terça-feira, 11 de janeiro de 2022

O Melhor Pé Esquerdo de Oriola


Pé Esquerdo de hoje, além dos espaços habituais, vai ter a história da miséria do futebol português, por capítulos como uma boa telenovela.

Este primeiro texto de hoje é o enquadramento do que foi um dos jogos mais vergonhosos do futebol português.

A 27 de novembro a Belenenses SAD recebeu o Benfica, não pediu antecipadamente o adiamento do jogo, a Liga assobiou para o lado, sendo que os azuis apresentaram-se em campo só com 9 jogadores, perdiam 7-0 ao intervalo, entraram para a segunda parte só com sete elementos e pouco depois o jogo terminou por inferioridade numérica.

A receita da bilheteira e da transmissão televisiva, necessária para a Direção de Rui Pedro Soares pagar ordenados no final do mês, fez com que o clube não tivesse solicitado o adiamento.

 

O CANTINHO LUSO de hoje vai para Leonardo Jardim, técnico do Al Hilal, que venceu a Supertaça da Arábia Saudita, derrotando o Al Faisaly, também ele treinado por um português, Daniel Ramos.

Na final realizada em Riade, a equipa de Jardim esteve a perder por dois golos, conseguiu empatar e ser mais forte no desempate por grandes penalidades.

Os treinadores portugueses a continuarem em grande por esse Mundo fora. 

 

Depois do escândalo no Jamor, foram muitas as reações, com o FC Porto, através do seu diretor de comunicação, a escrever no Twitter que "Há sempre quem atire Portugal para o terceiro mundo. Que falta de vergonha", atacando o Benfica.

Liga finalmente acordou, reuniu de urgência com os clubes e estes aprovaram um novo regulamento, que referia que desde que uma equipa tivesse pelos menos 13 jogadores disponíveis – incluindo um guarda-redes – podia apresentar-se em campo.

Esta situação só se aplicaria se os clubes não chegassem a acordo para o adiamento do mesmo, ou se Autoridade de Saúde local não decidisse isolar toda a equipa infetada. 

 

No QUE MAUS de hoje – um espaço sobre coisas que me enervam – vou falar sobre os segundos que medeiam entre uma decisão da equipa de arbitragem e da sua validação pelo VAR, não só em Portugal, como por esse Mundo fora.

Neste curto espaço de tempo, os jogadores das duas equipas pressionam o árbitro de forma desproporcionada, enquanto este vai explicando que está à espera de indicações.

Na maioria dos casos, um ou mais amarelos eram uma boa medida.

 

Arranque de 2022 e no Estoril surge um surto de Covid que atingiu três dezenas de elementos, da equipa principal e sub-23, com a Direção dos canarinhos a pedir o adiamento.

O FC Porto não aceitou o pedido, baseando-se no regulamento recentemente aprovado, tomando uma atitude que me parece correta.

Se existe uma regulamentação aprovada não deviam os clubes poderem acordar adiamentos, permitindo com aqueles com quem têm boas relações, fazendo precisamente o contrário quando quem o solicita não está na esfera das suas amizades. 

 

O nosso destino no GPS de hoje é o centro do País. 

Vamos até à Moita Boi, onde em 1977 foi criada a Associação de Promoção Social, Desportiva, Recreativa e Cultural, aldeia que faz parte da freguesia do Louriçal que perdeu 9,5% da sua população nos últimos dez anos, tendo nesta altura um pouco mais de 4200 habitantes.

A equipa faz parte da 1ª divisão da Associação Futebol de Leiria, não tendo ainda conseguido qualquer ponto na prova esta temporada.

Perto de duas horas distam de Lisboa, podendo disfrutar de uma boa refeição na Churrasqueira O Carlão, onde uma feijoada de chocos é uma boa opção.

 

A receção do Estoril aos azuis-e-brancos acabou por se realizar na data aprazada, mas deixando no ar que o que foi aprovado pelos clubes não resolve o problema das questões de transparência desportiva.

Os da Linha queixaram-se, mas lá foram jogar.

Os do Norte argumentaram que não tinham datas disponíveis.

A necessidade é criar regras claras e inequívocas.

Na esfera desportiva - enquanto o Covid nos continuar a condicionar - só há adiamentos se, comprovadamente, uma equipa não tiver 13 jogadores disponíveis.

Acordos para adiar jogos não deviam existir!

 

Ficando já candidato a um dos melhores golos do Ano, o primeiro do Atlético de Madrid, ontem no El Madrigal, casa do Villarreal, foi uma verdadeira obra de arte.

Se ainda não viu, procure numa internet perto de si e veja esta maravilha da autoria do argentino Angel Correa que, obviamente, fica com O VELHO de hoje.

 

Até para a semana.

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