Está a ganhar lugar cativo por aqui, infelizmente, nem sempre pelos melhores motivos.
Uma fonte do Al Nassr confirmou que Cristiano Ronaldo, além dos 200 milhões de euros correspondentes ao contrato de dois anos e meio, vai receber outro tanto para promover a candidatura da Arábia Saudita – em conjunto com Egito e Grécia - ao Mundial de 2030.
Até aqui tudo bem, não fosse o facto de nessa corrida estar Portugal, em conjunto com Espanha e Ucrânia.
Apesar de a FIFA ainda não se ter pronunciado sobre a possibilidade de países de continentes diferentes poderem concorrer juntos, acho que o capitão da seleção portuguesa devia pronunciara-se sobre a veracidade destas notícias.
Posteriormente, outra fonte do Al Nassr, veio negar a notícia avançada pelo próprio clube, pelo que há mentirosos na costa.
A confirmar-se esse apoio à candidatura, só restava uma atitude ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol.
Afastar de forma definitiva Cristiano Ronaldo da seleção portuguesa.
Esperemos bem que não.
A tarefa da equipa mais portuguesa da Premier League, esta época, vai ser bem difícil.
O Wolverhampton tem vindo, aos poucos, a recuperar, mas ainda está muito perto da zona de despromoção.
As vitórias em casa são fundamentais, sendo que esta semana no CANTINHO LUSO, o destaque vai – mais uma vez – para Daniel Podence que marcou o golo solitário no triunfo sobre o West Ham.
Ainda há pouco eu falava de alguém estar a mentir, para chegar já a uma nova situação em que um está a faltar à verdade.
Eu sei que o português é uma língua traiçoeira, como dizia o outro, mas também sei que o preço do quilo da honestidade está pelas horas da morte.
Aquando da apresentação do novo selecionar nacional, Fernando Gomes afirmou: “O que posso confirmar é que a única proposta concreta que fizemos foi a Roberto Martínez”.
Na passada quinta-feira José Mourinho falou sobre o assunto: “O presidente disse-me que eu era, não só a primeira escolha, como a única.
Como diz António Costa, “ora bem”, vamos lá perceber o que aconteceu, em dois momentos.
No primeiro percebe-se que a palavra “concreta” mudou de significado.
Em segundo lugar, acho que o Special One ficou ressabiado por causa das palavras de Fernando Gomes, mas esqueceu-se de guardar para si um assunto que devia ter ficado guardado no final das negociações.
Resta saber quem mentiu.
Os dois ou só um deles?
Sempre mostrou ser um avançado como não há muitos.
Também é verdade que um ponta-de-lança, à maneira antiga, precisa de um estilo de jogo que potencie as suas qualidades.
O VELHO desta semana vai para Gonçalo Ramos, que foi fundamental para o Benfica resgatar a derrota no derby.
Aos 21 anos é o melhor número nove português.
Para fechar o texto desta semana, reservei este espaço para falar do derby, aquele que é diferente de todos os outros.
Mais do que falar do jogo, por esta altura já mais do que escalpelizado pelas resmas de comentadores desportivos da nossa praça e especialistas em arbitragem, puxei pela cabeça à procura de um que eu tivesse assistido.
Vi vários na Luz, mas acho que apenas dois em Alvalade, ambos no velhinho José Alvalade, um deles a fazer a narração para a Rádio Íris de Samora Correia, a 6 de maio de 2000, com a companhia do Hélio Justino nos comentários.
Foi uma noite marcada por um grande temporal, com as rádios locais a ficarem na esplanada – como lhe chamávamos – bem junto ao relvado, com a cobertura a ser feita por chapéus-de-chuva, com o problema de que eu fiquei entre as biqueiras do nosso e dos vizinhos do lado.
O Sporting precisava de vencer para se sagrar campeão, fez tudo para ganhar o jogo, mas quando parecia que os golos tinham ficada em casa nessa noite de inverno, Sabry marcou para o Benfica, na transformação de um livre direto, batendo Peter Schmeichel.
Duas horas depois do jogo ter terminado - quando cheguei a casa - ainda estava encharcado, cuecas incluindo.
Os leões foram campeões uma semana depois, vencendo no campo do Salgueiros.
Até para a semana.
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