Estávamos em 2002.
Nesse ano o Ricardo deixava o 1º ciclo escolar e mudava de escola.
A reunião de Pais coincidia com esta viagem.
Como diz o povo A cavalo dado não se olha o dente ou seja se o patrão quer pagar uma viagem a Paris, os Avós vão à reunião.
Era a primeira vez - e a única até hoje - que íamos visitar a Cidade Luz, ainda por cima com os nossos amigos Tó e Teresa.
Preparei-me, comprei um livrinho sobre a cidade e ficaram célebres o meus boiões de cultura.
Parávamos para descansar e eu desbobinava informações sobre o local onde estávamos, apesar de eles não ligarem grande coisa ao meu discurso.
Descemos o Sena, subimos ao topo da Torre Eiffel, passeámos nos Champs Elysees, mas a imponência da Catedral de Notre Dame deixou-nos extasiados.
Sempre centenas e centenas de pessoas a circularem no seu interior, mas o que se ouvia eram vozes que diziam "no photo, no photo" que ressoavam no seu interior.
Quando vi aquelas imagens de ontem, com as línguas de fogo a destrui-la, recordei a minha visita aquele templo que é um bocadinho de todos nós.
A queda do seu pináculo, rodeado de chamas, simboliza a destruição que se abateu sobre um dos símbolos da capital francesa e o monumento histórico mais visitado da Europa.
Uma enorme tristeza.
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