sábado, 16 de junho de 2007

16 de Junho

David de Jesus Mourão-Ferreira nasceu a 24 de Fevereiro de 1927. Escritor e poeta lisboeta licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1951, onde oito anos mais tarde foi professor.
Destacou-se como um dos grandes poetas contemporâneos do Século XX.
Trabalhou em várias publicações, das quais se destacam a Seara Nova e o Diário Popular, para além de ter sido um dos fundadores da revista Távola Redonda.
Entre 1963 e 1973 foi secretário-geral da Sociedade Portuguesa de Autorese no pós-25 de Abril, foi director do jornal A Capital e director-adjunto de O Dia.
No governo, desempenhou o cargo de Secretário de Estado da Cultura de 1976 a Janeiro de 1978 e em 1979.
Foi autor de alguns programas de televisão de que se destacam "Imagens da Poesia Europeia", para a RTP.
Em 1981 é condecorado com o grau de Grande Oficial da Ordem de Santiago da Espada. Em 1996 recebe o Prémio de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores e, no mesmo ano, recebe a Grã-Cruz da Ordem de Santiago da Espada.
Escreveu diversas obras em poesia e prosa, das quais de destaca Um Amor Feliz, romance que o consagrou como ficcionista valendo-lhe vários prémios.
Faleceu há 11 anos.

5 Escudos (1925)

sexta-feira, 15 de junho de 2007

A cidade dos deuses selvagens

Depois de jantar, sentei-me em frente do portátil. A ideia era fazer um post. Sobre o quê?
Pensei, voltei a pensar mas decidi ir acabar de ler o livro que estou a terminar.
Em 2002 Isabel Allende escreve A cidade dos deuses selvagens.
Uma ficção à volta do jovem Alexander Cold, que devido à doença da mãe parte com a extravagante avó Kate, numa expedição da National Geographic à selva amazónica, em busca de um estranho animal que muito pouca gente viu e que os indígenas chamam "A Besta". Outros membros da expedição, dirigida por um petulante antropólogo, são dois fotógrafos norte-americanos, uma bela médica, um guia venezuelano e a sua surpreendente filha de nove anos.
Estou a poucas páginas do fim, vamos lá ver como termina...

15 de Junho

José Sobral de Almada Negreiros nasceu em Trindade, S. Tomé e Príncipe a 7 de Abril de 1893. Foi um artista multidisciplinar, diversificando a sua actividade como pintor, escritor, poeta, ensaísta, dramaturgo e romancista, tendo ficado ligado ao grupo modernista.
Em 1913 apresenta na Escola Internacional de Lisboa, a sua primeira exposição individual composta de 90 desenhos. Aqui trava conhecimento com Fernando Pessoa, com quem edita a Revista Orpheu juntamente com Mário de Sá Carneiro.
Júlio Dantas, médico, poeta, jornalista e dramaturgo, era a maior figura da intelectualidade da época e afirma que a revista é feita por gente sem juízo. Irónico, mordaz, provocador mesmo, Almada responde com o Manifesto Anti-Dantas, onde escreve: "...uma geração que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos, e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração! Morra o Dantas, morra! Pim!"
De entre os seus inúmeros trabalhos ficou célebre o retrato de Fernando Pessoa, pintado em 1954.
Faleceu a 15 de Junho de 1970, há 37 anos, no Hospital de S. Luís dos Franceses, em Lisboa, no mesmo quarto onde morrera seu amigo Fernando Pessoa.

20 Centavos (1922)

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Hábitos

Há hábitos que se adquirem cedo e que se mantêm aos longo dos anos.
Um deles foi o que acabei de fazer: preencher o Totoloto e o Euromilhões.
Desde miúdo que me lembro do meu pai fazer o Totobola e comecei também a pôr as cruzes. Perdão, números, pois nessa altura ainda se colocava o 1, X ou 2.
Anos mais tarde e bastantes, surgiu o Totoloto, que foi uma grande novidade e quase acabou com o Totobola. Para ajudar, juntou-se-lhe o Loto 2.
Finalmente surgiu, mais recentemente, o Euromilhões, que qual galinha dos ovos de ouro, quase terminou com a vida dos restantes jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Não morreram, mas estão a sôro.
Os tempos mudaram e hoje já nem vou ao agente, pois faço tudo via Internet.
Prémios é que nem vê-los, mas não perco a esperança de um dia deste virar excêntrico.

14 de Junho

Foi baptizado como Enrico Nicola Mancini e nasceu em Cleveland, Estados Unidos da América, a 16 de Abril de 1924.
Conhecido como Henry Mancini, foi um compositor e realizador musical.
É lembrado principalmente por ter sido um dos mais conhecidos compositores de bandas sonoras para a televisão e o cinema, ganhando um número considerável de prémios Grammy's, equivalente aos Óscares para música.
Nascido numa família ítalo-americana, Mancini nasceu no estado de Ohio e cresceu em West Aliquippa, na Pensilvânia. Apesar de ter sido colocado no exército durante a 2ª Guerra Mundial, conseguiu trocar a infantaria pela banda.
As composições pelas quais é mais conhecido incluem Moon River, música do filme de 1961, Breakfast at Tiffany's e o tema dos filmes A Pantera Côr-de-Rosa.
Grande parte do seu trabalho pode ser classificado no género easy listening.
Mancini morreu aos setenta anos de idade em Beverly Hills, Califórnia, Estados Unidos da América.
Faz hoje 13 anos.

10 Centavos (1922)

quarta-feira, 13 de junho de 2007

13 de Junho

Santo António de Lisboa nasceu em Lisboa a 15 de Agosto de 1195, de seu nome de baptismo Fernando Martim de Bulhões e Taveira Azevedo.
É também conhecido como Santo António de Pádua, por ter vivido e falecido naquela cidade italiana, em 13 de Junho de 1231. Regra geral, os Santos católicos são conhecidos pelo nome da cidade onde falecem e onde permanecem as suas relíquias - pois na doutrina cristã a morte não é mais que a passagem para a verdadeira vida - e não daquela que os viu nascer. Assim sucede com Fernando de Bulhões, que nas demais línguas europeias é chamado de Pádua e apenas referenciado pelos povos de língua portuguesa como de Lisboa.
Era um pregador culto e apaixonado, conhecido pela sua devoção aos pobres e pela habilidade para converter heréticos.
Santo António detém o recorde de canonização da Igreja Católica. Foi declarado santo menos de um ano decorrido sobre a sua morte, em 30 de Maio de 1232.
É o santo padroeiro das cidades de Pádua e de Lisboa, sendo que nesta última substituiu a antiga devoção ao mártir São Vicente de Saragoça.
Morreu há 776 anos.

Recordação

Foi há 18 anos. Eu e a Célia tinhamos acabado de juntar os trapinhos.
Juntámos um grupo de amigos e lá fomos. Andámos quilómetros no meio da multidão. Pelo caminho fomos apanhando outros amigos que se juntavam a nós.
Pelas ruelas mais ou menos inclinadas dos bairros típicos de Lisboa, lá fomos festejando o Santo António.
Foi uma noite de arromba que terminou, já o sol nascia, nas instalações do Correio da Manhã Rádio, nas Amoreiras, onde tinhamos um amigo nosso a trabalhar.
Por um motivo ou outro, não repetimos a experiência.
Fica a recordação dessa viagem pelas ruas de Lisboa, para nós inesquecível.

2 Escudos e 50 Centavos (1922)

terça-feira, 12 de junho de 2007

12 de Junho

Zé Povinho é uma personagem de crítica social, criada por Rafael Bordalo Pinheiro que apareceu pela primeira vez em 12 de Junho de 1875.
Surgiu num exemplar de A Lanterna Mágica, num desenho alusivo aos impostos, onde apresenta Fontes Pereira de Melo vestido de Stº António com o menino D. Luís I ao colo, enquanto Serpa Pimentel, Ministro da Fazenda, sacava o dinheiro ao Zé, que permanecia boquiaberto, a coçar a cabeça, vestido com um fato rural gasto e roto. Ao lado, o comandante da Guarda Municipal, observa de chicote na mão, para prevenir uma eventual resistência.
Nos números seguintes da publicação, o Zé Povinho continua a surgir de boca aberta e sem intervir, resignado perante a corrupção e a injustiça, ajoelhado pela carga dos impostos e ignorante das grandes questões.
Tem como caracteristica principal o gesto do manguito, representando a sua faceta de revolta e insolência.
Tornou-se uma figura identificativa do povo português, criticando de uma forma humorística muitos dos problemas sociais e políticos da sociedade portuguesa, e caricaturando o povo português na sua característica de eterna revolta perante o abandono e esquecimento da classe política, embora pouco ou nada fazendo para alterar a situação.
O próprio Rafael Bordalo Pinheiro dizia "O Zé Povinho olha para um lado e para o outro e...fica como sempre...na mesma".
Já passaram 132 anos mas a figura e a intenção mantêm-se actual.

Fair-play azul celeste

Já não bastava ter marcado um golo com a mão na última jornada, agora o argentino Lionel Messi vem dizer que o Barcelona devia pagar ao Maiorca para ganharem ao Real Madrid, possibilitando assim ao seu clube ser campeão.
É bom que o jogador blaugrana não se esqueça que primeiro têm que ganhar o seu jogo e esperar um deslize do seu adversário.
É o que dá compará-lo com Maradona.
Nos disparates já está perto.

20 Escudos (1920)

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Asneira

Eu sei bem que a pressão é grande. Que as notícias têm que aparecer rápido no site, mas...

A Sérvia venceu, esta noite, a Itália por 2-1, assumindo a liderança do Grupo B do Campeonato da Europa de sub-21, uma vez que Inglaterra e República Checa não tinham ido além do nulo no primeiro encontro do dia.
Um golo solitário de Dejan Milovanovic, à passagem dos 63 minutos, ditou o resultado final da partida, na maioria do tempo dominada pelos italianos.


Que troquem um nome a um jogador eu até compreendo, agora o resultado...ai, ai.
Esta asneira foi hoje no site d´Bola.

Agenda

Alguns dos habituais leitores do Tio Jorge têm-me pressionado para escrever mais, para não me ficar pelas Efémerides diárias.
Não é por falta de assunto que deixo as opiniões e os comentários no tinteiro. Essencialmente é por falta de tempo e algum cansaço á mistura.
Desde o deserto a Sul, passando pelo Dia de Portugal, Europeu de sub-21, final de Rolland-Garros e a Ota, muito haveria para escrever.
Por agora fica a promessa de tentar, mais vezes, dar umas dicas sobre o que se vai passando, de forma ligeira, mas tentando não deixar passar os acontecimentos que fazem parte da agenda dos mídia e não só.

11 de Junho

Nelson Rolihlahla Mandela nasceu em Qunu, a 18 de julho de 1918. Hoje faz 89 anos.
Advogado, foi o principal representante do movimento anti-apartheid, como activista, sabotador e guerrilheiro. Mais tarde chegou a presidente do seu país, a África do Sul, entre 1994 a 1999.
Como jovem estudante do direito, envolveu-se na oposição ao regime do apartheid, que negava aos negros, que eram a maioria da população, direitos políticos, sociais e económicos.
Uniu-se ao Congresso Nacional Africano (ANC) em 1942 e dois anos depois fundou a Liga Jovem do ANC.
Em 1961 tornou-se comandante do braço armado do ANC, tendo siso preso em Agosto de 1962. Mandela, em Fevereiro de 1985, não quis trocar uma liberdade condicional pela recusa em incentivar a luta armada.
Após grande pressão internacional, foi libertado em Fevereiro de 1990, por ordem do presidente Frederik Willem de Klerk. O ANC também foi legalizado.
Mandela e de Klerk dividiram o Prémio Nobel da paz em 1993.
Após o fim do mandato de presidente, Mandela voltou-se para a causa de diversas organizações sociais e de direitos humanos.

10 Escudos (1920)

domingo, 10 de junho de 2007

10 de Junho

Celebra-se hoje o Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas.
Esta data é coincidente com a morte de Luís Vaz de Camões, que é frequentemente considerado como o maior poeta de língua portuguesa e dos maiores da Humanidade.
O seu génio é comparável aos de Virgílio, Dante, Cervantes ou Shakespeare. Das suas obras, a epopeia Os Lusíadas é a mais significativa.
Camões, não há a certeza, nasceu em Lisboa ou Alenquer, em 1524 ou 1525, também em relação ao ano não há certezas.
Entre 1542 e 1545, viveu em Lisboa, trocando os estudos pelo ambiente da corte de D. João III, conquistando fama de poeta e feitio altivo.
Viveu algum tempo em Coimbra onde teria frequentado o curso de Humanidades, talvez no Mosteiro de Santa Cruz.
Parte para Ceuta em 1549 e por lá fica até 1551. Era uma aventura comum na carreira militar dos jovens, recordada na elegia Aquela que de amor descomedido. Num cerco, teve um dos olhos vazados por uma seta.
De regresso a Lisboa, não tarda em retomar a vida boémia. São-lhe atribuídos vários amores, não só por damas da corte mas até pela própria irmã do Rei D. Manuel I.
Passa por Goa e Macau, onde terá escrito a maior parte de Os Lusíadas que é considerada a principal epopeia da época moderna devido à sua grandeza e universalidade.
Camões morreu há 427 anos em Lisboa.
Hoje é o dia de Portugal.

2 Escudos e 50 Centavos (1920)