terça-feira, 19 de março de 2019

Um olhar alentejano

Será sempre um assunto fraturante.
A pena de morte.
Sempre que acontece algum bárbaro atentado como o ocorrido na Nova Zelândia, sinto-me tentado a apelar à velha expressão do olho por olho, dente por dente.
A certeza de que a vida humana é o valor mais importante da humanidade, parece-me indesmentível.
Os que são contra a pena capital utilizam esta máxima como principal argumento.
Mas será que merece viver quem, por um qualquer motivo, invade um espaço e chacina dezena e dezenas de pessoas?
Sempre que ocorrem estas horrendas matanças, recordo-me imediatamente da expressão do norueguês Anders Breivik quando era julgado em tribunal.
Tranquilidade absoluta e nem um pingo de arrependimento, culpado da morte de 77 pessoas em Oslo e na ilha de Utoya, que a única que fizeram de errado foi estar no local onde aquele louco desencadeou o seu ataque, totalmente preparado e levado a cabo com uma frieza monstruosa.
Não sou um defensor da pena de morte, mas em casos como estes, onde não existe nenhum tipo de atenuante, só a própria vida do assassino poderia minimizar a dor dos que se vem privados de familiares e amigos.
Sem compaixão!

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