terça-feira, 19 de junho de 2007

Amar

Apeteceu-me ouvir um sotaque do lado de lá do Atlântico. Calmo e melancólico em final de dia.
Adriana e Daniela, duas vozes que não nos deixam indiferentes...amar também é isto.

19 de Junho

Salman Rushdie nasceu em Bombaim, India, a 19 de Junho de 1947, faz hoje 60 anos.
Ensaísta e autor de ficção, muita da qual encenada em território indiano. O seu estilo narrativo, mesclando o mito e a fantasia com a vida real, tem sido descrito como conectado com o realismo mágico.
Já era um autor consagrado quando venceu o Prémio Booker em 1981, com a obra Os Filhos da Meia-Noite, mas tornou-se incomparavelmente mais famoso após a publicação do livro Versículos satânicos, em 1989, que causou controvérsia no mundo Islâmico, devido à sua descrição ofensiva do profeta Maomé.
A 14 de Fevereiro de 1989 foi ordenanda a sua execução pelo o líder do Irão, Ruhollah Khomeini, defenindo o seu livro como uma: "Blasfémia contra o Islão".
Tudo isto porque Rushdie comunicava através do romance que já não acreditava no Islão. Khomeini ordenou a todos os: "muçulmanos zelosos" o dever de tentar assassinar o escritor, os editores do livro que soubessem dos conceitos do livro e quem tomasse conhecimento de seu conteúdo.
A obra infanto-juvenil Haroun e o Mar de Histórias foi escrita pelo autor como uma forma de explicar ao seu filho porque razão tinha perdido a liberdade de expressão.

5 Escudos (1925) [2]

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Rita Ferro

Estava a ler o desabafo do Ouriço ao meu post sobre A cidade dos deuses selvagens, que entretanto já terminei. Já percebi que ele gosta da autora.
Eu também gostei. Curiosamente foi o segundo livro que li da Isabel Allende, o outro foi o Zorro. Agora fiquei curioso em ler A casa dos espíritos, que já deu origem a um filme gravado no nosso Alentejo.
Agora enquanto o Ouriço anda de volta do Kafka, eu sigo para uma literatura mais light. Tenho por aqui dois ou três livros da Rita Ferro, que ofereci à Célia e escolhi o último editado por esta escritura, Não me contes o fim.
Ainda vou nas primeiras páginas, mas dentro do estilo, parece-me interessante.
Aqui fica a sinopse.

Numa ilha brasileira, uma jovem do Porto vive e trabalha numa estância de turismo. Intercalando a narração com as aventuras e desventuras do seu quotidiano e do grupo de colegas de várias nacionalidades com quem o partilha, vivemos o seu percurso desde a adolescência no seio de uma família tradicional, as suas relações, a descoberta da vida, do amor e da sexualidade, e, acima de tudo, a vontade de se afirmar e de sobreviver.

18 de Junho

Hector Yazalde nasceu a 29 de Maio de 1946 em Buenos Aires, tendo-se tornado, como jogador do Sporting, num dos mais temíveis goleadores que vestiu a camisola verde-e-branca.
Devido à sua condição social desfavorecida, começou a trabalhar aos 13 anos para ajudar no sustento da família. Vendeu jornais, depois bananas e por último a partir gelo.
Em 1965 foi assistir ao treino do seu amigo Horácio Aguirre, no Piraña, clube de amadores de Buenos Aires e pediu que alguém lhe emprestasse um equipamento para treinar. Na mesma tarde assinou o contrato e recebeu 2.000 pesos argentinos, que era o equivalente ao que recebia num mês.
Dois anos passados transferiu-se para o Independiente de Buenos Aires. Aos 20 anos, sagrou-se pela primeira vez campeão e recebeu o troféu de melhor marcador. Pouco tempo depois foi chamado à selecção Argentina.
Em 1968 revalidou o título de Campeão Nacional da Argentina.
Em 1970, surgiram convites do Santos, do Palmeiras, do Valência, do Lyon, do Nacional de Montevidéu e do Boca Juniors, mas quem o convenceu foi o Sporting.
Na primeira temporada que jogou pelo Sporting, Yazalde não apareceu, mas na temporada de 1973/1974, o popular Chirola marcou 46 golos em 30 jogos e conquistou a Bota de Ouro europeia.
Em 1975, transferiu-se para o Marselha, mas não foi feliz. Voltou para a Argentina, onde se tornou empresário de futebol.
Faleceu há 10 anos em Buenos Aires.

20 Centavos (1925)

domingo, 17 de junho de 2007

De branco

Terminou há minutos o campeonato espanhol de futebol com a vitória do Real Madrid.
Eu fiquei satisfeito.
Desde de miúdo que gosto dos merengues por causa...da côr. Eu explico.
Quando era miúdo e via os, poucos, jogos de futebol que dava na TV, quase sempre entre equipas estrangeiras, perguntava ao meu pai de quem ele era. Ele dizia que não era de nenhum, mas eu insistia, até que lá dizia: "Sou dos brancos". E eu também era.
Daí vem o meu gosto pelo Real.
Mais tarde, quando joguei mais de uma dezena de anos no Alhandra Sporting Club, lá ía tentando a minha sorte junto do Senhor Sesimbra - roupeiro do clube durante décadas - quando os adversários tinham equipamentos semelhantes ao nosso: "Hoje podíamos jogar à Real Madrid". Nunca me fez a vontade. O mais perto que andei, se a memória não me atraiçoa, foi jogar de camisola e calção branco e meias...vermelhas.
Com esta vitória os madrilenos conseguiram atingir a bonita marca de 30 títulos de campeão.

17 de Junho

Eddy Merckx nasceu em 17 de Junho de 1945 em Meensel-Kiezegem, Bélgica, há 62 anos. Foi na opinião de muitos o maior ciclista de todos os tempos.
A sua carreira começa em 1961 e três anos depois ganha seu primeiro título importante a 5 de Setembro de 1964: Campeão Mundial amador. No ano seguinte torna-se profissional.
Possui a mais impressionante lista de títulos do ciclismo mundial, obtendo 525 vitórias ao longo de toda a sua viada desportiva. O seu apetite voraz por vitórias valeu-he a alcunha de Canibal.
Ganhou o Giro e o Tour cinco vezes e uma vez a Vuelta. No Tour, em França, obteve 34 vitórias em etapas e vestiu a camisa amarela durante um total de 96 dias. Em 1969 Merckx terminou o Tour com as camisolas amarela, verde (pontos) e das bolinhas (montanha).
Obteve o recorde mundial da hora em 25 de outubro de 1972 no México com 49,431 km.
É considerado o maior atleta belga de todos os tempos, tendo sido nomeado três vezes como atleta mundial, em 1969, 1971 e 1974.
Merckx retirou-se das competições em Maio de 1978.
Actualmente é um empresário de sucesso como fabricante de bicicletas e comentador desportivo de ciclismo. Quando lhe perguntam que conselho daria a ciclistas jovens que desejam ser profissionais, diz: "Pedalem bastante".

10 Escudos (1925)

sábado, 16 de junho de 2007

Desilusão, parvoíce e afins

Acabei de ver Portugal, com a sua selecção de sub-21, ficar de fora das meias-finais do Europeu. Já se sabia que a tarefa era quase uma missão impossível, não na dificuldade em bater Israel, mas sim na impossibilidade de Holanda e Bélgica conseguirem outro resultado que não fosse um empate. Nem que fosse 50-50. Razão têm a rapaziada do basquetebol, onde não há empates para ninguém, que é o mesmo que dizer que nunca um resultado pode ser bom para os dois.
É o que dá deixar as resoluções para o fim.
Este campeonato está a ser transmitido pela TVI, de longe o pior canal dos que podem ser vistos em Portugal.
Até pode ser coincidência, mas dois Europeus dados pelo antigo canal da Igreja, nós duas vezes fora das meias-finais de Europeus de sub-21.
Proponho que proibam a televisão do Moniz de dar futebol, principalmente este categoria. E o Benfica também.
A conversa já vai longa não quero deixar de falar do Valdemar Duarte, narrador de tudo o que é futebol neste canal.
Há dois anos quando João Pereira jogava no Benfica, este senhor repetia vezes sem conta que "João Pereira não tem categoria...". Agora já consegue descobrir grandes qualidades no jovem lateral direito nacional.
Das duas uma, ou é parvo ou a culpa é do Gil Vicente, onde o João jogou este ano. Estou mais inclinado para a primeira hipótese.

16 de Junho

David de Jesus Mourão-Ferreira nasceu a 24 de Fevereiro de 1927. Escritor e poeta lisboeta licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1951, onde oito anos mais tarde foi professor.
Destacou-se como um dos grandes poetas contemporâneos do Século XX.
Trabalhou em várias publicações, das quais se destacam a Seara Nova e o Diário Popular, para além de ter sido um dos fundadores da revista Távola Redonda.
Entre 1963 e 1973 foi secretário-geral da Sociedade Portuguesa de Autorese no pós-25 de Abril, foi director do jornal A Capital e director-adjunto de O Dia.
No governo, desempenhou o cargo de Secretário de Estado da Cultura de 1976 a Janeiro de 1978 e em 1979.
Foi autor de alguns programas de televisão de que se destacam "Imagens da Poesia Europeia", para a RTP.
Em 1981 é condecorado com o grau de Grande Oficial da Ordem de Santiago da Espada. Em 1996 recebe o Prémio de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores e, no mesmo ano, recebe a Grã-Cruz da Ordem de Santiago da Espada.
Escreveu diversas obras em poesia e prosa, das quais de destaca Um Amor Feliz, romance que o consagrou como ficcionista valendo-lhe vários prémios.
Faleceu há 11 anos.

5 Escudos (1925)

sexta-feira, 15 de junho de 2007

A cidade dos deuses selvagens

Depois de jantar, sentei-me em frente do portátil. A ideia era fazer um post. Sobre o quê?
Pensei, voltei a pensar mas decidi ir acabar de ler o livro que estou a terminar.
Em 2002 Isabel Allende escreve A cidade dos deuses selvagens.
Uma ficção à volta do jovem Alexander Cold, que devido à doença da mãe parte com a extravagante avó Kate, numa expedição da National Geographic à selva amazónica, em busca de um estranho animal que muito pouca gente viu e que os indígenas chamam "A Besta". Outros membros da expedição, dirigida por um petulante antropólogo, são dois fotógrafos norte-americanos, uma bela médica, um guia venezuelano e a sua surpreendente filha de nove anos.
Estou a poucas páginas do fim, vamos lá ver como termina...

15 de Junho

José Sobral de Almada Negreiros nasceu em Trindade, S. Tomé e Príncipe a 7 de Abril de 1893. Foi um artista multidisciplinar, diversificando a sua actividade como pintor, escritor, poeta, ensaísta, dramaturgo e romancista, tendo ficado ligado ao grupo modernista.
Em 1913 apresenta na Escola Internacional de Lisboa, a sua primeira exposição individual composta de 90 desenhos. Aqui trava conhecimento com Fernando Pessoa, com quem edita a Revista Orpheu juntamente com Mário de Sá Carneiro.
Júlio Dantas, médico, poeta, jornalista e dramaturgo, era a maior figura da intelectualidade da época e afirma que a revista é feita por gente sem juízo. Irónico, mordaz, provocador mesmo, Almada responde com o Manifesto Anti-Dantas, onde escreve: "...uma geração que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos, e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração! Morra o Dantas, morra! Pim!"
De entre os seus inúmeros trabalhos ficou célebre o retrato de Fernando Pessoa, pintado em 1954.
Faleceu a 15 de Junho de 1970, há 37 anos, no Hospital de S. Luís dos Franceses, em Lisboa, no mesmo quarto onde morrera seu amigo Fernando Pessoa.

20 Centavos (1922)

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Hábitos

Há hábitos que se adquirem cedo e que se mantêm aos longo dos anos.
Um deles foi o que acabei de fazer: preencher o Totoloto e o Euromilhões.
Desde miúdo que me lembro do meu pai fazer o Totobola e comecei também a pôr as cruzes. Perdão, números, pois nessa altura ainda se colocava o 1, X ou 2.
Anos mais tarde e bastantes, surgiu o Totoloto, que foi uma grande novidade e quase acabou com o Totobola. Para ajudar, juntou-se-lhe o Loto 2.
Finalmente surgiu, mais recentemente, o Euromilhões, que qual galinha dos ovos de ouro, quase terminou com a vida dos restantes jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Não morreram, mas estão a sôro.
Os tempos mudaram e hoje já nem vou ao agente, pois faço tudo via Internet.
Prémios é que nem vê-los, mas não perco a esperança de um dia deste virar excêntrico.

14 de Junho

Foi baptizado como Enrico Nicola Mancini e nasceu em Cleveland, Estados Unidos da América, a 16 de Abril de 1924.
Conhecido como Henry Mancini, foi um compositor e realizador musical.
É lembrado principalmente por ter sido um dos mais conhecidos compositores de bandas sonoras para a televisão e o cinema, ganhando um número considerável de prémios Grammy's, equivalente aos Óscares para música.
Nascido numa família ítalo-americana, Mancini nasceu no estado de Ohio e cresceu em West Aliquippa, na Pensilvânia. Apesar de ter sido colocado no exército durante a 2ª Guerra Mundial, conseguiu trocar a infantaria pela banda.
As composições pelas quais é mais conhecido incluem Moon River, música do filme de 1961, Breakfast at Tiffany's e o tema dos filmes A Pantera Côr-de-Rosa.
Grande parte do seu trabalho pode ser classificado no género easy listening.
Mancini morreu aos setenta anos de idade em Beverly Hills, Califórnia, Estados Unidos da América.
Faz hoje 13 anos.

10 Centavos (1922)

quarta-feira, 13 de junho de 2007

13 de Junho

Santo António de Lisboa nasceu em Lisboa a 15 de Agosto de 1195, de seu nome de baptismo Fernando Martim de Bulhões e Taveira Azevedo.
É também conhecido como Santo António de Pádua, por ter vivido e falecido naquela cidade italiana, em 13 de Junho de 1231. Regra geral, os Santos católicos são conhecidos pelo nome da cidade onde falecem e onde permanecem as suas relíquias - pois na doutrina cristã a morte não é mais que a passagem para a verdadeira vida - e não daquela que os viu nascer. Assim sucede com Fernando de Bulhões, que nas demais línguas europeias é chamado de Pádua e apenas referenciado pelos povos de língua portuguesa como de Lisboa.
Era um pregador culto e apaixonado, conhecido pela sua devoção aos pobres e pela habilidade para converter heréticos.
Santo António detém o recorde de canonização da Igreja Católica. Foi declarado santo menos de um ano decorrido sobre a sua morte, em 30 de Maio de 1232.
É o santo padroeiro das cidades de Pádua e de Lisboa, sendo que nesta última substituiu a antiga devoção ao mártir São Vicente de Saragoça.
Morreu há 776 anos.