Hoje a vontade é de dizer mal, mas receio perder público ao pensarem que a rapariga é uma mal disposta com a vida, o que não é verdade.
No entanto, a propósito do que o Tio Jorge publicou há uns dias atrás, sobre a educação dos meninos, há casos gritantes que mais uma vez me levaram ao desespero e sendo assim tenho de fazer o jeito ao dedo.
Um dos jogos deste fim-de-semana do Ricardo foi numa cidade da linha do Estoril. Já não era a primeira que lá íamos e as experiências nunca tinham sido muito boas, mas desta vez...
Não vou entrar em grandes pormenores, só chamar a atenção a coisas que são contra tudo o que é o desporto. Quando os adultos do lado de fora incitam os filhos à violência, quando por tudo e por nada se mostra desagrado, quando um treinador incita para ir ao homem, quando o stick se torna numa arma em vez de um acessório de jogo, quando no fim se apupa a equipa adversária... Digam-me, isto é desporto?
É para isto que o meu filho anda no desporto?
Não sou perfeita, porque também mando as minhas bocas, mas há que ter algum bom senso. Os meninos lá dentro não podem estar preocupados com o jogo e com o mau comportamento do público que está lá para apoiar e não para enervar.
Tirando isso, continuo a achar que desporto faz bem ao Ricardo e por isso, enquanto ele quiser, vou continuar na sua sombra, a apoiá-lo e a incentivá-lo no seu desporto de eleição: o hóquei em patins.
Célia Paulino
terça-feira, 16 de outubro de 2007
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
15 de Outubro
Há 96 anos, nasce o escritor neo-realista português Manuel da Fonseca. Natural de Santiago do Cacém, descreveu a vida dura dos alentejanos em obras como Planície (1941), Cerromaior (1943) e Seara de Vento (1958).Morreu com 81 anos.
in O Leme
domingo, 14 de outubro de 2007
14 de Outubro
Há 17 anos, morre Leonard Bernstein, maestro e compositor norte-americano.Tinha 72 anos.
in Wikipédia
sábado, 13 de outubro de 2007
Ai, ai...
Neste meu caminhar diário, casa , trabalho, universidade, casa, sou um adepto incondicional dos transportes colectivos.CP e Carris ajuda-me a chegar aos locais onde preciso estar, com a vantagem que vou lendo um livro, um jornal ou alguns apontamentos, aproveitando desta forma o pouco tempo disponível nas 24 horas.
Faz-me até confusão porque é que os que têm de se deslocar diariamente para Lisboa, continuam a vir no seu automóvel.
Somos um povo estranho.
Ontem quando caminhava para casa, num excelente Inter-Regional, foquei a minha atenção em dois jovens, na casa dos vinte anos, estudantes universitários, que falavam de futebol: "Já sabes que hoje perdemos com a Bulgária, em Sub-21?", ao que o outro respondeu: "Ai foi? Quem é o treinador?". Resposta rápida: " É o Couceiro".
E logo saiu a revolta: "Ah, pois claro com esse...".
Um dos nossos problemas, é que temos a mania de falar de tudo, mesmo que não façamos a mínima ideia do assunto que se fala.
Ai, ai...
13 de Outubro
Há 68 anos, nasce Paul Simon, cantor norte-americano, que integrou a célebre dupla Simon e Garfunkel.in Wikipédia
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Cem contos
Andava à procura de uma foto, quando descobri este recorte de jornal.Recordo-me como se fosse hoje.
Tinha chegado a casa, depois de mais um jogo de andebol no campeonato do Inatel.
Liguei o computador, procurei o site em busca da classificação semanal, e... apareceu o meu nome!
Nem acreditei.
A família estava a dormir.
Não os acordei.
Esperei pelo dia seguinte.
Levantei-me mais cedo que o habitual e acordei-os.
Resmungando, mãe e filho, expliquei-lhes que precisávamos de ver uma coisa no PC.
Com os olhos arregalados, fizemos uma pequena festa.
Transformámos o prémio numa excelente viagem à Madeira, num fim-de-semana alargado, tipo lua-de-mel, versão 2.
Por vezes a sorte está ao virar da esquina.
Criancinhas
Este texto chegou-me só hoje ao conhecimento. Porque não leio a Visão.O jornalista Miguel Carvalho escreveu, a revista publicou em 01/03/2007.
Como só deixo posts de artigos com os quais concordo, aqui está este.
Numa altura em que o Governo se prepara, através de incentivos financeiros, para tentar aumentar a natalidade.
Bom, seria que escolhesse a via educacional, não para a dilatar a família, mas para aumentar a formação, leia-se educação de pais e filhos.
A criancinha quer Playstation. A gente dá.
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.
Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.
Desperta.
É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.
A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal. Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».
Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha? Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo.
E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.
12 de Outubro
Há 209 anos, nasce em Queluz, Dom Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon, que viria a ser o primeiro Imperador do Brasil, como D. Pedro I e o 28º Rei de Portugal, como D. Pedro IV. Morreu com 35 anos.
in O Leme
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Puto
Sobre futebol, hóquei ou outro desporto, sobre a escola, a minha e a dele.
Gosto de lhe dar conselhos, saber como correu a escola, os treinos, a natação.
Mas agora não consigo.
Saio com ele a dormir, chego, geralmente, já no dia seguinte, quando já descansa.
São os sacrifícios que fazemos para chegar ao fim da linha universitária, neste ramal.
Tenho saudades tuas, puto.
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