Uma das consequências da invasão dos russos à Ucrânia, foi a suspensão do campeonato local que iria recomeçar – depois da pausa de inverno – horas antes do início da guerra.
Na sequência desta situação a FIFA em coordenação com a UEFA, autorizou que os jogadores que jogavam nesse campeonato, ficam com os seus vínculos suspensos até 30 de junho, podendo ser inscritos noutra federações até 7 de abril, sendo que cada equipa pode inscrever apenas dois jogadores, sendo esse contrato válido até ao último dia de junho.
Também os jogadores que jogam no campeonato russo – que não foi interrompido – podem rescindir os seus contratos unilateralmente, ficando equiparados aos do campeonato ucraniano.
Recordo que diversos jogadores estrangeiros a jogarem na Liga russa manifestaram vontade de abandonar o país como forma de protesto contra a invasão.
Espero que FIFA e UEFA mantenham a sua postura dura e impeçam as equipas russas de participarem nas competições europeias, pelo menos enquanto o ditador do Kremlin estiver no poder.
O CANTINHO LUSO de hoje não podia fugir ao assunto.
Cristiano Ronaldo foi considerado pela FIFA como o melhor marcador de todos os tempos.
Em 1110 jogos marcou 450 pelo Real Madrid, 136 com a camisola do Man United, 115 pela seleção A, 101 pela Juventus e 5 de verde-e- branco, somando 807 golos, uma média inacreditável de 0,73 por jogo.
Alguém tem dúvidas que ele é o melhor do Mundo?
Inevitavelmente é o assunto do dia, este boicote aos russos, nomeadamente no que ao futebol diz respeito.
Desta vez foi a Premier League que cancelou o acordo que tinha o detentor russo dos direitos de transmissão dos jogos do campeonato inglês, sendo que desde a semana passada deixaram de ser transmitidos na Rússia.
Tinha sido unânime a solidariedade contra a invasão da Ucrânia, com os capitães de todas as equipas a utilizarem uma braçadeira com as cores da bandeira ucraniana, sendo que na China os jogos não foram transmitidos para não se verem estas manifestações de apoio.
A diferença entre a democracia e a ditadura.
No QUE MAU de hoje vamos até ao Brasil onde um adepto foi morto, num confronto entre as claques do Atlético Mineiro e do Cruzeiro. Esta morte surge após um ataque ao autocarro do Bahia, por adeptos do próprio clube, uma invasão de campo no Paraná e um ataque a atletas do Náutico.
Já no México, na sequência de uma guerra campal entre adeptos do Querétaro e do Atlas, a Liga mexicana proibiu os adeptos de verem jogos fora de casa.
Todas as medidas são poucas para reprimir estes energúmenos que não gostam de futebol, apenas gostam – será que gostam? – do seu clube.
Como tinha prometido no sábado, vou trazer algumas sugestões para que o VAR possa ser mais credível, sem querer colocar em causa os árbitros que o manuseiam, mas já se sabia que desde que haja intervenção humana a suspeição estará sempre na ordem do dia.
Um dos entraves ao bom funcionamento desta ferramenta é o famigerado protocolo, que estabelece quando ele pode intervir para ajudar o árbitro principal.
Num circuito de comunicação, quanto mais obstáculos existirem até ao resultado final, pior será o resultado, além do tempo que se perde até haver uma decisão.
Daqui a pouco já vou avançar com o que acho que seria uma boa opção.
O GPS desta semana vai até ao Algarve, mais concretamente até à Culatra, essa ilha-barreira situada na Ria Formosa.
Lá encontramos o Clube União Culatrense que está no 2º lugar da 1ª divisão da Associação de Futebol do Algarve.
A ilha pertence administrativamente ao concelho de Faro – apesar de se situar em frente a Olhão – fazendo parte da freguesia de Faro (Sé e São Pedro) cuja população cresceu 3,9% nos últimos dez anos, tendo uma população de 46300 habitantes.
Se partir de Lisboa chega lá em três horas e meia, apanha o ferryboat e, como já marcou mesa no restaurante O Rui, pode desfrutar de um bom peixe e uma vista espetacular.
Hoje n’O CANTO DA PALERMICE vamos perceber melhor o que é o fair-play que tantos soltam da boca para fora.
O antigo jogador do FC Porto, Diogo Dalot, atualmente no Manchester United, deu uma entrevista ao magazine da UEFA. Recordando os tempos no Dragão, recordou uma regra existente por lá: “Os apanha-bolas têm que dar a bola rápido ao FC Porto e devagar aos adversários”.
O fair-play no seu melhor!
Digamos que não inventei nada, apenas olhei para o ténis e encontrei por lá uma boa solução, na minha opinião.
Aliás, o futebol só tem a ganhar se for beber soluções a outras modalidades, como por exemplo ao futsal ou ao futebol de praia.
Mas vamos lá à minha sugestão.
Os meios eletrónicos atualmente ao dispor mantinham-se, mas deixava de haver árbitros em sala.
Cada equipa podia solicitar duas revisões de um lance em cada parte do jogo, comunicando esse pedido de intervenção ao 4ª árbitro, este informava o árbitro principal que parava o jogo de imediato, sem inviabilizar um lance de perigo iminente.
Verificadas as imagens do lance em discussão, o árbitro decidiria – como acontece atualmente - sendo que a equipa que solicitou a revisão, caso tenha razão, mantinha as duas possibilidades de recurso, mas se tal não acontecesse ficava a dispor apenas de uma hipótese.
Acabava-se com o protocolo – qualquer situação era possível de avaliação – e poupava-se no ordenado de dois árbitros.
Fica a ideia.
Há 30 anos que o Gil Vicente não vencia em Braga, neste duelo minhoto.
No domingo o gilista Henrique Gomes entrou aos 88 minutos, tocou na bola pela primeira vez no minuto seguinte e fez um grande golo de pé esquerdo.
Para ele vai O VELHO desta 3ª feira.
Até para a semana.