sábado, 9 de fevereiro de 2019

Um olhar alentejano

Por muito que se fale do assunto, apesar de as coisas estarem muito melhores, há situações em que o sexismo ainda está longe de estar arrumado.
A história de hoje aconteceu em dezembro e passou-se na Alemanha.
O BV Cloppenburg, da quinta divisão germânica, está a lutar pela manutenção.
À procura de treinador, a direção do clube não hesitou e escolheu Imke Wubbenhorst, antiga internacional alemã nos escalões jovens, que treinava a equipa feminina, tornando-se a primeira mulher a treinar uma equipa masculina.
A muito gente isto faz confusão, sendo que os jornalistas logo aproveitam para perguntas que bem podiam ficar no lote das dispensáveis.
Já há quatro anos perguntaram à sueca Pia Sundhage - vencedora do prémio da FIFA em 2012 - se uma mulher podia ter sucesso a liderar uma equipa de homens, ao que ela respondeu "Angela Merkel lidera um país inteiro".
Desta vez a pergunta sexista não demorou muito.
Poucos dias depois de assumir o cargo, Imke foi confrontada com a questão, se tinha pedido aos seus jogadores para se vestirem quando ela entrava no balneário.
A resposta saiu com fina ironia "Claro que não, sou profissional e escolho o meu onze pelo tamanho dos pénis".
Arrecada lá esta, oh jornalistazinho!

Sem comentários: