segunda-feira, 8 de abril de 2019
Um olhar alentejano
Estar a morar em Viana do Alentejo e não visitar o Santuário de Nossa Senhora de Aires, é no mínimo parvo.
É o que eu sou, assumo, mas a culpa não é minha.
O que se passa é que o Santuário está a sofrer obras que visam a conservação do monumento, modernização das infraestruturas de acolhimento ao visitante e valorização turística, estando por esse motivo encerrado.
Esta intervenção iniciou-se em novembro de 2017 e tem uma duração prevista de dois anos.
Vamos lá olhar um pouco para a história deste templo mariano, edificado entre 1743 e 1804, um projeto do Padre João Baptista, no local onde existia uma ermida quinhentista.
Está construído em estilo barroco, tem uma planta de cruz latina, composta por uma única nave, com cobertura em abóbada de berço.
Dois dos eventos mais emblemáticos de Viana do Alentejo
decorrem neste local: a feira franca que desde de 1751 decorre no quarto fim de semana de setembro, e a Romaria a Cavalo que percorre os 120 quilómetros entre a Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem na Moita do Ribatejo e este santuário, que costuma realizar-se no quarto fim de semana de abril.
Se tudo correr como previsto, lá para 2020 vamos poder visitá-lo e vou deixar de ser parvo.
É o que eu sou, assumo, mas a culpa não é minha.
O que se passa é que o Santuário está a sofrer obras que visam a conservação do monumento, modernização das infraestruturas de acolhimento ao visitante e valorização turística, estando por esse motivo encerrado.
Esta intervenção iniciou-se em novembro de 2017 e tem uma duração prevista de dois anos.
Vamos lá olhar um pouco para a história deste templo mariano, edificado entre 1743 e 1804, um projeto do Padre João Baptista, no local onde existia uma ermida quinhentista.Está construído em estilo barroco, tem uma planta de cruz latina, composta por uma única nave, com cobertura em abóbada de berço.
Dois dos eventos mais emblemáticos de Viana do Alentejo
decorrem neste local: a feira franca que desde de 1751 decorre no quarto fim de semana de setembro, e a Romaria a Cavalo que percorre os 120 quilómetros entre a Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem na Moita do Ribatejo e este santuário, que costuma realizar-se no quarto fim de semana de abril.
Se tudo correr como previsto, lá para 2020 vamos poder visitá-lo e vou deixar de ser parvo.
Imagens
O lituano Arminas Jasikonis, com uma Husqvarna, durante o MXGP Motocross World Championship, em Valkenswaard, Holanda.
31/03/2019
domingo, 7 de abril de 2019
No Reino da Águia
Deslocação do Benfica a Santa Maria da Feira para defrontar um já, quase, despromovido Feirense.
Os encarnados, naturalmente, com a iniciativa do jogo, mas sofreram um golo no primeiro remate dos locais à baliza. O Benfica manteve a mesma toada e deu a volta ao marcador por Pizzi - penalty - e André Almeida.
Parece que desta o vez VAR não estava distraído, anulando um golo ao Feirense - fora de jogo posicional, mas com influência - e uma falta, indiscutível, dentro da área de rigor.
Na segunda metade Seferovic marcou logo no início, deixando a, justa, vitória mais próxima, com o suiço a bisar perto do final do jogo.
Os encarnados, naturalmente, com a iniciativa do jogo, mas sofreram um golo no primeiro remate dos locais à baliza. O Benfica manteve a mesma toada e deu a volta ao marcador por Pizzi - penalty - e André Almeida.
Parece que desta o vez VAR não estava distraído, anulando um golo ao Feirense - fora de jogo posicional, mas com influência - e uma falta, indiscutível, dentro da área de rigor.
Na segunda metade Seferovic marcou logo no início, deixando a, justa, vitória mais próxima, com o suiço a bisar perto do final do jogo.
Uma de hoje
Portugal é o terceiro país da Europa com mais presos por crime rodoviário
Os
reclusos por crimes relacionados com o Código da Estrada, nos quais
avulta a condução sem carta, são 10,1% do total nas prisões portuguesas.
Muito acima da percentagem de presos por violência doméstica (2,57%),
violação (1,8%) ou ofensa à integridade física (3,2%). Na Europa só dois
países apresentam percentagem superior de presos por crimes
rodoviários.
in DN
in DN
Números
Milionários portugueses criam apenas 1,3% dos empregos
Das
dez maiores fortunas portuguesas, só os grupos Jerónimo Martins e José
de Mello dão trabalho a mais de dez mil colaboradores.
As dez famílias mais ricas de Portugal, com um património conjunto superior a 14 mil milhões de euros, dão emprego a apenas 65 mil pessoas no país, 1,3% do total de 4,8 milhões dos trabalhadores portugueses. A fortuna da maioria destes grupos empresariais está hoje assente em operações no estrangeiro. "Todos têm negócios fora do país, são grandes empresas a nível internacional e grande parte da riqueza é feita no exterior", sublinha o economista João Cerejeira. Exemplos são o grupo Amorim, a Jerónimo Martins ou a Farfetch.
A família Amorim, a mais rica de Portugal - a sua fortuna está avaliada em 4502 milhões de euros (números da Forbes Portugal), tem ativos financeiros, imobiliários e turísticos espalhados por mercados como Angola, Moçambique ou Brasil. A participação de 33,3% na Galp é a força motriz do grupo e consolida a sua internacionalização. A petrolífera marca presença em onze países e emprega mais de seis mil pessoas. Em território nacional, a sua força de trabalho está concentrada na Corticeira Amorim, onde responde por 3300 colaboradores, mas estende a sua atividade a áreas como o luxo e o turismo.
Também os 3419 milhões de euros da família Soares dos Santos são hoje alimentados por uma atividade no retalho alimentar que, desde há muitos anos, é marcadamente internacional. As operações na Polónia e na Colômbia já empregam 76 mil pessoas. Ainda assim, o negócio da Jerónimo Martins em Portugal garante mais de 32 mil empregos, a que se pode somar 1200 postos de trabalho espalhados por outras atividades em território nacional da segunda família mais rica. Entre as dez maiores fortunas nacionais, é este o clã que assegura o maior volume de emprego no país.
Situação idêntica vive a família Silva Ribeiro, que tem forte presença em Angola e no Brasil. Os seus ativos mais conhecidos são a construtora Alves Ribeiro e a Mundicenter. Com uma fortuna avaliada em 1401 milhões, o grupo estende os seus negócios à banca, através do Banco Invest, e ao imobiliário. A Alves Ribeiro emprega cerca de 500 pessoas, a que se soma cerca de 180 na Mundicenter.
Entre os negócios do papel, cimento e hotelaria, a família Queiroz Pereira emprega 4551 pessoas em Portugal. Com uma fortuna avaliada em 1129 milhões, não deixa de marcar presença no estrangeiro, onde tem 1798 colaboradores. As famílias Manuel Violas e Rita Violas e Sá (889 milhões de euros) têm um universo de mais de três mil profissionais nas suas empresas. Entre os principais ativos encontra-se a participação no Super Bock Group, a Solverde e a Cotesi, unidade que tem três fábricas no exterior.
Com uma fortuna de 822 milhões, a família Luís Vicente responde por mais de 5000 empregos. Os seus negócios marcam presença em vários países, com destaque para Portugal, Brasil e Angola, tendo este último grande relevo. A mais recente aposta foi a expansão da marca de mobiliário Kinda, que nasceu em Angola, para Portugal.
Curioso, ou não, José Neves, que detém a Farfetch e uma fortuna de 689 milhões, que o colocava no ano passado no penúltimo lugar dos dez mais ricos (entretanto revista em alta para mais de mil milhões), optou por Portugal para instalar o centro de operações da empresa distribuidora de produtos de luxo. No país, tem 1700 colaboradores, de um total de três mil.
Fernando Pinho Teixeira, que encerra a lista dos dez mais ricos (612 milhões), dá trabalho a mais de 1240 pessoas no grupo Ferpinta, mais de 900 em Portugal.
in DN
As dez famílias mais ricas de Portugal, com um património conjunto superior a 14 mil milhões de euros, dão emprego a apenas 65 mil pessoas no país, 1,3% do total de 4,8 milhões dos trabalhadores portugueses. A fortuna da maioria destes grupos empresariais está hoje assente em operações no estrangeiro. "Todos têm negócios fora do país, são grandes empresas a nível internacional e grande parte da riqueza é feita no exterior", sublinha o economista João Cerejeira. Exemplos são o grupo Amorim, a Jerónimo Martins ou a Farfetch.
A família Amorim, a mais rica de Portugal - a sua fortuna está avaliada em 4502 milhões de euros (números da Forbes Portugal), tem ativos financeiros, imobiliários e turísticos espalhados por mercados como Angola, Moçambique ou Brasil. A participação de 33,3% na Galp é a força motriz do grupo e consolida a sua internacionalização. A petrolífera marca presença em onze países e emprega mais de seis mil pessoas. Em território nacional, a sua força de trabalho está concentrada na Corticeira Amorim, onde responde por 3300 colaboradores, mas estende a sua atividade a áreas como o luxo e o turismo.
Também os 3419 milhões de euros da família Soares dos Santos são hoje alimentados por uma atividade no retalho alimentar que, desde há muitos anos, é marcadamente internacional. As operações na Polónia e na Colômbia já empregam 76 mil pessoas. Ainda assim, o negócio da Jerónimo Martins em Portugal garante mais de 32 mil empregos, a que se pode somar 1200 postos de trabalho espalhados por outras atividades em território nacional da segunda família mais rica. Entre as dez maiores fortunas nacionais, é este o clã que assegura o maior volume de emprego no país.
Situação idêntica vive a família Silva Ribeiro, que tem forte presença em Angola e no Brasil. Os seus ativos mais conhecidos são a construtora Alves Ribeiro e a Mundicenter. Com uma fortuna avaliada em 1401 milhões, o grupo estende os seus negócios à banca, através do Banco Invest, e ao imobiliário. A Alves Ribeiro emprega cerca de 500 pessoas, a que se soma cerca de 180 na Mundicenter.
Em oposição está Vasco Mello e família. O património deste agregado, o quarto mais rico de Portugal, atinge os 1179 milhões e os seus negócios estão concentrados no país. Só na José de Mello Saúde, que explora a rede CUF, emprega mais de 8900 pessoas, e na Brisa 2580. O grupo responde por um total de 12 650 colaboradores, com apenas 29 no exterior.
Entre os negócios do papel, cimento e hotelaria, a família Queiroz Pereira emprega 4551 pessoas em Portugal. Com uma fortuna avaliada em 1129 milhões, não deixa de marcar presença no estrangeiro, onde tem 1798 colaboradores. As famílias Manuel Violas e Rita Violas e Sá (889 milhões de euros) têm um universo de mais de três mil profissionais nas suas empresas. Entre os principais ativos encontra-se a participação no Super Bock Group, a Solverde e a Cotesi, unidade que tem três fábricas no exterior.
Com uma fortuna de 822 milhões, a família Luís Vicente responde por mais de 5000 empregos. Os seus negócios marcam presença em vários países, com destaque para Portugal, Brasil e Angola, tendo este último grande relevo. A mais recente aposta foi a expansão da marca de mobiliário Kinda, que nasceu em Angola, para Portugal.
Curioso, ou não, José Neves, que detém a Farfetch e uma fortuna de 689 milhões, que o colocava no ano passado no penúltimo lugar dos dez mais ricos (entretanto revista em alta para mais de mil milhões), optou por Portugal para instalar o centro de operações da empresa distribuidora de produtos de luxo. No país, tem 1700 colaboradores, de um total de três mil.
Fernando Pinho Teixeira, que encerra a lista dos dez mais ricos (612 milhões), dá trabalho a mais de 1240 pessoas no grupo Ferpinta, mais de 900 em Portugal.
in DN
Um olhar alentejano
Um domingo destes resolvemos em fazer uma incursão a duas barragens da zona.
Num dia de muito sol e com uma temperatura excelente, lá fomos até à barragem de Odivelas.
Excelente plano de água, zonas envolventes bem equipadas, mas aquela hora da manhã - perto das 11 horas - éramos os únicos visitantes.
Dali seguimos para a barragem de Albergaria dos Fusos, na zona do Alvito.
Já lá bem perto, encontrámos um elemento da GNR no cruzamento para onde queríamos virar.
Muito educadamente explicou-nos que não podíamos passar, nem à esquerda, nem em frente, pois estava a decorrer uma prova de triatlo.
A opção era inverter o sentido da marcha, regressando a Viana do Alentejo.
Foi o que fizemos, sendo que assim que cheguei foi perceber que prova era aquela que não nos deixou passar.
Tratava-se do III Triatlo de Cuba, primeira prova pontuável para a Taça de Portugal da modalidade, que o ano passado - fiquei a saber - foi ganha no setor feminino pela equipa do Alhandra Sporting Club, clube que representei 13 anos nos meus tempos do pontapé na bola.
Em relação à Albergaria dos Fusos, a visita ficou marcada para outra data.
Num dia de muito sol e com uma temperatura excelente, lá fomos até à barragem de Odivelas.
Excelente plano de água, zonas envolventes bem equipadas, mas aquela hora da manhã - perto das 11 horas - éramos os únicos visitantes.
Dali seguimos para a barragem de Albergaria dos Fusos, na zona do Alvito.
Já lá bem perto, encontrámos um elemento da GNR no cruzamento para onde queríamos virar.
Muito educadamente explicou-nos que não podíamos passar, nem à esquerda, nem em frente, pois estava a decorrer uma prova de triatlo.
A opção era inverter o sentido da marcha, regressando a Viana do Alentejo.
Foi o que fizemos, sendo que assim que cheguei foi perceber que prova era aquela que não nos deixou passar.
Tratava-se do III Triatlo de Cuba, primeira prova pontuável para a Taça de Portugal da modalidade, que o ano passado - fiquei a saber - foi ganha no setor feminino pela equipa do Alhandra Sporting Club, clube que representei 13 anos nos meus tempos do pontapé na bola.
Em relação à Albergaria dos Fusos, a visita ficou marcada para outra data.
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