Dois Segundos
Este é um assunto que eu trago várias vezes à baila, a necessidade de alteração das regras de modalidades desportivas, nomeadamente do futebol.
Há muitos anos que se percebeu que quem tem o poder de fazer estas alterações, são muito conservadores, demorando imenso tempo a fazê-las, o que me irrita solenemente.
Depois há outros desportos que são o reverso da medalha, ou seja, ainda não houve tempo para se perceber se teve efeito o que se pretendia, já está a ser de novo alterada, como é o caso do hóquei em patins.
No arranque desta temporada voltaram a ser efetuadas várias alterações às regras deste desporto, o que aliás acontece quase todas as épocas.
Só para perceberem do que falo, sem grande preocupação da ordem cronológica, vou só dar o exemplo da marcação de uma grande penalidade nesta modalidade.
Durante muito tempo a marcação era possível de executar, após o apito do árbitro, mas há uns anos, sem se perceber muito bem porquê, o homem do apito deixou de apitar, fazendo gestos com o braço, sinalizando o tempo que o jogador tinha para alvejar a baliza de forma direta, mas, felizmente, já se voltou à apitadela para autorizar a movimentação.
Nestas situações o guarda-redes já teve várias exigências, desde de nem sequer puder mexer os olhos, passou a ser possível movimentar-se, mas só dentro da sua área, até chegar aos dias de hoje, onde pode mexer-se após o apito do árbitro.
Também a marcação do penálti já teve mais que uma versão, desde deixar ao jogador a escolha do remate direto ou seguir para a baliza, passou a ser obrigatório o remate direto, para esta temporada voltar a deixar para o autor da cobrança a escolha.
Tudo isto, como é natural, irrita-me, pois é preciso dar tempo para ver se a coisa beneficia, ou não, o desporto em causa, o que não tem acontecido nesta modalidade de que tanto gosto.
Mas para não dizerem que eu só sei é dizer mal, não sou capaz de elogiar alguma coisa, para esses, preparem-se e oiçam bem.
Estou muito contente com a nova lei dos oito segundos no futebol.
Verdade!
De um momento para o outro dois segundos resolveram um problema que se arrastava há anos.
Mas é por causa de dois segundos?
Claro que não, o que aconteceu é que como o árbitro tem que sinalizar os cinco segundos finais da contagem dos oito, ele não pode fazer de conta que não sabe contar e deixar a coisa correr, como acontecia anteriormente.
Para a semana há mais irritações.

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