Marcelo Rebelo de Sousa completou três anos de mandato.
Já todos percebemos que ele não é um presidente da República by the book.
A sua velocidade presidencial é assim sintetizada por um membro da sua equipa "Ui, um frenesim ...".
Várias foram as alterações efetuadas, nomeadamente na sua segurança, para se adaptarem à vertigem de Marcelo.
Todos os seus seguranças tiveram que fazer uma formação de nadadores-salvadores, pois nunca se sabe onde o presidente vai dar umas braçadas ou um mergulho.
A sua velocidade já implicou outra coisa, no que toca à sua segurança pessoal: tem três equipas que se vão revezando, enquanto os outros presidentes tinham duas, isto porque o dia presidencial é longo.
Tem casa em Cascais, mas à cautela mandou equipar um quarto em Belém, para lá dormir se for necessário.
Mas também gosta de ficar em hotéis em Lisboa, para ir a pé para eventos, sendo que às vezes ele próprio faz a reserva com um nome falso e de repente aparece na receção, para espanto de todos.
Apesar de deixar o seu staff à beira da exaustão, a boa disposição impera, dado tratar-se de uma pessoa genuinamente divertida e bem-disposta.
Tem uma tendência para o humor negro - que tenta controlar, por nem sempre ser compreendido - como daquela vez numa reunião de autarcas em Lisboa onde se lembrou de especular sobre o que aconteceria se o uma bomba os matasse a todos naquele momento, menos a ele, claro.
Em Belém, ninguém se lembra de o ver zangado.
Quando as coisas não correm bem, encolhe os ombros e diz "Para a próxima corre melhor".

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