terça-feira, 6 de dezembro de 2022

O Melhor Pé Esquerdo de Oriola

Li há dias um interessante artigo sobre as arbitragens deste Mundial, que tem sido, genericamente boas, mas também era não difícil com tantos meios tecnológicos e tantos árbitros no VAR.

Mesmo assim aconteceram alguns erros inexplicáveis, normalmente de árbitros oriundos de países onde a competição tem um nível baixo, pois não é mesma coisa arbitrar um jogo, por exemplo, no Ruanda, do que um no Mundial.

O texto – da autoria do antigo árbitro Duarte Gomes – referia que para os melhores jogos devem estar os melhores árbitros, afirmação que eu corroboro.

Mas para isso é necessário que a FIFA acabe com o sistema de quotas que obrigam a estarem árbitros de países onde as provas internas são de fraca qualidade, nomeadamente de competições onde não há vídeo arbitragem.

No mesmo artigo questionava-se o facto, se para o Mundial vão as melhores seleções, depois de um complicado processo de apuramento, se para elas vão os melhores jogadores, porque é que não são os melhores árbitros a ser escolhidos, independentemente do país onde nasceram?

Assino por baixo. 

 

Vamos lá olhar para a parte desportiva do Mundial, espreitando aqui, num breve resumo, o que foi a fase de grupos, começando por dizer que todas as 32 formações marcaram e sofreram golos.

Olhando para os oito primeiros classificados, a primeira constatação é que nenhuma venceu os três jogos, sendo que as três seleções que estavam apuradas no final da 2ª jornada (França, Brasil e Portugal), perderam no último jogo.

Várias desilusões, mas a principal foi a Alemanha que começou mal e acabou empurrada para fora da prova, com uma ajuda importante da Espanha.

A Bélgica foi outra surpresa, mas o balneário contribuiu muita para a eliminação, sendo que também se esperava mais dos dinamarqueses.

Pela positiva, australianos, senegaleses e suíços que se apuraram e pontuaram ao nível de primeiros classificados.

 

Os belgas digeriram mal a derrota frente a Marrocos, com De Bruyne a dizer que a equipa está velha, Vertonghen a responder que “em termos ofensivos não estamos a criar oportunidades”, enquanto que Hazard falou na falta de velocidade dos centrais da Bélgica.

Perante estas declarações, o selecionador Roberto Martínez reconheceu existirem “tensões”, segundo ele “naturais em todas as famílias”.

Para esta família desavinda segue o PALERMA MAU de hoje, ... que recebem já em casa.

 

Para não enjoar com o tema Mundial, vou dar um salto ao futebol caseiro.

Todos nós sabemos que os treinadores são sempre os culpados dos maus resultados, mas há situações diferentes de perceber.

Não acho que um técnico, só porque fez um projeto interessante num clube deve lá ficar para sempre, mas entendo que se deve ter respeito por alguém que tanto fez por uma coletividade.

Em 2019, Álvaro Pacheco pegou no comando técnico do Vizela, em dezembro, numa altura em que equipa estava no Campeonato de Portugal, não conseguiu a promoção nessa temporada, mas nas três seguintes levou a formação vizelense à 1ª Liga.

Com o boné como imagem de marca, Pacheco foi despedido a semana passada, numa altura em que o Vizela está na 13ª posição, 6 pontos acima da linha de descida, argumentando a SAD do clube que o motivo foi a “divergência de opiniões em relação ao projeto desportivo”.

Será que o Vizela queria ser campeão e Álvaro Pacheco acha que não há hipóteses?

 

O GPS desta semana teve de viajar de avião para aterrar na Ilha Terceira, onde fomos conhecer o Juventude Desportiva Lajense, coletividade fundada em 1958, que nesta altura lidera o Campeonato de Futebol dos Açores.

O clube está sediado no município da Praia da Vitória, na freguesia das Lajes, mesmo ao lado do Aeroporto Internacional e da Base Aérea com o mesmo nome.

De microfone na mão e auscultadores na cabeça, já estive várias vezes na Terceira, pelo que posso sugerir o Restaurante La Barca, na Avenida Marginal da sede do concelho.

 

Para fechar o texto de hoje, e antes de atribuir o meu prémio semanal, algumas linhas para falar da prestação de Portugal frente à Coreia.

Foi o típico jogo em que marcámos cedo, o 1º lugar estava garantido, com o Uruguai a vencer, e relaxamos, à boa maneira lusa.

Já sobre o episódio aquando da substituição de Ronaldo, percebo o seu desagrado, pois ninguém gosta de ser substituído, mas porquê negar o que toda a gente viu?

Ontem, Fernando Santos esclareceu que quando falou no final do jogo não conhecia as palavras do capitão, afirmando depois de ver as imagens: “não gostei nada, não gostei mesmo nada”, mas que o assunto ficou resolvido dentro de casa.

Como dizia a Teresa Guilherme, isso agora não interessa nada, vamos lá mas é ganhar hoje aos suíços. 

 

Kylian Mbappé marcou no domingo dois golos, ultrapassou Cristiano Ronaldo, igualou Eusébio e Messi com nove golos em fases finais de Mundiais e só tem 23 anos.

Para ele vai O VELHO de hoje. 

 

Até para a semana.

Sem comentários: