segunda-feira, 12 de dezembro de 2022
Alvorada do Tio
Desde que há redes sociais, este é um dia de grande trabalho.
Um a um, vou agradecendo a todos os que me enviam os parabéns, seja qual for a plataforma que utilizem.
Neste dia em que chego aos 63 anos, lembrei-me de ir à procura da capa do jornal A Bola do dia em que nasci.
Cá fica ela.
De parabéns também está o Pablo.
Hoje ele chega aos 10 anos.
Parabéns cão mais lindo.
Até logo.
domingo, 11 de dezembro de 2022
O Tio em Ceroulas
A Litrosa ainda não recuperou.
Estas coisas demoram tempo.
A eliminação prematura da Alemanha no Mundial proporcionou uns dias de férias extras, que o guarda-redes Manuel Neuer aproveitou mal, isto porque fraturou uma perna a esquiar e não jogará mais esta temporada.
Lá diz o ditado, um azar nunca vem só.
Já tinha escrito ontem que o veterano Louis van Gaal deixava a seleção dos Países Baixos, mas agora já se sabe quem vai substituí-lo.
Ronald Koeman é o sucessor, ele que passou pela seleção laranja entre 2018 e 2020.
Só referir que van Gall não sofreu qualquer derrota nos 20 jogos como selecionador, só restando saber se vai para a reforma o técnico de 71 anos.
Até amanhã.
Crónicas do Bom Malandro
Quatro cabeças, quatro sentenças
A meteorologia mostrou solidariedade nesta manhã de ressaca, no nosso cantinho à beira-mar plantado.
Pode enaltecer-se a capacidade de luta e entrega dos marroquinos, podemos destacar a sua humildade, mas para quem gosta de futebol deve ficar preocupado como é que esta seleção africana chega às meias-finais de um Mundial, usando um belo autocarro na defesa e algumas motas na frente, nas poucas vezes que a equipa ultrapassa o meio do campo.
Claro que nesta hora, existe algum ressabiamento, mas ninguém pode afirmar que Marrocos pratica um bom futebol.
Provavelmente os mesmos que ainda hoje criticam a forma como fomos campeões europeus, estão agora a destacar a forma de jogar da seleção que nos colocou borda fora.
Terminada a minha reflexão matinal, vou fazer tempo até chegar a hora da nossa reunião matinal, passando os olhos pelo jornal desportivo que leio desde que aprendi a ler, A Bola, onde, curiosamente, um artigo de opinião vem muito ao encontro do que escrevi mais acima.
Na hora combinada lá estavam a surgir no monitor.
“Bom dia Tio”.
“Bom dia juventude. Mais animados?”.
“Nem por isso, a digestão daquele resultado de ontem não está fácil”, confessou o OLHA.
“Eu ainda não percebi como perdemos aquele jogo”, confessou a RODINHAS.
“Na minha opinião fomos muito lentos até sofrermos o golo, pois só aí espevitámos”, argumentou o ALÉU.
“Tenho uma ideia para o fora da caixa de hoje, inevitavelmente sobre o Mundial”, explicou a RODINHAS. “Cada um de nós dava o seu palpite para o vencedor da prova, ou daquele que gostavam que vencesse na final”.
“Parece-me uma boa ideia”, concordei eu. “Quem quer começar?”.
“Posso ser eu, que me lembrei disto. Eu vou ficar a torcer pelos marroquinos”.
“Mas tu achas que eles podem ganhar?”, perguntou, incrédulo, o ALÉU.
“Já não digo nada. Pelo menos assim podíamos dizer que fomos eliminados pelos campeões do Mundo”.
“Acho um bom argumento”, sorri eu. “Aproveito para dizer que vou ficar a torcer pela Argentina, até porque tem lá jogadores de que gosto muito, já para não falar do adjunto, Pablo Aimar, padrinho do meu cão mais velho”.
“Pois é, já me tinha lembrado disso quando o vi no banco”, recordou o ALÉU. “Eu vou fazer uma forcinha pela Croácia, gosto muito do Modric e daquelas camisolas axadrezadas”.
“Bem, só falto eu, que vou puxar pela França”, afirmou o OLHA. “Na falta dos portugueses, vestiria a camisola da canarinha, mas como os brasileiros já foram, mudo-me para os gauleses, que, aliás, acho que vão ser campeões”.
“Também acredito que sim, aliás podemos ter uma reedição da final de 2018”, referi eu.
“Olha, pois é”, exclamou a RODINHAS. “Tio, já alguma vez se repetiu uma final em Mundiais consecutivos? E quantas seleções já venceram duas edições seguidas?”.
“Ena, tanta pergunta! A resposta à primeira é sim, em 1986 e 1990 tivemos um Argentina vs Alemanha e cada uma venceu uma vez. Relativamente a bisar, já conseguiu a Itália (1934 e 38) e o Brasil (1958 e 62). O que não aconteceu foi a conjugação das tuas duas dúvidas, repetição da final e o vencedor ser o mesmo”.
“Mas pode ser este ano, no primeiro Mundial disputado no inverno no hemisfério norte”, concluiu o OLHA.
“Está na hora de olharmos para o hóquei em patins. Continuamos com a Taça de Portugal masculina, onde vamos acompanhar três jogos, sendo que o outro calha-me a mim, o derby feminino no João Rocha. O que acham?”.
“Parece-me perfeito”, afirmou a RODINHAS.
“Até logo Tio”, gritaram os três.
“Até logo juventude e logo não há Mundial para ninguém”, ri-me eu.
Fiquei com a ideia que eles já não ouviram.
Agora é sentar-me à mesa e degustar um belo peixe assado no forno.
E já cheira bem!
O GPS de hoje vai estar no distrito de Lisboa, onde vamos conhecer o Astro Stuart Hóquei Clube de Massamá, clube criado pelo professor João Campelo, que dá nome ao pavilhão onde joga o Stuart, forma como é mais conhecido.
A coletividade fica situada na União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão, pertencente ao município de Sintra, distando 17 quilómetros da capital e 322 do Porto.
Vamos lá à procura de um lugar para nos alimentarmos, que pode ser na Avenida Heróis da Liberdade, no Restaurante Franguia em Massamá.
Quando eu era miúdo, este dia do ano, além da véspera de Natal, era de grande expetativa para mim.
Qual seria a prenda ou prendas que os meus Pais me iram dar?
Confesso que não me recordo de nenhuma que me tenha marcado enquanto garoto, mas já em adulto, exultei e chorei com uma pista de automóveis que a Princesa me ofereceu, um desejo que eu tinha desde cedo, juntamente com uma bicicleta, que também chegou já em crescido, mas uns anos mais tarde.
Já perceberam que amanhã vou acrescentar mais um aniversário aos sessenta e dois anteriores, sempre festejado com grande entusiasmo, pois sou daqueles que gostam de fazer anos, aliás, não percebo quem não gosta de soprar as velas anualmente, pois trata-se de uma inevitabilidade.
Recorrendo ao arquivo do jornal A Bola fui à procura da 1ª página do dia em nasci, um sábado, tendo descoberto que no dia seguinte havia derby na casa do leão, com as fotografias de Fernando Vaz e Béla Guttmann, treinadores de Sporting e Benfica, respetivamente, a encherem grande parta da capa desse dia.
Nostalgia enviada para canto, chegou a altura da nossa reunião, com eles, rapidamente, a surgirem no monitor.
“Boa noite Tio”.
“Boa noite juventude”.
“Tio, podemos saber a que horas nasceste?”, perguntou o ALÉU.
“Claro que sim, nasci às seis e dez da manhã. Mas porque querem saber isso?”.
“Porque sabemos que fazes anos amanhã, mas assim não te podemos dar os parabéns hoje”, justificou a RODINHAS.
“Claro que não, dizem que dá azar. Vamos ao nosso trabalho, alguém tem algum assunto para o fora da caixa de hoje?”.
Eles ficaram em silêncio durante alguns segundos, até que o OLHA falou.
“Tio, vamos ter férias das Crónicas no Natal?”.
“Sim, isto porque as competições do hóquei vão parar. No próximo domingo fazemos a última de 2022, para regressarmos a 7 de janeiro”.
“Voltamos a seguir aos Reis”, acrescentou o ALÉU.
“Isso mesmo. Bem, hoje vou começar eu, que, conforme prometido, estive no Pavilhão João Rocha no derby das miúdas. Mais uma vez as encarnadas foram mais fortes, as leoas lutaram muito, mas estiveram sempre em busca do prejuízo e não conseguiram infligir a primeira derrota à líder da Zona Sul. Seguimos para o OLHA”.
“Cá estou eu, fui até Valença para um ótimo duelo minhoto, os locais entraram muitos fortes, com dois golos, surpreenderam os de Barcelos que acordaram nos últimos minutos da primeira parte, revertendo a desvantagem com quatro tentos de rajada. Depois tivemos uma segunda de gestão, com o jogo a terminar sem tomba-gigantes”.
“Exatamente, ainda não terminaram todos os jogos, mas acho que não tivemos nenhum. Vamos ouvir a RODINHAS”.
“Eu estive à beira Atlântico, para ser testemunha de um duelo entre duas formações do distrito de Setúbal. Num pavilhão onde já fui muito feliz, como costuma dizer o Tio, tivemos um jogo daqueles que duram todo o tempo, quentinho, até por causa da proximidade, melhores no início a malta do Barreiro, recuperaram bem os sesimbrenses, o mágico Luís Matos quis levar o jogo para prolongamento, já nos segundos finais, mas o Gonçalo Marques, de livre direto, levou a equipa da casa ao colo para a próxima eliminatória”.
“Gostei, muita imaginação. Só falta o ALÉU, vamos lá a isso”.
“Eu visitei a cidade das ruas perpendiculares e com números, também ela encostada ao nosso Atlântico. Uma surpresa era possível, mas os valonguenses marcaram cedo, controlaram o jogo, marcaram mais dois e chegaram ao fim sem sofrer, justificação para seguir em frente.”
“Espinho é uma Nova Iorque mais pequena, dizem muitos. Mais um fim de semana que termina, com lágrimas, mas com um imenso prazer de estar convosco”.
“Muito obrigado Tio, até para a semana e diverte-te amanhã, um desejo em nome dos três”, assumiu o OLHA.
“Muito obrigado juventude, uma boa semana para vocês antes das férias de Natal”.
Eles saíram do monitor, eu arrumei a tralha e fui dormir, pois amanhã às sete e meia estarei a preparar-me para uma pequena caminhada.
Se não chover!
No FORA DO RINQUE deste domingo temos um jovem que está triste, pois os seus ídolos da bola estão fora do Mundial.
Nome Completo: Mário Rui Justiniano de Sousa Rosa
Clube atual: Sport Clube Leiria e Marrazes
Alcunha (se tiver): Não tenho
Idade: 24 anos
Local de Nascimento: Caldas da Rainha
Clube estrangeiro futebol: Atlético de Madrid
Jogador português futebol: Cristiano Ronaldo
Jogador estrangeiro futebol: Neymar Jr.
Jogador de outra modalidade, português ou estrangeiro: João Matos (futsal)
Prato: Pasta
Sobremesa: Baba de camelo
Bebida: Coca-Cola zero
Filme: Never Back Down
Ator: Ryan Reynolds
Atriz: Barbara Norton de Matos
Série televisiva: Arrow
Livro: Trilogia do Afonso Noite Luar
Cidade portuguesa: Alcobaça
Cidade estrangeira: Barcelona
Animais de estimação: Gatos
Jogo de computador/consola: Metin 2
Hobbies: Ouvir podcast, ouvir música, passear
Outra modalidade desportiva, se não fosse o hóquei: Futsal
Aquele momento ou jogo, de hóquei, que nunca vais esquecer: Dia 2 de Fevereiro de 2016, HC Turquel 8 – 5 FC Porto.
A SACADA deste domingo aconteceu aqui perto, em Beja.
Tivemos vinte e três golos, com destaque para André Lucas (13) e Pedro Terramoto (7) que foram as vítimas da voragem atacante do Murches.
Marcou cinco golos, dois de penálti, frente ao Paredes, sendo decisivo na vitória da Biblioteca em Valado de Frades.
Para Luís Silva segue O VELHO de hoje.
O Digestivo do Tio
E agora, já devem ter vocês perguntado, por quem vais torcer no Mundial?
Desde miúdo que sempre me habituei a ver futebol com o meu Pai – os poucos que davam na televisão - e se não jogasse o Benfica, eu era sempre da equipa que jogava de branco.
Com Portugal afastado, o Brasil seria a minha segunda escolha, mas eles também já estão em casa.
Além de podermos ter a repetição da final de 2018, entre França e Croácia, eu vou ficar a satisfeito se vencer a Argentina.
Até logo.
Alvorada do Tio
Na ressaca da derrota de ontem, parece-me ser a altura para olhar para a seleção de Marrocos.
Se querer ser um mau perdedor, quando uma seleção como esta, extremamente defensiva, usando e abusando do antijogo – perante a complacência do árbitro – chega a esta fase da prova, para quem gosta de futebol só pode estar triste.
Até o tempo está zangado hoje.
O Mundial regressa na 3ª feira com o Argentina vs Croácia, sendo que a segunda meia-final é no dia seguinte entre França e Marrocos, ambos os jogos às 19 horas.
Até logo.
sábado, 10 de dezembro de 2022
O Tio em Ceroulas
Acabou!
Como a foto esclarece, a Litrosa recebeu a solidariedade do Esperto, neste momento difícil.
Já escrevi o que tinha a dizer sobre esta derrota lusa, mas custa muito perder contra uma seleção muito pior que a nossa.
Acho que é o último capítulo do futebol romântico.
É caso para perguntar: Que mal tem jogar feio e ganhar?
Sem grande espanto, Tite vai deixar o comando da seleção brasileira.
Será que pela primeira vez o Brasil vai ter o selecionador estrangeiro?
Já o veterano Louis van Gaal, técnico dos Países Baixos, vai deixar a seleção laranja, mas tinha afirmado que abandonaria a carreira depois do Mundial, mas agora, apesar de não ter convites, já não tem a certeza.
Coisas que acontecem aos 71 anos.
Fecho este espaço hoje, triste, sendo que um assunto fica pendente.
Ficará Fernando Santos até 2024, data do final do seu contrato?
Acredito que não, mas acho que Cristiano Ronaldo devia anunciar, também, o seu fim na seleção.
Para que comece uma nova era, sem Pai e Filho.
Até amanhã.
Crónicas do Bom Malandro
Lágrimas à chuva
As imagens que vi esta semana na televisão, sobre as inundações na área metropolitana de Lisboa, fizeram-me recordar situações que já vivi, mas sem as consequências que elas mostraram.
Além das cheias de 1967, de que me recordo vagamente, tenho na memória uma situação que me aconteceu quando estudava no ISEL, isto no ano de 1983.
Eu deixava o carro na estação da CP em Alverca, apanhava o comboio e regressava pelo mesmo trajeto.
Naquele dia, apanhei uma boleia em Lisboa e quando dei por isso estava em casa dos meus Pais, sendo que só nessa altura me recordei que o meu Fiat 127 estava na estação, uma zona que sempre inundava em situações de grande pluviosidade.
Chovia muito, hesitei em ir buscá-lo, mas resolvi, em boa hora, que era melhor ele dormir à porta de casa, uma decisão que me valeu não ir apanhá-lo sabe-se lá onde.
Enquanto saltitava por entre estas recordações, o portátil começou a apitar, pois tinha chegado a hora da nossa reunião.
“Bom dia Tio”, gritaram os três, como quem me quisesse acordar.
“Bom dia juventude”, desculpem lá. Estava aqui embrenhado em memórias de inundações”, expliquei eu.
“Tio, que chuvada, eu deixei o carro na Faculdade, pois na zona onde moro há quase sempre problema, desta vez não aconteceu nada, mas não arrisquei”, explicou o OLHA.
“Fizeste bem, quando é assim, mas vale ir a pé ou aguardar que a situação acalme. Já percebi que está tudo bem com vocês, vamos lá ao fora da caixa de hoje”.
“Tio, temos que falar do Mundial!”, exclamou a RODINHAS.
“Que novidade, já sabia, mas dividam as vossas intervenções, rápidas, entre o jogo com a Suíça e o de mais logo”.
“Foi uma bela jogatana com os helvéticos, mas daqui a pouco com os marroquinos vai ser mais difícil”, começou o ALÉU.
“Eu só falo sobre o jogo de hoje, que vai ser o único dos quartos de final que vai ficar resolvido no tempo regulamentar... e vamos ganhar, claro”, exclamou o OLHA.
“Hoje vencemos de certeza...”, gritou a RODINHAS, “... e sobre o jogo com os suíços, eles são bons no chocolate, mas nós é que lhe demos um e dos grandes”, brincou a RODINHAS.
“Muito bem, curtos e sucintos, vocês são um espetáculo. Vamos lá ao plano de trabalhos para hoje, que não é muito complicado, pois em dia de Taça de Portugal vamos trazer mais logo três jogos dos 32 avos de final da prova, enquanto eu faço o resumo de mais uma jornada da 1ª divisão no feriado. De acordo?”.
“Vamos nisso Tio, Portugal, Portugal, Portugal...”, gritaram os três enquanto desapareciam do monitor.
Altura para grelhar umas espetadas, almoçar e esperar que seja um grande jogo frente a Marrocos, com o passaporte carimbado para as meias-finais.
No GPS deste sábado vamos até ao distrito de Évora para conhecermos o Clube de Futebol de Estremoz, coletividade fundada em 1925.
O município tem nove freguesias, tendo como fronteiras os concelhos de Sousel, Fronteira, Monforte, Borba, Redondo, Évora e Monforte
A zona é conhecida pelas suas jazidas de mármore branco, conhecida como o mármore de Estremoz, cidade que dista 170 quilómetros de Lisboa e 350 do Porto.
Para alimentar o estômago vou sugerir um local onde estive há pouco, onde se come bem e a preços acessíveis.
A sugestão vai para as Bifanas de Estremoz, que fica junto ao Rossio local.
Já sabia que o estado de espírito para a reunião da noite estava dependente do que acontecesse à tarde no Catar.
Vi o jogo em casa, como o faço sempre nestes momentos de grande emoção, com a companhia da minha Princesa, mais o Pablo e o Pizzi que não gostam de futebol.
Gosto de me isolar nestas situações, ralhar, proferir impropérios, elogiar, gritar, tudo isto sem incomodar ninguém.
Quando o jogo terminou a desilusão atingiu-me, mas nestas alturas só temos que reagir, pois todos temos os nossos problemas, como se as dificuldades da nossa curta passagem por aqui, estivessem dependentes de o resultado de um jogo de futebol.
Reflexão efetuada, liguei o portátil e fiquei à espera que eles chegassem à minha companhia.
Minutos depois lá estavam eles, como era de esperar, os três estavam com cara de enterro.
“Boa noite juventude”.
A resposta foi um silêncio ensurdecedor.
“Então malta, a vida continua para lá da bola que entra ou não entra”.
“Desculpa Tio, boa noite”, acabaram por cumprimentar os três, onde se percebia que uma lágrima escapava das suas caras.
“Vamos lá, vamos reagir. Quando duas equipas se encontram, num jogo a eliminar, só uma pode ganhar...”.
“Nós sabemos isso, mas perdermos contra uma equipa que é muito pior que nós, custa muito perder assim”, choramingou, ainda, a RODINHAS.
“Verdade, mas a seleção marroquina tem o mérito e a humildade de perceber que os outros são melhores, lutando com as suas armas. Foi assim com a Bélgica, com a Espanha e hoje frente a Portugal”, argumentei eu.
“Mas o árbitro também não esteve nada bem”, exclamou o ALÉU.
“Vocês já sabem que eu não gosto de falar das arbitragens. A única coisa que eu critico, não só neste jogo, como em toda a prova, é o pouco rigor no aspeto disciplinar”.
“Então e aquele penalty que nem o VAR visualizou? E achas bem um árbitro argentino, de uma seleção que ainda está na prova?”, gritou o OLHA.
“Vamos ter calma, já nada há nada a fazer. Os erros existem, percebo o vosso desagrado, mas agora está na hora de irmos ao hóquei”.
“Tens razão Tio, acho que ainda não consegui digerir a frustração desta derrota”.
“Tudo bem. Só trinta segundos para a RODINHAS falar do jogo entre a Inglaterra e a França”.
“Olha Tio, foi um grande jogo, com indecisão até ao fim, uma péssima arbitragem – desculpa lá Tio, mas teve que ser – e os gauleses vão seguir em frente, na defesa do seu título”.
“Por esta escapas”, comentei eu a sorrir. “Vamos lá então até à jornada a meio da semana na 1ª Divisão. Se puder dizer assim, não houve nenhum resultado fora das previsões antes de eles começarem. Muitas dificuldades para o FC Porto em Tomar, o Benfica a suar bastante para vencer em Riba d’Ave, com o OC Barcelos a vencer num duelo minhoto, num jogo só com dois golos. Uma palavra para o Parede que venceu em Murches, empurrando os locais mais para baixo e ganhando um espaço mais tranquilo na classificação. Quem se segue?”
“Posso ser eu Tio”, avançou o ALÉU. “Na festa da Taça estive em Alenquer, onde jogaram os dois segundos classificados da Zona Norte e Sul da 2ª Divisão. Já se sabia que ia ser uma partida muito equilibrada, só um golo na primeira parte, para os sanjoanenses, mas na segunda metade começaram a chover golos, mas os forasteiros tiveram, quase, sempre em vantagem e seguem em frente na prova”.
“Chegou a minha vez, agora que já esgotei as lágrimas que tinha. O meu foco esteve em Alcobaça, onde me recordo de ir lá numa visita de estudo para visitar o Mosteiro. Jogo intenso, na segunda parte com duas paragens por falta de energia energética, fruto de um temporal que se instalou na zona. Os picarotos fizeram jus ao favoritismo, principalmente, porque aproveitaram bem as duas situações em que estavam em superioridade numérica”, terminou a RODINHAS.
“Hoje fecho eu”, afirmou o OLHA. “Estive em Ponte de Lima, uma magnífica vila, um jogo que durou até ao fim, tanto que foi preciso um prolongamento para termos uma decisão. Começaram bem os limianos, reagiram os forasteiros, sendo que no tempo extra, a maior experiência da malta de Turquel resolveu a questão”.
“Juventude, amanhã é outro dia. Deitem a cabeça na almofada, descansem bem, pois amanhã é outro dia. Às 11 horas cá estaremos. Até amanhã”.
“Até amanhã Tio”, despediram-se eles com a tristeza no olhar.
Desliguei o portátil, fiquei um minuto a olhar para a chuva que cai lá fora, pensando como foi possível perdermos este jogo.
Uma lágrima escorreu-me, lentamente, sobre o rosto, ela que esteve aqui escondida dos miúdos.
No FORA DO BANCO de hoje temos um técnico da zona do leitão, mas que gosta mais de bacalhau.
Nome Completo: Miguel José Moura Ferraz
Clube atual: Hóquei Clube da Mealhada
Idade: 38 anos
Local de Nascimento: Coimbra
Prato preferido: Bacalhau à Brás
Melhor cidade para viver: A minha vila, Luso
Livro que está na mesa de cabeceira: Nenhum, odeio ler livros
O filme que já viu mais do que uma vez: O Gladiador
Jogou hóquei em patins? Se sim, em que clube(es): HC Mealhada e FC Bom Sucesso
Como/quando chegou a opção de ser treinador: Gosto pelo treino
Clubes/seleções que já treinou: HC Mealhada
Mais fácil treinar equipas da formação ou seniores: Seniores
Quanto tempo demora a preparar o próximo jogo da sua equipa: 5 horas
Se pudesse, que regra alteraria no hóquei em patins: Apito nas bolas paradas novamente
Maior tristeza como treinador: Todos os atletas que desistiram por não jogar nas minhas equipas
E, claro, a maior alegria: Nunca ter levado um único cartão azul ou vermelho
Para terminar, o que mais o irrita durante um jogo: A falta de seriedade de atletas e árbitros.
Com a ajuda de um prolongamento, que acontece muitas vezes na Taça de Portugal, A SACADA de hoje aconteceu na Sobeira, com quinze golos, com destaque para o guarda-redes da equipa da casa, Alexandre “Alex” Costa, que foi batido oito vezes.
Muitas vezes é difícil atribuir O VELHO do dia.
Normalmente a distinção vai para casa de um ou de uma jogadora que esteve com a pontaria afinada.
Hoje, depois muita ponderação, o prémio vai para Benjamin Oldroyd (HC Mealhada), que marcou perto do fim em Campo de Ourique, levando a sua equipa para a próxima eliminatória da Taça.
Mundial da Vergonha
Inglaterra 1 vs França 2
Excelente jogo de futebol, com uma arbitragem medíocre que empurrou os gauleses para as meias-finais.






































