quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Um olhar alentejano

Não tenho a certeza se se pode considerar uma doença profissional.
Ou talvez seja só um hábito que decorre do muito contacto que tive com elas.
No início não é fácil.
A sua enorme quantidade, nunca antes vista, provoca uma sensação estranha.
Mas com o decorrer do contacto com elas - durante muitos anos no trabalho bancário - tudo passa à normalidade, mas sempre com um enorme respeito, pois ao mínimo erro já estamos a pagar.
Falo das notas.
No princípio eram os escudos e foi com eles que ganhei estes hábitos.
Depois mudámos para os euros, mas as regras mantiveram-se inalteráveis.
Ainda hoje, a primeira coisa que faço quando vou levantá-las ao Multibanco, é arrumá-las cuidadosamente na carteira, as de valor mais elevado atrás e assim sucessivamente até às de 5 euros que ficam à frente.
Mas antes de as guardar, assim que elas saem da máquina, todas são alinhadas, se espalmadas, todas com o lado principal para a frente, se forem dobradas ao meio, a face principal fica para dentro.
E fico irritado quando as recebo baralhadas.
Mais nada, cada maluco tem a sua mania!

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