Carlos do Carmo anunciou a sua retirada, antes de se andar a arrastar por esses palcos fora, conforme confessou.
"Há pessoas que têm uma grande capacidade de durar até aos 90 ou até aos 100 anos a cantar, mas não é esse o meu caso".
Faz este ano 80 anos, a 21 de dezembro.
Não sabia que é o um sagitariano como eu, com 20 anos, menos 9 dias a separarem-nos no calendário da vida.
Sempre admirei o seu trabalho - acho que só mesmo o Cavaco Silva é que não gosta dele - e não me esqueço do único espetáculo dele que vi ao vivo.
Foi no Aula Magna, auditório que fica integrado Reitoria da Universidade Clássica de Lisboa, onde recriou o espetáculo que tinha apresentado - no final dos anos 70 - no Olympia de Paris e que deu origem a um trabalho ao vivo.
Quem não consegue cantarolar Lisboa Menina e Moça, Os Putos, Gaivota ou Canoas do Tejo, entre muitos outros êxitos que vão ficar para sempre imortalizados na voz de Carlos do Carmo.
Dois concertos em novembro, nos coliseus de Lisboa e Porto e um novo disco são um ponto final de uma carreira com mais de 50 anos.
Uma música a fechar, em jeito de muito obrigado Carlos.
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