A Maternidade Alfredo da Costa (MAC) é um local que me diz muito.
Foi lá que eu nasci, acho que nunca mais lá entrei, mas mantenho o carinho por aquela unidade hospitalar.
Durante a greve dos enfermeiros, na altura do Natal, a MAC voltou à ribalta por causa da falta de um anestesista e dos que trabalhavam por 500€ à hora.
Mentira disse o bastonário da Ordem dos Médicos, verdade disse a Ministra da Saúde e foi mesma verídica a proposta.
Mas voltemos ao assunto que me trouxe de regresso à minha origem.
Assunção Cristas, líder do CDS, depressa pediu uma visita à MAC, para lá criticar o Governo de António Costa por não serem dadas condições para a maternidade funcionar como devia ser.
Há coisas curiosas.
Foi o governo que esta senhora integrava que quis fechar a MAC.
Foi um grupo de cidadãos que interpôs uma previdência cautelar que evitou o fecho da MAC.
Onde estava o seu nível de preocupação com a MAC nessa altura?
Compreendo que Cristas não tenha precisado da MAC para ter os seus quatros filhos, mas podia ao menos ter um pingo de vergonha e guardar as lágrimas de crocodilo para aqueles que não têm memória.

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