sábado, 18 de maio de 2019

Um olhar alentejano

Começo por fazer uma declaração de interesses.
Não sou católico, nem professo qualquer religião.
Contudo, respeito todas os católicos, assim como todos aqueles que tem outras opções religiosas.
Como a maioria dos miúdos do meu tempo andei na catequese, fui escuteiro e por isso frequentei a Igreja.
Digamos que era uma espécie de obrigação, fruto destas duas atividades, mas pouco tempo depois deixei de a frequentar.
No tempo que lá andei aprendi, claro, algumas das orações que são referidas durante a celebração, nomeadamente a Avé Maria e o Pai Nosso.
Há dias deparei com a notícia de que a nova tradução da Bíblia, da responsabilidade da Conferência Episcospal Portuguesa, ia provocar alterações no texto do Pai Nosso.
No início, onde se lia "santificado seja o Vosso nome", vai passar a ler-se "santificado seja o teu nome".
Na parte final da oração surgem as principais novidades.
Quando aprendi era "e não nos deixais cair na tentação, mas livrai-nos do mal", e agora vai ser alterado para "e não nos leves até à provação, mas livra-nos do Maligno".
Compreendo que o objetivo é efetuar uma atualização em determinadas expressões, mas será correto tratar Deus por tu?
A mim não me faz diferença, mas será que os católicos estão de acordo?

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