segunda-feira, 6 de maio de 2019

Um olhar alentejano

Confesso que nunca fui daqueles Fangios ao volante.
Sempre conduzi com precaução, mesmo em alturas em que a irreverência pedia mais velocidade.
Uma das principais armas para evitar os acidentes é utilizar uma condução defensiva, coisa que sempre utilizei com bons resultados, pois em mais de 40 anos de carta de condução apenas tive um acidente mais grave - no primeiro ano de carta - e do qual não fui responsável.
O balanço da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária para o 1º trimestre deste ano não é muito agradável.
É verdade que diminuíram o número de acidentes em relação ao mesmo período de 2018, quase menos 800, mas morreram mais quatro pessoas.
Quem podia contribuir, melhor, para alertar os condutores são os órgãos de comunicação social.
Um exemplo.
Há dias houve um acidente na A28, perto de Torres Vedras, que provocou o choque em cadeia.
O que diziam as televisões e as rádios sobre o motivo do acidente?
Foi uma queda de granizo.
Não foi não, foi o facto dos condutores não adaptarem a forma de conduzir às condições climatéricas do momento.
Este é que foi o motivo do acidente. 

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