos do Mundo, coisa que Cavaco Silva nunca conseguiu.
O chamado ódio invejoso pintado de laranja!
Imagens
A monegasca Lisa Caussin-Battaglia durante a prova feminina do Grande Prémio de Sharjah, em Khalid Lagoon, Emirados Árabes Unidos.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
Um olhar alentejano
Há nomes que são extremamente difíceis de pronunciar, complicando a tarefa dos profissionais da comunicação social e não só.
E se for num relato de futebol?
Vamos lá enquadrar esta história.
A União Democrata Cristã (CDU) elegeu recentemente o seu novo líder, sendo que a chanceler Angela Merkel não se recandidatou.
Aqui logo fica uma dúvida.
Merkel sempre defendeu que os cargos de chanceler e de líder do partido deviam andar de mãos dadas, pelo que vamos ver como vai desempenhar uma função sem a outra.
Mas voltemos à eleição.
Sem surpresas, depois de 18 anos de liderança feminina, vai manter-se uma mulher no cargo.
Tem 56 anos, casada com três filhos, ingressou no partido há quase quarenta anos, era na altura uma estudante de 19 anos, gosta dos AC/DC e de futebol.
A nova líder da CDU pode vir a substituir Angela Merkel em 2021, caso vença nessa altura as eleições.
Chama-se Annegret Kramp-Karrenbauer, mas para facilitar a vida aos alemães, eles chamam-lhe AKK.
Uma boa solução para resolvermos este trava-línguas.
E se for num relato de futebol?
Vamos lá enquadrar esta história.
A União Democrata Cristã (CDU) elegeu recentemente o seu novo líder, sendo que a chanceler Angela Merkel não se recandidatou.
Aqui logo fica uma dúvida.
Merkel sempre defendeu que os cargos de chanceler e de líder do partido deviam andar de mãos dadas, pelo que vamos ver como vai desempenhar uma função sem a outra.
Mas voltemos à eleição.
Sem surpresas, depois de 18 anos de liderança feminina, vai manter-se uma mulher no cargo.
Tem 56 anos, casada com três filhos, ingressou no partido há quase quarenta anos, era na altura uma estudante de 19 anos, gosta dos AC/DC e de futebol.
A nova líder da CDU pode vir a substituir Angela Merkel em 2021, caso vença nessa altura as eleições.
Chama-se Annegret Kramp-Karrenbauer, mas para facilitar a vida aos alemães, eles chamam-lhe AKK.
Uma boa solução para resolvermos este trava-línguas.
domingo, 9 de dezembro de 2018
Um olhar alentejano
Uma das classes profissionais que se tem mostrado mais reivindicativa nos últimos anos tem sido a dos enfermeiros.
Já o disse e escrevi que concordo com a maioria das suas lutas, mas por vezes é preciso perceber se existem condições para satisfazer, de uma só vez, todas essas reivindicações.
Uma das coisas que me faz confusão nesta luta, é que a maioria das situações se arrastam há muitos anos.
Esta convicção leva-me para outro patamar.
Até que ponto é que as lutas só aparecem, em grande escala, quando está um determinado governo?
Ana Rita Cavaco é a Bastonária dos Enfermeiros desde 2015.
Já tinha concorrido em 2011, mas não reunia as condições necessárias para a sua eleição.
Ligada ao PSD deste do tempo da jota, onde andou a capacidade critica desta senhora nos tempos dos governos laranjas?
Obviamente que todos os bastonários das diversas Ordens têm a sua cor partidária, senão não chegavam lá.
Mas será desta forma que defendem aqueles que os elegeram, só criticando quando o partido no governo não é o seu?
Pensando bem até percebo, pois depois de deixarem o cargo precisam que o partido lhes dê a mão.
Alguém acredita que se tivéssemos um Governo comunista, Mário Nogueira - seria o Bastonário se os professores tivessem um - passasse a vida a criticá-lo?
Já o disse e escrevi que concordo com a maioria das suas lutas, mas por vezes é preciso perceber se existem condições para satisfazer, de uma só vez, todas essas reivindicações.
Uma das coisas que me faz confusão nesta luta, é que a maioria das situações se arrastam há muitos anos.
Esta convicção leva-me para outro patamar.
Até que ponto é que as lutas só aparecem, em grande escala, quando está um determinado governo?
Ana Rita Cavaco é a Bastonária dos Enfermeiros desde 2015.
Já tinha concorrido em 2011, mas não reunia as condições necessárias para a sua eleição.
Ligada ao PSD deste do tempo da jota, onde andou a capacidade critica desta senhora nos tempos dos governos laranjas?
Obviamente que todos os bastonários das diversas Ordens têm a sua cor partidária, senão não chegavam lá.
Mas será desta forma que defendem aqueles que os elegeram, só criticando quando o partido no governo não é o seu?
Pensando bem até percebo, pois depois de deixarem o cargo precisam que o partido lhes dê a mão.
Alguém acredita que se tivéssemos um Governo comunista, Mário Nogueira - seria o Bastonário se os professores tivessem um - passasse a vida a criticá-lo?
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