Quando chega a meia-noite do último dia do mercado de transferências, os treinadores devem ter duas sensações contraditórias, apesar de, naturalmente, quase nunca as exprimirem.
Por um lado, a satisfação de manterem os principais jogadores, por outro, aquele sabor amargo de não ter chegado um reforço ambicionado.
Olhando para a nossa Liga, dois jogadores foram protagonistas nas últimas horas desta janela de transferências: Enzo Martinéz e Pedro Porro.
Já há dias, talvez semanas, que se tinha percebido que ambos queriam rumar à Premier League.
Quer se concorde ou não com este espaço de transações – eu voto contra – os jogadores são tentados com a majoração dos muitos por cento do seu vencimento atual, ficando com a cabeça noutro lugar.
Claro que existem as cláusulas de rescisão, mas se o jogador quiser ficar onde está, não é um saco com muitos milhões de euros para o seu clube, que o obriga a ser transferido.
Concluindo, os clubes fizeram bons negócios, Enzo e Porro não ficaram contrariados, sendo que agora vão beijar outro emblema, que passa a ser o clube do seu coração.
Para fugir à rotina semanal, o CANTINHO LUSO desta semana foi à procura de um emigrante português a brilhar, neste caso, no campeonato germânico, mas que não marcou nenhum golo nos últimos dias.
Não marcou, mas Raphael Guerreiro, internacional português do Borussia Dortmund, fez três assistências na vitória (5-1) sobre o Friburgo estando em destaque na Bundesliga.
Nós por cá gostamos muito de bater recordes.
Nem sequer estou a falar daqueles mais palermas, só para irem para o Guiness Book.
Olhando para o lado futebolístico, temos o Cristiano Ronaldo que já bateu quase todos, mas numa altura em que ele partiu para a Arábia Saudita, tínhamos necessidade de ir buscar alguém para o nosso País ser ainda mais falado por esse Mundo fora.
O jogador profissional mais velho em atividade é japonês, chama-se Kazu Miura, faz 56 anos este mês e vai jogar – emprestado até ao final da época - com a camisola 11 da Oliveirense, equipa da Liga 2 portuguesa. O internacional nipónico está na sua 38ª época como jogador, começou no Brasil, tendo passado por Itália, Croácia e Austrália, sendo que depois de várias épocas a jogar no Japão, no Yokohama, clube do Grupo Onodera, que detém atualmente a maioria do capital da SAD do clube de Oliveira de Azeméis, concordou em colocar Portugal no mapa do seu percurso como jogador.
As coisas que esta malta se lembra.
Chama-se Armindo Tué Na Bangna, nasceu na Guiné, em Bissau, há 28 anos.
Chegou a Portugal para a formação do Sporting, depois passou pela Turquia, Espanha, Alemanha, Grécia e Países Baixos.
Este mês regressou ao nosso país, no domingo estreou-se pelo SC Braga e marcou dois golos em dois minutos, ele que não jogava desde agosto.
Para Bruma vai O VELHO desta semana.
Nos últimos dias muito se tem falado da detenção de elementos das claques de Benfica e Sporting, um caso que estava a ser investigado desde abril do ano passado.
Paralelamente, também ouvi alguma indignação com as possíveis penas de prisão para os utilizadores de pirotecnia dentro dos estádios.
Antes de opinar sobre estes dois temas, acho que temos que fazer uma distinção entre elementos das claques e sócios e simpatizantes dos clubes, duas coisas completamente diferentes.
Sobre o primeiro assunto, há muito que se sabe que as claques são um antro de negócios escuros e ilícitos.
Relativamente ao segundo tema, só me espanta como é que depois de mais de vinte e cinco anos entre o assassínio de um adepto do Sporting numa final da Taça, só agora se fale nesta possibilidade, estranhando como é que os Grupos Organizados de Adeptos estão contra a proposta que prevê a proibição do uso de explosivos e pirotecnia nos estádios de futebol, com Martha Genes, presidente da Associação Portuguesa de Defesa do Adepto, a falar em medidas castradoras e discriminatórias.
Claro que, nos dois casos, estamos a falar de gente que não gosta de futebol, com a diferença de que os primeiros são delinquentes, enquanto que os segundos são só estúpidos.
Até para a semana.
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