quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024
Alvorada do Avô
Parabéns Glorioso
“Gaita, hoje estava frio, apesar do sol bem bonito”, refilou o ESPERTO.
“Companheiro, ainda estamos no inverno”.
“Também é verdade, quase que nos esquecemos. Então hoje faz anos o teu clube”.
“Verdade, o meu Benfica faz hoje 120 anos”.
“Parabéns para ele, mas deve dar um trabalho soprar tantas velas”, brincou ele. “Que prenda lhe davas se pudesses?”.
“O título de campeão nacional este ano”, ri-me eu.
Até logo.
terça-feira, 27 de fevereiro de 2024
O Avô em Ceroulas
Três Gerações
O ESPERTO vinha cansado e descarregado, foi descansar e eu fiquei a olhar para algumas recordações.
Sempre que vou a casa da minha Mãe, ela tem por lá uma catrefa de coisas em busca de destino.
Quase todas são tralha sem utilidade, mas hoje – para ela não ficar aborrecida – trouxe três objetos que por lá andavam.
De alguma forma eles têm a ver com três gerações de Paulinos, algo que a minha memória tinha conhecimento de que existiam.
Começando pelo mais antigo, temos um apito que era do meu Avô António, ele trabalhou na CP, foi chefe de estação e este objeto era para ele dar autorização para os comboios avançarem, isto no ano de 1935.
O segundo é um somítico, nome de um pequeno e único auricular, que o meu Pai utilizava para ouvir tudo o que eram relatos de futebol na rádio, nos tempos em que futebol na televisão era... a final da Taça de Inglaterra a preto e branco.
O terceiro vai fazer 49 anos, numa altura em que a Associação de Andebol de Lisboa organizou o Dia do Andebol, nessa altura eu tinha 16 anos, jogava a modalidade no FC Alverca, os jogos decorreram em campos improvisados no exterior do antigo Estádio da Luz, os meus Pais levaram-me, mas dois colegas, sendo que o resto da comitiva foi de comboio e quase não chegavam tempo.
Três objetos, três gerações, três memórias.
Até amanhã.
O Digestivo do Avô
Último Adeus ao Zé
“Tanta gente que estava no funeral”, exclamou o ESPERTO.
“E muitos vieram só ontem ao velório. O Zé era uma pessoa extraordinária, amigo do seu amigo, lutou durante dezassete anos contra esta doença maldita. Sabes que ele trabalhou em Timor durante uns anos, onde, há hora do funeral, fizeram uma homenagem em Dili, organizada por amigos que ele lá deixou”.
“Estas são sempre cerimónias muito emotivas”.
“Pois são, muitas lágrimas, mas acabamos por ver muitas pessoas que já há muito tempo não víamos, recordamos histórias, todas deliciosas onde recordamos o Zé”.
“Vais ter muitas saudades dele”.
“Muitas, mas a vida é isto!”.
Até logo.
































