terça-feira, 21 de maio de 2019

Números

Niki Lauda. A lenda da Fórmula 1 que fez uma ultrapassagem pela direita à morte

Chegou a receber a extrema-unção, depois de um acidente grave, mas seis semanas depois já estava de regresso às pistas. A história de vida de Niki Lauda, uma das maiores lendas da Fórmula 1.

Estreou-se na disciplina máxima do automobilismo em 1971 e conquistou a primeira vitória três anos mais tarde. Niki Lauda, que foi campeão do mundo pela Ferrari em 1975, protagonizou um dos mais arrepiantes acidentes da Fórmula 1 no circuito alemão de Nurbürgring, em 1976, quando o monolugar se incendiou na sequência de um despiste.

Com graves queimaduras, que lhe desfiguraram o rosto, Lauda sobreviveu - chegou a receber a extrema-unção - e seis semanas volvidas estava de regresso às pistas ao volante do Ferrari 312 T2, para ser, de novo, campeão do mundo em 1977. Um título conquistado no derradeiro grande prémio e por um escasso ponto em luta com James Hunt.

Retirado das pistas em 1980 e 1981, período em que fundou a Lauda Air, companhia vocacionada para voos charter, regressou em 1984 para ser, de novo, campeão. A luta com o colega de equipa na McLaren, Alain Prost foi renhida e no final a diferença entre ambos foi de ... um ponto!
No ano seguinte, retirou-se em definitivo, após ter participado em 171 grandes prémios, em que obteve 25 vitórias, 54 pódios e 24 pole positions.

Para sempre ficou a imagem de um lutador, senhor de grande espírito de ação e com uma enorme vontade de viver. Os épicos duelos com James Hunt, imortalizados no filme Rush, e com Alain Prost ficaram para a história de uma Fórmula 1 marcada por ídolos, rivalidades e duelos fantásticos, algo que hoje pouco se vê.

Nesses tempos contava a bravura, o destemor e o virtuosismo, ter «mãozinhas», mas a segurança e a eletrónica acabaram por sobrepor-se.

Desde o acidente de Lauda algo foi mudando em termos de segurança. A conceção dos monolugares, no sentido de permitir a saída dos pilotos em caso de incêndio, o desenho dos circuitos, com largas zonas de escapatória, a obrigatoriedade do uso de fatos antifogo; o desaparecimento das pistas citadinas - o Mónaco é hoje a exceção - cockpits mais altos, o sistema HANS de proteção do pescoço, a obrigatoriedade da existência de um centro médico e da presença de um helicóptero medicalizado em todos os autódromos foram ganhos significativos neste domínio tão sensível.

Os resultados acabaram por comprovar o acerto de tais medidas: na década de 1970 do século passado, houve 10 acidentes mortais; entre 1980 e 1989, registaram-se quatro mortes, entre elas as de Ayrton Senna e de Roland Ratzenberger no GP de San Marino (1994) em Imola; O número baixou para metade entre 1990 e 1999.

Na primeira década do século XXI não houve acidentes fatais, tendo o último vitimado Jules Bianchi, em 2015, no Japão.

Uma vez retirado das pistas e para além da faceta de empresário da aviação, Niki Lauda continuou a ser uma das mais destacadas figuras do paddock. Na qualidade de consultor da Ferrai, moveu influências, em 1993, para a contratação (concretizada) de Michael Schumacher.

Desempenhou, em 2001, a função de team principal da Jaguar e desde 2002, como administrador não executivo da Mercedes-AMG F1 foi um dos artífices da hegemonia da marca alemã nos últimos seis anos.

Com a morte de Niki Lauda desaparece mais uma das figuras míticas da Fórmula 1, um piloto da estirpe de Juan Manuel Fangio, Stirling Moss, Jim Clark, Jochen Rindt, Jackie Stweart, Gilles Villeneuve, Jacky Ickx, Ayrton Senna, Alain Prost e Michael Schumacher.

Niki Lauda era pai de Mathias Lauda, colega de equipa de Pedro Lamy no Mundial FIA de Resistência.

O antigo piloto foi sujeito a um transplante de pulmão no dia 3 de agosto do ano passado e, após ter regressado a casa, em Ibiza, voltou em janeiro passado para o hospital, debilitado por uma gripe. Vítima de uma infeção pulmonar faleceu, aos 70 anos, em Viena, o tricampeão do mundo de Fórmula 1, Niki Lauda.

in TSF 

Brilhantina

Beauty School Drop-Out

O Inter-Regiões na câmara do AL

Bolas, até me assustei!

A Guerra dos Tronos

Não sei se deram por isso, mas terminou a 8ª e última temporada de A Guerra dos Tronos.
Muitos dos fãs ficaram aborrecidos com a forma como a coisa acabou, mas eu lembrei-me de mostrar - à boleia do site awebic.com - trazer as caras de 50 atores da saga, ordenados do mais pequeno para o mais alto.
Fica também a promessa de Um olhar alentejano sobre o assunto.
Durante 50 dias, do anão ao gigante.

Palíndromo sueco

Knowing Me, Knowing You

Outras Câmaras Escuras

Caderneta de Cromos

Cromo 130 - Águas que refrescam

Um olhar alentejano

Este ano foi possível antecipar a votação de 26 de maio, sem apresentar qualquer justificação.
Para quem não podia votar na sua mesa de voto, bastava enviar um mail a solicitar que este direito fosse exercido noutro local.
No último domingo, nas Câmaras Municipais das capitais de distrito indicadas aquando do pedido, perto de 20.000 eleitores estavam inscritos para exercerem o seu direito antecipadamente.
Em Lisboa, onde eram esperadas mais de 9.000 pessoas, as urnas abriram às 8 da manhã, mas até às 10 horas - à boa maneira portuguesa - esteve às moscas, sendo que até ao final do dia as filas dominaram a atenção da Comunicação Social e do CDS.
Logo Nuno Melo, o candidato europeu dos centristas, veio pedir explicações ao Governo pelas filas e pelo facto de à volta de 5.000 inscritos não terem votado.
Que culpa tem o Governo que as pessoas se tenham inscrito e não tenho ido?
E que elas não gostem de se levantar cedo, também é culpa do Costa?
Este é o senhor que, numa altura em que se fala incessantemente sobre os perigos da expansão da extrema-direita e do populismo na Europa, veio manifestar, há dias, preocupação com os extremismos da esquerda.
Deve ser noutra Europa!

Quem faz anos hoje?

António Victorino de Almeida - 79 anos

À volta da Comercial


A Minha Câmara Escura


Mixórdia Ribeiro

Vem aí a senhoria Merkel

Sensual


Os cestos da NBA

Acordar e ...

O primeiro ruído de hoje foi de um Ferrari.
Era o Lauda ao volante.
Adeus Niki!

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Antes de adormecer

A Câmara Municipal de Lisboa continua em destaque.
Depois das filas para votar de ontem, hoje tivemos a festa do Benfica.
Até o Santo António ficou vermelho!

Top of Comercial

1º ME! 
Taylor Swift, Brendon Urie
Always Remember Us this Way
Lady Gaga
Someone You Loved
Lewis Capaldi

Rock Novo em Grupo

Vocês

Uma de hoje

Huawei diz que é "parceiro chave" do Android: vai continuar a atualizar equipamentos

A Google já anunciou vai cumprir a ordem de Donald Trump, suspendendo os negócios com a gigante chinesa.
in TSF

Números

A Guerra dos Tronos chegou ao fim. A surpresa de quem se sentou no trono

Último episódio da série foi transmitido esta madrugada e volta a passar às 22.15 desta noite. (Este artigo tem spoilers)

Depois de oito anos de Guerra dos Tronos, a série chegou ao fim esta madrugada. Finalmente os fãs ficaram a saber quem se senta no trono cobiçado desde a primeira temporada. Os Targaryens tentaram a todo o custo voltar para o trono que lhes tinha sido tirado por Jaime Lannister, o King Slayer, mas esse plano falhou.

Numa reviravolta mais ou menos esperada - dada a espiral de loucura em que Daenerys caiu na conquista de Porto Real -, Jon Snow (ou Aegon Targaryen) acaba por matar a sua rainha e nessa decisão hipoteca as hipóteses de subir ao trono.

Mas voltemos ao início. Numa Porto Real em cinzas, Tyrion tenta convencer Jon a revoltar-se contra Daenerys, que acabou por destruir a cidade e matar milhares de inocentes. Chega aqui também a confirmação de que Cersei e Jaime morreram soterrados nas catacumbas do castelo.

Depois de tomar Porto Real e conquistar os Sete Reinos, a Mãe dos Dragões decide que não é hora de abrandar. Agradece a lealdade dos Dothraki e dos Imaculados e anuncia mais guerras em todos os cantos de Westeros e os outros continentes. Numa ideia de libertar todas as mulheres, homens e crianças e "partir a roda", ou seja, o ciclo vicioso de subjugação dos Homens.

Perante este discurso, Tyrion decide enfrentar a sua rainha. Ela diz-lhe "Libertaste o teu irmão. Cometeste traição". "E tu chacinaste uma cidade", responde-lhe Tyrion enquanto atira o símbolo da Mão da Rainha para o chão. Acabando prisioneiro.

Jon Snow decide visitar o prisioneiro que o convence que Daenerys não vai parar a guerra. "A natureza da nossa rainha é sangue e fogo", avisa o antigo conselheiro. Já antes, Arya, a irmã de Jon Snow, lhe tinha dito que reconhecia um assassino quando via um, referindo-se à sua rainha.

Jon Snow continua a não querer reclamar o trono - apesar de ser o filho do irmão mais velho de Daenerys e por isso herdeiro mais direto - mas é alertado que passou a ser visto como a principal ameaça de Daenerys.

Depois desta conversa com Tyrion, cuja conclusão é de que "o dever mata o amor", Jon vai ao encontro da sua rainha. Daenerys está na sala do trono de ferro, que sobreviveu miraculosamente ao ataque à cidade, dado que toda a sala está completamente destruída. Quando ela vai finalmente sentar-se chega Jon.

A conversa entre os dois anda à volta de continuar a guerra ou não, com Jon num derradeiro esforço de convencer Daenerys que essa não é solução. Mas a Quebradora de Correntes não está convencida que deva acabar com a guerra. Ela pede-lhe para governarem juntos nas guerras que hão de vir e ele pede-lhe um mundo de misericórdia. Perante a promessa de que ela será sempre a sua rainha, Jon Snow protagoniza um dos momentos mais surpreendentes do episódio: espeta-lhe uma espada no coração, matando-a.

A morte de Daenerys é chorada pelo seu dragão, Drogon, que derrete o trono de ferro, mas não se revolta contra Jon, dado que ele é também um Targaryen.

Dá a sensação de que passam alguns meses e Tyrion é levado, pelo sempre fiel a Daenerys, Verme Cinzento perante um conselho, onde constam os três irmãos Stark (Bran, Sansa e Arya), Gendry, Yara Greyjoy, Samwell Tarly, Sir Davos Seaworth e Brienne de Tarth, entre outros. Aqui decide-se o seu destino e o de Jon Snow, também prisioneiro, desde a morte de Daenerys.

Os Imaculados não querem libertar nenhum dos dois, mas são confrontados com a necessidade de haver um rei que decida. E é aí que se decide quem será o novo rei. Tyrion defende que o rei deva ser alguém com uma história de vida que una as pessoas ao seu redor. E aí ninguém melhor que Bran, a criança que sobreviveu à queda da janela de uma torre e que apreendeu a voar depois de ter ficado preso a uma cadeira de rodas. O facto de ele não ter descendência, nem poder ter, é para Tyrion uma vantagem, já que os filhos dos reis tendem a "ser egoístas" e a fazer "coisas estúpidas".

O conselho aceita a ideia e Bran é nomeado Bran, o Quebrado. Tyrion acaba como sua Mão, ainda que contra a vontade dos Imaculados, que o querem ver cumprir uma pena. Também Jon Snow é condenado a voltar à Patrulha da Noite para evitar um conflito com este exército. Exilado no Norte é com ele a caminhar para lá da Muralha com os Homens Livres que acaba a série. Um desfecho que não agradou a todos.

Antes disso, os fãs da série vêem ainda Sansa ser nomeada rainha do Norte - que se manteve independente. E Arya a partir para descobrir o que existe a Oeste de Westeros. No conselho do rei sentam-se, Tyrion, Brienne, Sir Davos, Samwell e Bronn o novo senhor de Jardim de Cima e da moeda do reino. 

in DN