Foi a bomba no início da semana passada, no dia em que a seleção se reuniu para o Mundial.
A entrevista de Cristiano Ronaldo vai dar muito que falar, numa altura em que é impossível conhecer todas as repercussões da mesma.
O internacional português é suficientemente inteligente para ter colocado nos pratos da balança o timing desta entrevista, definido por ele próprio.
Sem querer colocar em causa a veracidade das suas declarações – os focados vão desmentir – o risco da altura escolhida para estas declarações vai provocar ondas de choque que dificilmente passarão ao lado da seleção nacional.
Vilão ou herói, tudo dependerá da prestação de Ronaldo no Catar.
Com os campeonatos parados, O CANTINHO LUSO está por esta altura desempregado.
Ele vai regressar ao trabalho quando terminar o Mundial.
Frederico Varandas, presidente do Sporting, deu a semana passada uma entrevista à RTP.
Já várias vezes o escrevi que admiro a postura do líder sportinguista, um homem com visão, que conseguiu recuperar o clube depois da travessia do deserto provocada por Bruno de Carvalho.
Uma das coisas que não concordo na presidência dos três grandes, é desculparem-se dos seus falhanços, trazendo para a liça das comparações os seus principais adversários internos.
A entrevista em causa foi interessante, Varandas esclareceu tudo o que havia a esclarecer, mas não conseguiu fugir à tentação de enviar algumas bicadas para o outro lado da Segunda Circular: “O Benfica nas últimas três épocas investiu mais de 200 milhões euros e ganhou zero títulos”.
A melhor forma de um clube ser melhor é preocupar-se com o que se passa lá dentro.
Não tem sido o melhor ano de Marcelo Rebelo de Sousa.
Depois das declarações sobre os abusos cometidos pela Igreja, agora são os direitos humanos que estiveram na boca do Presidente da República.
No final do jogo com a Nigéria, afirmou: “O Catar não respeita os Direitos Humanos, é criticável, mas concentremo-nos na equipa”.
O que passa com o Marcelo?
Claro que sim, merece o PALERMA MAU desta semana.
Eu sou daqueles que nunca concordei com a penalização aos jogadores que festejam um golo tirando a camisola, mas é o que é.
Mas já há bastante tempo que se vê com enorme frequência, quando há um golo, digamos, importante, que todo banco da equipa entra no terreno para fazer parte da festa.
Mas não é mais grave toda a rapaziada entrar em campo, do que o marcador de um golo mostrar os abdominais?
Se a ideia é não perder tempo, qual das duas situações penaliza mais o tempo de jogo?
Há regras no futebol que são estúpidas, mas estas duas têm uma solução fácil.
Após a marcação do golo os que estão lá dentro que festejem alegremente, vestidos ou em tronco nu.
Já os que estão no banco, só podem entrar em campo, durante o jogo, se forem para substituir alguém.
Perece-me fácil, não?
O distrito de Viseu foi o destino do GPS desta semana, onde fomos encontrar o Grupo Desportivo e Recreativo de Canas de Senhorim, coletividade fundada em 1934, que ocupa nesta altura a 6ª posição da Zona Sul da Divisão de Honra da Associação distrital.
Pertecente ao concelho de Nelas, a freguesia de Canas de Senhorim perdeu 5% da sua população na última década, registando um pouco mais de três mil e trezentos habitantes no final de 2021.
A hora e meia do Porto e a sensivelmente o dobro de Lisboa, quando lá chegar faça mais quinze minutos até Cabanas de Viriato e siga para o Restaurante Casa Piano onde pode comer umas excelentes enguias.
O Mundial começou no domingo, mas não vou falar da vertente desportiva, mas sim de uma palermice, ao nível da que falei sobre o despir da camisola nos festejos do golo.
O sul-coreano Heung-min-Son vai usar uma máscara de proteção na face, na sequência de uma lesão no campeonato inglês ao serviço do Tottenham.
Utilizou uma no treino, mas a FIFA não autorizou o uso dessa porque tinha o 7 – o seu número - pintado na frente da mesma, porque os regulamentos só autorizam o número no equipamento.
O argentino Lionel Messi mostrou as botas que vai utilizar na prova, um novo modelo da Adidas, douradas, com o número 10 escarrapachado nelas.
Então qual é a diferença?
A ditadura dos senhores da FIFA, é, no mínimo, uma parvoíce.
Marcar o primeiro golo num Mundial é sempre importante.
Bisar no jogo inaugural é extraordinário.
Aconteceu ao equatoriano Enner Valencia, jogador dos turcos do Fenerbhaçe, orientados por Jorge Jesus.
Para Valencia segue O VELHO de hoje.
Até para a semana.

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