
Conforme tinha escrito por diversas vezes – e o prometido é devido - chegou a altura das criticas a Queiroz, e não só, depois de terminado, na África do Sul, o trabalho do treinador português.
Esta análise vai dividida em cinco: o treinador, a convocatória, as decisões, as arbitragens e os jogadores.
O treinador: Apesar de algumas descaídas, é um
gentleman, talvez devido à passagem por Inglaterra. É um organizador de qualidades ímpares, mas um
pé-frio no banco. Há qualidades que não se aprendem, mas que lhe faltam. Os defeitos não superam as vantagens, pelo que deve continuar à frente da selecção. Obviamente!
A convocatória: Todos temos a nossa, mas, salvo algumas excepções – Moutinho, Carlos Martins, e pouco mais – não andámos muito longe das escolhas de Queiroz. Talvez mais difícil compreender a chamada de Pepe – sem jogar metade da época - mas os treinadores tem
fétiches. Olhem em redor!
As decisões: Esta é a parte mais complicada, pois ficaram pontas soltas. Nani e Deco foram situações que deixaram dúvidas no ar, sempre más para o ambiente. As explicações deviam ser mais rápidas e claras.
As técnicas, essas, são o seu lado
gelado. As opções são dele. Se boas, é o melhor, senão…
Muito criticado na substituição de Hugo Almeida, no jogo com Espanha, provavelmente pelos mesmos que acharam mal que ele jogasse de início. Nenhum treinador faz uma alteração para perder, mas nem sempre resultam. A ideia de lançar rapidez no ataque, era boa, mas como a Espanha marcou pouco depois…
As arbitragens: Fez algumas críticas à organização e às arbitragens, na minha opinião, todos justas. Os que não gostam dele, afirmaram terem sido desculpas. Se fosse no campeonato português, até a côr das cuecas dos árbitros assistentes era importante.
Deixo um desafio: alguém se recorda de um lance de benefício, involuntário, claro, à equipa nacional?
Os jogadores: Já deixei a minha crítica a Ronaldo, pela sua atitude no final do jogo com a Espanha. Dentro das quatro linhas não foi feliz, tentou, mas tem que ser mais humilde. Senão não faz falta à selecção!
Os restantes procuraram dar o seu melhor, com destaques para Eduardo, Coentrão, Tiago, Meireles e para os centrais Bruno Alves e Ricardo Carvalho. Nota negativa para os laterais-direitos.
Espero que Queiroz não se esqueça do tamanho das camisolas!