quinta-feira, 30 de maio de 2019
Um olhar alentejano
Tudo começou há dois anos com um telefonema do Nuno Inácio.
"Olha lá, tu percebes alguma coisa de futebol de praia?"
Resposta afirmativa, nos dias seguintes fiz uma reciclagem sobre as regras do jogo, mas acabei por não fazer a narração.
O ano passado chegou outra pergunta do Nuno "Então e andebol de praia, também percebes?"
Aqui a resposta foi que eu joguei andebol, mas de pavilhão e as regras ... nada!
Trabalho mais exaustivo e lá fui até à Nazaré, ao já famoso estádio do Viveiro.
Em 2018 fiz a narração, para o Facebook da Nazaré Beachs Events, de duas provas de andebol, e pelo meio, lá chegou a Euro Beach Soccer League, competição entre seleções.
Este ano, a partir de hoje, estou de regresso, onde vou repetir muitas vezes "Estremece o Viveiro", quando a emoção crescer no quente areal do imponente estádio, situado na praia do Norte.
Desta vez vou estar na Euro Winners Cup, uma espécie de Liga dos Campeões na areia, em masculinos e femininos.
Até ao próximo dia 9 a minha praia vai ser o futebol na areia.
Portanto, para aqueles que me seguem no Tio Jorge, atrasos nas postagens esperam-se.
Para aqueles que me ouvem na Rádio Voz de Alenquer, vou tentar arranjar tempo para escrever aqueles disparates que vocês têm a paciência de ouvir ao fim de semana.
"Olha lá, tu percebes alguma coisa de futebol de praia?"
Resposta afirmativa, nos dias seguintes fiz uma reciclagem sobre as regras do jogo, mas acabei por não fazer a narração.
O ano passado chegou outra pergunta do Nuno "Então e andebol de praia, também percebes?"
Aqui a resposta foi que eu joguei andebol, mas de pavilhão e as regras ... nada!
Trabalho mais exaustivo e lá fui até à Nazaré, ao já famoso estádio do Viveiro.
Em 2018 fiz a narração, para o Facebook da Nazaré Beachs Events, de duas provas de andebol, e pelo meio, lá chegou a Euro Beach Soccer League, competição entre seleções.
Este ano, a partir de hoje, estou de regresso, onde vou repetir muitas vezes "Estremece o Viveiro", quando a emoção crescer no quente areal do imponente estádio, situado na praia do Norte.
Desta vez vou estar na Euro Winners Cup, uma espécie de Liga dos Campeões na areia, em masculinos e femininos.
Até ao próximo dia 9 a minha praia vai ser o futebol na areia.
Portanto, para aqueles que me seguem no Tio Jorge, atrasos nas postagens esperam-se.
Para aqueles que me ouvem na Rádio Voz de Alenquer, vou tentar arranjar tempo para escrever aqueles disparates que vocês têm a paciência de ouvir ao fim de semana.
Imagens
O festejo da vitória do francês Simon Pagenaud da Team Penske nas 500 milhas de Indianapolis.
26/05/2019
26/05/2019
quarta-feira, 29 de maio de 2019
Antes de adormecer
Afinal há outras formas apaixonantes de viajar.
A minha primeira experiencia a bordo do Expresso, mas de avião é mais divertido.
E tem jolas!
Calor, calor e mais calor na Nazaré.
Amanhã ainda mais, mas o termómetro vem por aí a baixo logo de seguida.
Liga Europa foi para o Chelsea.
A minha primeira experiencia a bordo do Expresso, mas de avião é mais divertido.
E tem jolas!
Calor, calor e mais calor na Nazaré.
Amanhã ainda mais, mas o termómetro vem por aí a baixo logo de seguida.
Liga Europa foi para o Chelsea.
Pedalando por aí
102nd Giro d'Italia (2.UWT)
Stage 17 » Commezzadura (Val di Sole) › Anterselva / Antholz (181k)
GERAL
Tour of Norway (2.HC)
Stage 2 » Kvinesdal › Mandal (174k)
GERAL
Stage 17 » Commezzadura (Val di Sole) › Anterselva / Antholz (181k)
GERAL
Tour of Norway (2.HC)
Stage 2 » Kvinesdal › Mandal (174k)
GERAL
Números
Durante 30 anos, escravizaram raparigas num falso convento. Agora, são acusados pela Justiça
Por
fora, parecia ser uma organização religiosa, que ajudava jovens noviças
a encontrar o caminho de Deus. Por dentro, era uma clausura onde essas
jovens eram humilhadas, torturadas e escravizadas.
Durante 30 anos, a Fraternidade Missionária Cristo Jovem, uma instituição em Requião, Vila Nova de Famalicão, abusou de um número indeterminado de raparigas. O Padre Joaquim Milheiro, hoje com 87 anos, e três mulheres (Maria Arminda Costa, Maria Isabel Silva e Joaquina Carvalho), que se faziam passar por freiras, estavam à frente dos destinados de quem por aquela porta entrasse.
Durante 30 anos, a Fraternidade Missionária Cristo Jovem, uma instituição em Requião, Vila Nova de Famalicão, abusou de um número indeterminado de raparigas. O Padre Joaquim Milheiro, hoje com 87 anos, e três mulheres (Maria Arminda Costa, Maria Isabel Silva e Joaquina Carvalho), que se faziam passar por freiras, estavam à frente dos destinados de quem por aquela porta entrasse.
A estratégia era
simples: procuravam jovens raparigas "de raízes humildes, com poucas
qualificações ou emocionalmente fragilizadas". Diziam-lhes que tinham
sido "escolhidas por Deus" e que deveriam seguir a vida religiosa, sob
pena de receberem 'castigos divinos' como "mortes na família".
Na
realidade, esta não era sequer uma congregação religiosa, uma vez que
não era reconhecida pela Igreja Católica como tal. Era, sim, uma
"sociedade apostólica" - um grupo de pessoas que se associaram para
fazer uma "obra comum", explicou o padre jesuíta João Caniço, em
declarações à agência Lusa - que estava constituída enquanto Instituição
Particular de Solidariedade Social (IPSS), sob a alçada da Arquidiocese
de Braga.
Em vez da "comunidade
espiritual de raiz católica" que lhes fora prometida, as jovens
encontravam uma espécie de prisão, onde, de acordo com o Ministério
Público, eram forçadas a desempenhar "todas as tarefas diárias exigidas
para a conservação e manutenção da instituição", sem receberem
absolutamente nada.
Caso não efetuassem ou efetuassem incorretamente as tarefas atribuídas, eram-lhes infligidos castigos físicos (segundo o jornal Público
, há mesmo relatos de agressões motivadas pela simples situação
de uma jovem ter deixado cair uma folha de alface ao chão). Outras
vezes, os castigos passavam por impedi-las de comer e de tomar banho,
obrigá-las a permanecer nuas no jardim ou a dormir no chão.
Também o contacto das raparigas com o exterior era totalmente controlado: as visitas de familiares eram fortemente condicionadas, todas as cartas que recebiam eram lidas previamente, não podiam ter acesso a qualquer informação (estavam expressamente proibidas de ver televisão) e eram-lhes até retirados os documentos de identificação.
Várias jovens ficaram com sequelas permanentes. Mas o caso de maior gravidade conhecido aconteceu em agosto de 2004, quando uma jovem que vivia na instituição há pelo menos 20 anos acabou por suicidar-se num tanque da propriedade, em consequência do "estado depressivo profundo a que chegou".
Houve, no entanto, quem conseguisse fugir. Três raparigas que escaparam foram capazes de apresentar queixa por maus-tratos, escravidão e cárcere.
Em novembro de 2015, o caso finalmente tornou-se público e a Polícia Judiciária fez buscas à instituição. Na altura, o padre e as três falsas feiras foram detidos e levados a tribunal. Ficaram apenas sujeitos a termo de identidade e residência, a mais leve de todas as medidas de coação.
Esta quarta-feira, foram finalmente conhecidos novos desenvolvimentos no caso. A Procuradoria-Geral Distrital do Porto divulgou que o Ministério Público decidiu responsabilizar os líderes da instituição pelo "clima de terror infligido, que mantinha [as jovens] em regime de total submissão, sem possibilidade de reação".
O padre Joaquim Milheiro, hoje com 87 anos, e as três mulheres estão agora acusados de nove crimes de escravidão. Será desta que este caso encontra, finalmente, uma luz?
De acordo com um comunicado divulgado pelo Público, o padre Joaquim Milheiro terá regressado à Fraternidade Missionária de Cristo Jovem, em Requião, Vila Nova de Famalicão, "à revelia da Arquidiocese [de Braga]".
A instituição está a "acompanhar o caso", mas, até ao momento, "não se viu na necessidade de extinguir a fraternidade".
in TSF
Também o contacto das raparigas com o exterior era totalmente controlado: as visitas de familiares eram fortemente condicionadas, todas as cartas que recebiam eram lidas previamente, não podiam ter acesso a qualquer informação (estavam expressamente proibidas de ver televisão) e eram-lhes até retirados os documentos de identificação.
Várias jovens ficaram com sequelas permanentes. Mas o caso de maior gravidade conhecido aconteceu em agosto de 2004, quando uma jovem que vivia na instituição há pelo menos 20 anos acabou por suicidar-se num tanque da propriedade, em consequência do "estado depressivo profundo a que chegou".
Houve, no entanto, quem conseguisse fugir. Três raparigas que escaparam foram capazes de apresentar queixa por maus-tratos, escravidão e cárcere.
Em novembro de 2015, o caso finalmente tornou-se público e a Polícia Judiciária fez buscas à instituição. Na altura, o padre e as três falsas feiras foram detidos e levados a tribunal. Ficaram apenas sujeitos a termo de identidade e residência, a mais leve de todas as medidas de coação.
Esta quarta-feira, foram finalmente conhecidos novos desenvolvimentos no caso. A Procuradoria-Geral Distrital do Porto divulgou que o Ministério Público decidiu responsabilizar os líderes da instituição pelo "clima de terror infligido, que mantinha [as jovens] em regime de total submissão, sem possibilidade de reação".
O padre Joaquim Milheiro, hoje com 87 anos, e as três mulheres estão agora acusados de nove crimes de escravidão. Será desta que este caso encontra, finalmente, uma luz?
De acordo com um comunicado divulgado pelo Público, o padre Joaquim Milheiro terá regressado à Fraternidade Missionária de Cristo Jovem, em Requião, Vila Nova de Famalicão, "à revelia da Arquidiocese [de Braga]".
A instituição está a "acompanhar o caso", mas, até ao momento, "não se viu na necessidade de extinguir a fraternidade".
in TSF
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