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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Ponto e vírgula

Como diz a Célia "não te esqueças que és finalista", depois vem a história das fitas, e coisas assim, bem mas disso falo noutra altura.
Este pequeno interlúdio serve para me queixar e avisar: se me virem mais louco que o habitual, a culpa é da UAL e da catrefada de trabalhos que andam por ai a bailar.
Minha nossa.

Ponto e vírgula

Tive conhecimento há pouco, através do sítio do hóquei do Sporting CP, que o jovem Fábio Vicente foi agredido.
Apesar de as informações serem escassas, por isso não sei mais do que isto, mas conhecendo bem o atleta em causa, choca-me que isso tenha acontecido, concerteza mais um exemplo de violência barata.
Convivi de perto com o Fábio durante duas épocas.
Sem me alargar em elogios fáceis, apenas quero dizer que ele é um exemplo de educação, um filho que orgulha os seus pais.
Deselho-lhe um rápido restabelecimento.
Um forte abraço para ti Fábio.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Ponto e vírgula

Como escrevi há tempos, esta coluna só apareceria pontualmente.
Um texto de Daniel Oliveira sobre Pedro Passos Coelho merece esta publicação.
Leiam tudo porque é muito interessante, mais que não seja para ficarmos a conhecer o curriculum vitae - brilhante - do nosso PM.

Há pessoas que tiveram uma vida difícil. Por mérito próprio ou não, ela melhorou. Mas ficaram para sempre endurecidas na sua incapacidade de sofrer pelos outros. São cruéis.

Há pessoas que tiveram uma vida mais fácil. Mas, na educação que receberam, não deixaram de conhecer a vida de quem os rodeia e nunca perderam a consciência de que seus privilégios são isso mesmo: privilégios. São bem formadas.

E há pessoas que tiveram a felicidade de viver sem problemas económicos e profissionais de maior e a infelicidade de nada aprender com as dificuldades dos outros. São rapazolas.

Não atribuo às infantis declarações de Passos Coelho sobre o desemprego nenhum sentido político ou ideológico. Apenas a prova de que é possível chegar aos 47 anos com a experiência social de um
adolescente, a cargos de responsabilidade com o currículo de jotinha, a líder partidário com a inteligência de uma amiba, a primeiro-ministro com a sofisticação intelectual de um cliente habitual do fórum TSF e a governante sem nunca chegar a perceber que não é para receberem sermões idiotas sobre a forma como vivem que os cidadãos participam em eleições.

Serei insultuoso no que escrevo? Não chego aos calcanhares de quem fala com esta leviandade das dificuldades da vida de pessoas que nunca conheceram outra coisa que não fosse o "risco”??

Sobre a caracterização que Passos Coelho fez, na sua intervenção, dos portugueses, que não merecia, pela sua indigência, um segundo do tempo de ninguém se fosse feita na mesa de um café, escreverei depois.

Hoje fico-me pelo espanto que diariamente ainda consigo sentir.

Como é que este rapaz chegou a primeiro-ministro?

A propósito do dito...

Nome: Pedro Passos Coelho
Data de nascimento: 24 de Julho de 1964
Formação Académica: Licenciatura em Economia pela Universidade Lusíada (concluída em 2001, com 37 anos de idade)
Percurso profissional: Até 2004, apenas actividade partidária na JSD e PSD
A partir de 2004 (com 40 anos de idade) passou a desempenhar vários cargos em empresas do amigo e companheiro de Partido, Eng.º Ângelo Correia, de quem foi diligente e dedicado moço-de-fretes, tais como:
  
(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest, SGPS, SA;
(2007-2009) Presidente da HLC Tejo, SA;
(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest;
(2007-2009) Administrador Não Executivo da Ecoambiente, SA;
(2005-2009) Presidente da Ribtejo, SA;
(2005-2007) Administrador Não Executivo da Tecnidata SGPS;
(2005-2007) Administrador Não Executivo da Adtech, SA;
(2004-2006) Director Financeiro da Fomentinvest, SGPS, SA;
(2004-2009) Administrador Delegado da Tejo Ambiente, SA;
(2004-2006) Administrador Financeiro da HLC Tejo, SA.

 E é este homem que:

- Nunca soube o que era trabalhar até aos 37 anos de idade!
- Mesmo sem ocupação profissional, só conseguiu terminar a Licenciatura (numa universidade privada) aos 37 anos de idade!

- Sem experiência de vida e de trabalho, conseguiu logo obter emprego como ADMINISTRADOR!

E se atreve a:

- Falar de mérito profissional e de esforço na vida!

- Pretender dar lições de vida a milhares de trabalhadores deste país que nunca chegarão a administradores de coisa alguma, mas que labutam arduamente há muitos anos, ganhando salários de sobrevivência!

 É pois esta amostra de homem a quem estamos entregues e que governa este País!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Ponto e vírgula

Pontualmente surgem no Tio Jorge outros espaços além dos diários, como este, o Ponto de exclamação e o Almoço na Televisão.
Como o tempo não chega para tudo, estes espaços vão deixar de aparecer, concentrando as minhas opiniões e desabafos na Primeira sensação e no Após a fuga do Sol.
Continuem - entusiasticamente - a frequentar o Tio Jorge.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Ponto e vírgula

Ainda não foi desta!
Todos os anos digo a mesma coisa.
"Este ano vou meter um dia de férias - na segunda - para ver os Óscares".
Mas não vou morrer sem ver uma cerimónia em direto!
Aqui ficam os vencedores em 2013.


Melhor Actor Secundário:
Christoph Waltz, em Django Libertado

Melhor Curta-Metragem de Animação:
Paperman

Melhor Filme de Animação:
Brave - Indomável

Melhor Fotografia
A Vida de Pi

Melhores Efeitos Visuais
A Vida de Pi

Melhor Guarda-Roupa
Jacqueline Durran, em Anna Karenina

Melhor Caracterização e Penteado
Lisa Westcott e Julie Dartnell, em Os Miseráveis

Melhor Curta-Metragem
Curfew

Melhor Curta Documental
Inocente

Melhor Documentário
Searching for Sugar Man

Melhor Filme Estrangeiro
Amour

Melhor Mistura de Som
Os Miseráveis

Melhor Edição de Som
00:30 Hora Negra e 007 - Skyfall

Melhor Actriz Secundária
Anne Hathaway, em Os Miseráveis

Melhor Montagem
Argo (William Goldenberg)

Melhor Design de Produção
Lincoln (Rick Carter e Jim Erickson)

Melhor Banda Sonora Original
A Vida de Pi

Melhor Canção Original
"Skyfall", de 007 - Skyfall (Adele)

Melhor Argumento Adaptado
Argo

Melhor Argumento Original
Django Libertado

Melhor Realizador
Ang Lee, em A Vida de Pi

Melhor Actriz
Jennifer Lawrence, em Guia Por Um Final Feliz

Melhor Actor
Daniel Day-Lewis, em Lincoln

Melhor Filme
Argo

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Ponto e vírgula

O Papa Bento XVI resignou ao seu pontificado - soube-se hoje - mantendo-se até 28 de Fevereiro.
Segundo consta vai candidatar-se a presidente do Sporting.
Só alguém muito perto do Criador pode fazer o milagre da ressurreição do leão moribundo.

Como diz o Povo: No Carnaval, nada parece mal!

sábado, 26 de janeiro de 2013

Ponto e vírgula

Chegou o novo membro da família Paulino.
O Pablo - um Basset Hound - já começou a conhecer os cantos do principado.
Na hora de escolher entre os vários manos, peguei neste, coloquei-o no colo da Princesa e ele já não quis de lá sair.
Costuma-se dizer que são os cães que escolhem os donos.
Mas há mais uma grande curiosidade!
O nosso menino - agora com seis semanas - nasceu a 12 de Dezembro.
Precisamente no dia do meu aniversário.
Só temos 53 anos de diferença!


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Ponto e vírgula

Numa altura em que não temos grandes motivos para sorrir - coisas da crise - nada como ler este texto do Ricardo Araújo Pereira.
De levar às lágrimas!

Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos. O que digo é que não são móveis. Na altura em que os compramos, são um puzzle. A questão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros.

Os problemas dos clientes do IKEA começam no nome da loja.
Diz-se «Iqueia» ou «I quê à»? E é «o» IKEA ou «a» IKEA»?
São ambiguidades que me deixam indisposto. Não saber a pronúncia correcta do nome da loja em que me encontro inquieta-me. E desconhecer o género a que pertence gera em mim uma insegurança que me inferioriza perante os funcionários. Receio que eles percebam, pelo meu comportamento, que julgo estar no «I quê à», quando, para eles, é evidente que estou na «Iqueia».
As dificuldades, porém, não são apenas semânticas mas também conceptuais.
Toda a gente está convencida de que o IKEA vende móveis baratos, o que não é exactamente verdadeiro. O IKEA vende pilhas de tábuas e molhos de parafusos que, se tudo correr bem e Deus ajudar, depois de algum esforço hão-de transformar-se em móveis baratos. É uma espécie de Lego para adultos.
Há dias, comprei no IKEA um móvel chamado Besta. Achei que combinava bem com a minha personalidade. Todo o material de que eu precisava e que tinha de levar até à caixa de pagamento pesava seiscentos quilos.
Percebi melhor o nome do móvel. É preciso vir ao IKEA com uma besta de carga para carregar a tralha toda até à registadora.
Este é um dos meus conselhos aos clientes do IKEA: não vá para lá sem duas ou três mulas. Eu alombei com a meia tonelada.
O que poupei nos móveis, gastei no ortopedista. Neste momento, tenho doze estantes e três hérnias. É claro que há aspectos positivos: as tábuas já vêm cortadas, o que é melhor do que nada. O IKEA não obriga os clientes a irem para a floresta cortar as árvores, embora por vezes se sinta que não faltará muito para que isso aconteça. Num futuro próximo, é possível que, ao comprar um móvel, o cliente receba um machado, um serrote e um mapa de determinado bosque na Suécia onde o IKEA tem dois ou três carvalhos debaixo de olho que considera terem potencial para se transformarem numa mesa-de-cabeceira engraçada.
Por outro lado, há problemas de solução difícil. Os móveis que comprei chegaram a casa em duas vezes.
A equipa que trouxe a primeira parte já não estava lá para montar a segunda, e a equipa que trouxe a segunda recusou-se a mexer no trabalho que tinha sido iniciado pela primeira.
Resultado: o cliente pagou dois transportes e duas montagens e ficou com um móvel incompleto. Se fosse um cliente qualquer, eu não me importaria. Mas como sou eu, aborrece-me um bocadinho. Numa loja que vende tudo às peças (que, por acaso, até encaixam bem umas nas outras) acaba por ser irónico que o serviço de transporte não encaixe bem no serviço de montagem. Idiossincrasias do comércio moderno. Que fazer então? Cada cliente terá o seu modo de reagir. O meu é este: para a próxima, pago com um cheque todo cortado aos bocadinhos e junto um
rolo de fita gomada e um livro de instruções. Entrego metade dos confetti num dia e a outra metade no outro.
E os suecos que montem tudo, se quiserem receber.
E já agora sobre o IKEA:
Uma senhora vai ao Ikea comprar um armário novo. Para que lhe saia mais barato, compra um em kit. Ao chegar a casa, monta-o e fica perfeito.
Nesse momento passa o comboio (ela mora junto à estação de comboios) e o armário desmonta-se todo.
Monta novamente o armário. E este volta a cair com o passar do comboio. À terceira tentativa falhada, telefona para a Ikea e exige a presença de um técnico.
O técnico chega, monta o armário e, quando passa o comboio, desmonta-se todo. O técnico monta novamente o armário, passa outro comboio e, armário novamente desmontado. Então, o técnico tem uma brilhante ideia:
Escute, minha senhora, eu vou montar novamente o armário, meto-me lá dentro e espero que passe o comboio para ver porque é que o armário se estás desmontar. E assim fez.
Nisto o marido entra no quarto e diz: 
- Querida, que armário tão bonito! - e abre a porta. Ao ver o técnico da Ikea pergunta:
- O que é que você faz aí?
Este responde: - Estou quase tentado a dizer-lhe que vim comer a sua mulher. Porque, se lhe digo que estou à espera do comboio, não vai acreditar.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Ponto e vírgula

Para quem não teve oportunidade de ver - em direto, em diferido ou no meu FB - deixo aqui um flash da minha intervenção na BenficaTV.
Um bom momento de televisão, digo eu, claro!
Carrega Benfica!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Ponto e vírgula

No dia do derby, fui enlatado no vermelhinho e só li as primeiras linhas de um artigo de opinião publicado n´A Bola, da autoria de Maria João Avillez.
Apesar de nem sempre concordar com as suas análises políticas, é uma grande benfiquista.
Neste dia do meu aniversário deixo o seu texto, fervorosamente vermelho.
Perdão, encarnado.
Como eu!

" Não me venham cá com coisas que não é nem um derby, que isso era dantes, que hoje a vertiginosa desproporção de 15 pontos entre leões cansados e águias viçosas retiram o fulgor, o suspense e o interesse no relvado de Alvalade. 
Não, não e não!
É um derby, é o mais apetecido dos desafios internos, espero por ele todo o ano, sejam quais forem as circunstâncias e as condições.
Escusada de o dizer de resto, o Benfica ganha sempre mesmo quando não ganhar! Ser benfiquista desde o treze anos - é acreditar até já depois de tudo acabado, acreditar no impossível, e às vezes até no que nunca existiu ... remates que não ocorreram, golos que não houve, vitórias que nunca acontecera. Acreditas que somos bons mesmo quando já se conheceram melhores dias, treinadores mais indiscutíveis, onzes de aço mais inoxidável. Fibra e fé, é isso.
Tenho muita pena de não puder ir hoje visitar os meus vizinhos de estádio - moro no Campo Grande - e pensando bem até me enguiça não ir: sempre ou quase sempre que lá fui, o Benfica ganhou. Aqui há uns anos, um amigo sportinguista com quem fui e que cavalheirescamente me convidara para o seu camarote e me fora até buscar a casa - nessa altura eu morava no Estoril - no final do jogo e face aos 2-0 a favor dos encarnados, deixou-me sozinha no camarote e abalou de vez. E ainda lá estaria hoje não fora a cabeça mais fria de outro sportinguista que embora furibundo com o azar que eu lhes dava na própria casa deles, me conduziu mudo e quedo até ao Estoril ..... há testemunhas que podem aliás atestar da veracidade destes extraordinários acontecimentos (posso indicar nomes e moradas). Mas houve pior e pior foi impossível: aqui há tempos, quando era presidente do Sporting, Soares Franco teve a gentileza de me convidar para o camarote do seu estádio, par outro derby. Maternalmente fiz-me acompanhar pelo Vasco, um filho sportinguista, ninguém é perfeito. Ele de cachecol verde branco, eu, com o do meu clube: começou logo mal, nas imediações do estádio, com impropérios suezes vindos de todos os lados mas isso ainda foi o menos. 
O mundo só desabou quando o Benfica marcou primeiro golo e eu me pus em pé, vitoriando o gesto encarnado: no perímetro verde do camarote real, fui olhada com ódio num silêncio sepulcral e só não fui expulsa porque Soares Franco é um homem de boas maneiras. Antes do final, com o Sporting sem nunca conseguir marcar, novo golo do Benfica.
Festejei uma oitava abaixo, também tenho boas maneiras. Mas à saída, o Vasco teve de me proteger com braços e mãos, de ânimos muito, muito exaltados, no (felizmente) diminuto percurso entre o estádio a nossa casa.
Tudo isto para dizer que e hoje vamos ganhar, assim como assim era melhor eu lá estar ... (Ainda está para nascer alguém mais supersticioso do que eu e nestas coisas de bola mais vale prevenir ...).
Viva o Benfica!      

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Ponto e vírgula


Artigo de Henrique Raposo in Expresso (22/11/2012)

O Sócrates de Gaia, Luís Filipe Menezes, mergulhou a Câmara de Vila Nova de Gaia num mar de dívidas que outros terão de pagar, porque agora o senhor quer ir endividar a Câmara do Porto. Como é que Menezes legou à posteridade esse mar de dívidas? Através do seu magnífico olho para a coisa pública, bem visível no seguinte negócio: por apenas 500 euros por mês, o FC Porto garantiu (e garante) o direito de usar um centro desportivo completamente novo, o Centro de Estágio do Olival. A construção deste complexo desportivo foi financiada pela Fundação PortoGaia, uma daquelas fundações fundamentalíssimas para o bem-estar da pátria. Em 1999, a PortoGaia foi constituída pela Câmara de Gaia, pelo FC Porto e, repare-se, pela empresa municipal Águas de Gaia. Para que serve uma empresa pública de águas? Para fazer relvados e balizas, pois claro. Segundo a revista Sábado, esta fundação recebeu 4,2 milhões de euros de apoios públicos entre 2008 e 2010, e Pinto da Costa era o seu presidente, apesar de o FC Porto deter apenas 0,8% da instituição. Moral da história? Através do sistema de financiamento das fundações e/ou através da Câmara de Gaia, nós, os contribuintes, oferecemos um complexo desportivo ao FC Porto.

Só espero que o Benfica não tenha beneficiado de semelhantes negócios no Seixal. Se quer dinheiro, o meu clube não deve andar a bater à porta dos fundos do contribuinte, só tem de falar com os sócios e apoiantes.

Subscrevo na íntegra o último parágrafo.
Por estas e por outras é que eu lhes chamo batoteiros.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Ponto e vírgula


No último dia dezassete fez 7 anos que morreu o meu Joaquim.
Não recordei a data na altura.
Quando me lembrei, fiquei a pensar o motivo de tal esquecimento.
Porque foi um processo que encerrou.
Há algumas semanas o corpo dele foi levantado da terra e cremado o que restava de 73 anos de vida, com as cinzas a espalharem-se pelas casas da minha Mãe e da Cláudia.
Para mim foi um fim de um ciclo.
Obrigado Pai! 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Ponto e vírgula



Nestes momentos difíceis, sabe bem um texto bem disposto.
Aqui fica um, da autoria de João Quadros publicado no Jornal de Negócios.

Amigos,

Este é um dos textos menos ingratos que um cidadão português pode fazer - informar os Portugueses, que têm enfrentado com tanta coragem e responsabilidade este período tão difícil da nossa história, que os tempos deste governo estão quase a terminar.

Vão ser necessários muitos anos para os pin com a bandeira de Portugal (e o Paulo de Carvalho) recuperarem a imagem que tinham. Para este governo já é tarde. Venha o XX. A mensagem que Passos Coelho publicou no facebook foi o ponto final.

Vamos lá ver, eu aguento toda a austeridade. Agora, o primeiro-ministro dirigir-se a mim com um "amigos", isso é que não! Aquela mensagem é conversa de bêbedo na ressaca. É a típica conversa do indivíduo que no dia anterior chegou alcoolizado a casa e bateu na mulher, nos filhos e na mobília, e no dia a seguir acorda, vê as asneiras que fez e fica arrependido e, mesmo sabendo que vai voltar a fazer o mesmo, vem pedir desculpa. Se não fosse o défice, o Pedro teria enviado uma caixa de Mon Chéri a todos os portugueses e uma sombrinha de chocolate aos que têm o ordenado mínimo.

No fundo, é a habitual aldrabice do facebook: as pessoas nunca dizem ser o que realmente são. O primeiro-ministro em vez de dizer "tenho 25 anos, sou moreno e atlético", diz que é um pai preocupado, um lamechas e um democrata. A verdade é que foi graças a esta mensagem no facebook (e ao domínio que os portugueses têm do vernáculo) que Passos Coelho conseguiu, finalmente, aparecer no "Financial Times".

Estes são tempos complicados, e para quem não tem facebook, ainda mais duros se tornam. Sem facebook, os portugueses nunca conheceriam o sensível Pedro. Quem não anda nas redes sociais pensa que o PM é um "serial killer",  frio, sem sentimentos. Um doente, capaz de ir bater palmas e rir para um espectáculo minutos depois de ter massacrado famílias. Foi publicada uma foto que mostra Passos Coelho no concerto de Paulo de Carvalho a rir. Ele acaba de dizer à mulher: "Já viste que o ordenado mínimo está como quando a Nini tinha quinze anos… Ah, ah, ah! Que giro."

Um português que não possua página no facebook sente-se só e abandonado. O Presidente da República (como é que ele se chama? Agora não me ocorre o nome) não fala. Paulo Portas foi silenciado por um Arpão e um Tridente. A mulher do Passos não diz nada desde o "Feliz Páscoa" de 2011. Seguro está no Herman 2012 a preparar 2011. Miguel Relvas está no Rio de Janeiro, ou como ele diz: "estou na capital do Brasil".

Um cidadão com facebook, ao menos, pode encontrar alguma solidariedade e compreensão na página do vice-presidente da CGD. Nogueira Leite escreveu que dava a "palavra de honra" que sairia do país se os seus impostos aumentassem. Mais tarde, a página foi apagada. Está visto que cumpriu a palavra e pirou-se mesmo.

Que saudades do Aquashow.

Obrigado a todos.