sábado, 4 de maio de 2019

Um olhar alentejano

Tenho ouvido e lido com muita atenção o que se diz e escreve sobre o - vou chamar-lhe assim - caso Rui Pinto.
Vamos aos factos.
Aproveitando os seus talentos para espiar computadores alheios, conseguiu um conjunto de informações ligadas ao mundo do futebol.
Segundo ele diz, era só porque é louco por futebol e irrita-se com muita coisa que anda por aí.
Afirmou também que nunca quis ganhar dinheiro com os elementos que roubou.
Obviamente que provas obtidas desta forma não podem ser utilizadas em tribunal, mas há pessoas que acham que estes elementos poderiam ser utilizadas para cobrar impostos a pessoas que fugiram a eles.
Claro que sou contra a quem foge às suas obrigações tributárias, mas não pode ser desta forma que se penaliza quem não cumpre.
Parece uma espécie de brigadas populares que querem fazer justiça pelas suas próprias mãos, não querendo saber das autoridades e tribunais.
O polícia deve fazer, de forma legal, ou seja autorizado por um tribunal, o mesmo que fez Rui Pinto.
Ou será que não existem nas autoridades pessoas com essas qualidades? 

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