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Será que vai?
Recordo que há meses o ministro da tutela, Mário Lino, afirmou que na margem sul: "Jamais", num francês macarrónico, nunca em português, indo mais longe, falando em deserto, para apelidar o local na altura falado.
Esta história da localização para o novo aeroporto já tem barbas.
Os primeiros estudos remontam a 1969, onde Marcelo Caetano terá iniciado esta saga.
Três anos depois eram apontadas quatro localizações, todas na margem sul: Fonte da Telha, Montijo, Porto Alto e Rio Frio.
Cerca de 10 anos mais tarde surgiu a hipótese Ota, sendo, em 1998, efectuados estudos comparativos entre esta localização e Rio Frio.
Um ano mais tarde, o governo de então, anunciou que o novo aeroporto seria na Ota.
Em 2005 o actual governo decide avançar para a construção, confirmando a localização anterior.
Depois de muitos protestos, em Junho de 2007, Sócrates decide mandatar o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para efectuar um estudo comparativo entre Alcochete – que nunca fora opção ao longo destes quase 40 anos – e a Ota.
Se for desta, segundo as previsões, ficará pronto em 2017.
É caso para dizer que o novo aeroporto vai nascer no deserto.
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