quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

O Avô em Ceroulas


“Já era para ter falado nisto no ESPERTO d’A BOLA de ontem, mas um ano de Roberto Martínez por cá adiou o tema para hoje”, explicou ele.

“E vais falar de quê?”.

“De Fórmula 1 e dos motivos para a escolha dos números que os pilotos usam nos seus carros”.

“Gosto do tema!”.

“Até 2021 o campeão não era obrigado a usar o #1, mas este ano Max Verstappen vai usá-lo pela terceira temporada consecutiva, por ser uma exigência. O neerlandês já confirmou que quando deixar de o ser vai regressar ao #33, número que escolheu em 2015, pois ele queria o #3, mas era de Ricciardo, sendo que optou pelo duplo #3 para ter o dobro da sorte”.

“E foi uma excelente escolha, a ver pelas vitórias que conseguiu”.

“Sem dúvida. Vamos lá conhecer os motivos dos outros pilotos. 

#2 Logan Sargeant: O preferido era #3, – já sabemos porque não deu – e escolheu este porque foi o seu na Fórmula Renault;

#3 Daniel Ricciardo: Grande fã de Dale Earnhardt que corria com o #3, piloto da NASCAR que faleceu em 2001 nas 500 Milhas de Daytona;

#4 Lando Norris: Sem história, apenas porque combina com a hashtag #L4ndo;

#10 Pierre Gasly: Fácil, fã de Zinedine Zidane, 10 da seleção gaulesa;

#11 Sergio Pérez: Mexicano, outro adepto de futebol, do América e do chileno Ivan Zamorano e ficou com o número dele;

#14 Fernando Alonso: Em julho de 1999 sagrou-se campeão mundial de kart com este número, que nunca mais largou;

#16 Charles Leclerc: Queria o #7 que era de Raikkonen, fez uma equação simples, pois 1 mais 6 são 7;

#18 Lance Stroll: Supersticioso, fez a estreia na F1 com 18 anos;

“20 Kevin Magnussen: Conquistou o título na Fórmula Renault 3.5 em 2013 com ele;

#22 Yuki Tsunoda: O nipónico queria o #11, que era de Pérez, pelo que ficou pelo dobro;

#23 Alexander Albon: Fã de Valentino Rossi, no kart correu com o #46, mas na F1 ficou pela metade;

#24 Zhou Guanyu: A homenagem do piloto chinês a Kobe Bryant, imortalizado com o #24 dos Lakers;

#27 Nico Hulkenberg: Nasceu a 19 de agosto e a soma deles (19+8) resultou no seu número;

#31 Esteban Ocon: No seu primeiro título de kart eram os seus dígitos;

#44 Lewis Hamilton: Era o número da matrícula do carro do Pai quando começou no kart, nunca quis o #1 nos sete títulos mundiais que venceu porque não era obrigatório; 

#55 Carlos Sainz: Preferia o #5 – que já era de Vettel – mas como o S no seu primeiro nome, assim como o do seu apelido são semelhantes ao 5, resultou no 55;

#63 George Russel: O irmão fazia kart com este número, tornando-se no número da família;

#77 Valtteri Bottas: Mais um que queria o #7, mas aproveitou o 77 para a sua recente marca de produtos Bo77as;

#81 Oscar Piastri: Depois de vários números, chegou este que saltou da F4 britânica”.

“Até estou cansado!”, ri-me eu. “Que venha a temporada de 2024”.

   

Oitavos de final da Taça de Portugal na Luz, começaram melhor os arsenalistas com um golo às três tabelas, jogo sempre com ritmo alto, com os encarnados a darem a volta ao marcador – Rafa e Arthur Cabral – na parte final da primeira parte.

No arranque da segunda metade, com a mesma solução – Zalazar - mas com mais qualidade, o SC Braga chegou ao empate, Aursnes colocou o Benfica de novo da frente – grande assistência de Cabral – um golo que decidiu uma eliminatória que merecia um prolongamento. 

 

Até amanhã. 

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