segunda-feira, 14 de julho de 2025

Segunda-Feira, Porquê?


Reuniões Indignas

 

Claro que quando começo a escrever o texto de mais uma irritação, na maioria dos casos, já sei que assunto vou tratar, o que não é o caso de hoje.

Quando oiço ou vejo uma coisa que me tira do sério, anoto o tema para escrever sobre ele mais tarde, mas já olhei para a meia-dúzia desses tópicos e nada me inspira, pelo que estou irritado.

Quem me conhece mais de perto, já se deve ter questionado: A ideia que eu tinha de ti é que eras um tipo bem-disposto.

E sou!

Mas todos nós já nos deparámos com uma coisa, ficamos aborrecido com ela e apetece-nos ficar irritado.

Esta reflexão fez-me recordar um sketch do Gato Fedorento, onde dois cidadãos assistiram a um acidente de viação, entretanto surge uma televisão, daquelas que aparecem em todo o lado, não pelos melhores motivos, e procuram ouvi-los para saberem o que originou aquela ocorrência.

O primeiro a ser ouvido está muito revoltado, tenta explicar o que aconteceu, aos berros, mas passados alguns segundos ele acalma-se e pergunta ao outro se não quer ser ele a indignar-se, o que acontece com o mesmo nível de aborrecimento, situação que se vai repetindo, entre indignação e descanso.

Enquanto recordava este divertido episódio, lembrei-me de algo que me irritava quando estava profissionalmente ativo.

Reuniões de trabalho!

A seguir a reuniões de condomínio, era daquelas coisas que me deixava muito irritado, sendo que as do prédio eram, normalmente, anuais, enquanto que as laborais não tinham periodicidade, ou seja, eram quando o organizador lhe apetecia.

Começo pelo horário das ditas cujas.

Nunca eram muito cedo, pois assim privilegiava os que tinham dificuldades em se levantarem cedo, o que não era o meu caso.

Primeira irritação.

Depois tinham uma hora para começar, uma previsível para terminar, mas que, quase sempre, não era cumprida.

Segunda irritação, esta com um grau mais elevado, pois muitos vezes entrava à bruta no meu horário de almoço ou de saída.

Qualquer reunião de trabalho tinha sempre uma ordem de trabalhos, com vários assuntos, ela começava com o organizador a agradecer a nossa presença, sendo que quinze minutos depois, ainda não tínhamos entrado no primeiro tem do dia.

Nesta altura do campeonato, eu aguentava-me, de vez em quanto enviava aos abusadores ou abusadoras, o meu olhar mais ameaçador possível, na expetativa que surgisse efeito, mas nada, a fuga para a frente prosseguia.

Ultrapassados os primeiros sessenta minutos, esgotava-se a minha paciência, eu interrompia o discurso sobre alhos, quando o tema era bugalhos, o chefe da coisa dava-me razão e pedia para não fugirem ao tempero.

Com a minha irritação nos 7 graus da escala de Richter, a reunião chegava ao fim, ficando eu sempre com a sensação de que foram horas perdidas, sem nada de produtivo como resultado.

Que indignação!

 

Para a semana há mais irritações.

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