sábado, 22 de junho de 2019

Um olhar alentejano

Um dia destes descobri que tenho andando a falar com um craque do futebol do distrito de Évora e não sabia.
Como se costuma dizer, a conversa é como as cerejas e foi assim que lá cheguei.
Fui de manhã, como habitualmente, à padaria do André, comprar o pãozinho de São Bartolomeu do Outeiro.
Encontrei-o a conversar com o senhor que eu não conhecia, enquanto ele fumava um cigarro, e o tema era futebol.
O André ausentou-se para atender uns clientes e rapidamente percebi que o seu intelocutor era de Oriola - para onde irei morar dentro de meses - e ligado ao Ouriolenses, clube local.
Digo-lhe eu "não correu muito bem este ano", ao que ele me respondeu "Alguém tinha que ficar em último".
Entro dois risos, ele foi-me dizendo que o André é o tal craque para mim desconhecido.
"Fui o melhor marcador da Liga AFE - o segundo escalão distrital - com 24 golos", explicou, golos obtidos ao serviço do Outeiro, terra que o viu nascer.
Na próxima temporada, depois de vários convites, vai jogar no Aguiar, coletividade que está no mesmo campeonato, mas com a vantagem de ser a localidade de residência do André.
Para terminar a pequena conversa, pergunto ao Manuel Rosa - entretanto ele apresentou-se - se tínhamos ali o Seferovic alentejano?
"Amigo, é mais o João Félix".
Ficou prometido que vou ver jogar o meu padeiro, André Félix, no Aguiar.

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