Trata-se de uma explicação com mais de 30 anos.
Um jornalista nunca deve utilizar palavras caras, pois nunca sabemos quem nos está ouvir, nem o seu nível cultural.
Foi o enorme Adelino Gomes que o disse e nunca mais me esqueci.
Nos dias que correm, o vulgar é perfeitamente o contrário, ou seja, os jornalistas usarem expressões que parecem vindas duma leitura marrona do dicionário português.
Um exemplo de há pouco.
Falava na SIC Notícias Ricardo Costa sobre o Conselho Europeu desta tarde.
Logo no início disse que o que faltava era a "tecnicalidade".
Não teria sido mais fácil dizer as condições técnicas do acordo?
Querem outra da mesma autoria?
"Frugalidade" para falar na qualidade de poupar.
Não é por dizer palavrões que somos melhores jornalistas, mas às vezes parece que alguns pensam que sim.
Até amanhã.
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