quarta-feira, 17 de outubro de 2007

17 de Outubro

Há 89 anos, nasce Rita Hayworth, actriz norte-americana, que atingiu o seu pleno sucesso na década de 40, tornando-se símbolo sexual daquela era.
Morreu com 68 anos.

in Wikipédia

São Cristovão e Nevis / Santa Lúcia



Olhar Jovem

Nas Clinícas de Verão, em 2003 Comecei desde muito novo, com os meus 6 aninhos. Assim que me iniciei a jogar hóquei federado, os meus pais, nas férias de Verão, como era muito irrequieto e não gostava de estar parado, inscreveram-me num Estágio de hóquei, na Casa Pia, dirigido pelo Carlos Dantas, o actual treinador dos Seniores do Benfica. Foi uma semana inesquecível, lembro-me como se fosse ontem.
Passei os primeiros dias com dores nos dentes, mesmo tomando os comprimidos. Como ainda não me conseguia equipar sozinho, os meus colegas ajudavam-me com muito carinho. Durante os espaços livres, entre os vários treinos, um dos passatempos era jogar snooker. Lembro-me de uma rapariga “muito elegante” chamada Jennifer. Devido à sua “elegância”, resolvemos baptizar a bola número 7 de Jennifer.
Após 2 anos de interregno, voltei a frequentar um Estágio, desta vez na Parede, as Clínicas de Verão. Também me lembro perfeitamente dessa semana.
Conheci pessoas de todos os pontos do país: Porto Santo, Porto, Coimbra. Foi fantástico! Faz-se montes de coisas além do hóquei: Futebol, Basebol, Paintball, Praia, etc. Para além de que se quiseres ir comprar qualquer coisa, podes-te deslocar ao Plus, a que eu costumo chamar de A Minha Cozinha do Verão!
A partir desse ano, 2002, passei a frequentar as Clínicas.
Para o ano, lá estarei.

Ricardo Paulino

Um Ano




Mais de 700 posts depois, o Tio Jorge regista hoje o seu primeiro aniversário.
Começou tímido, quase por obrigação universitária. Foi crescendo, muito graças aos fiéis leitores que por aqui vão passando diariamente.
Os parabéns vão direitinhos para eles.
Obrigado a todos.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Vila do Porto - Açores

16 de Outubro

Há 214 anos, morre na guilhotina, condenada à morte, Maria Antonieta, arquiduquesa da Áustria e rainha de França.
Tinha 37 anos.

in Wikipédia

Rússia / Ruanda



O Canto da Princesa

Hoje a vontade é de dizer mal, mas receio perder público ao pensarem que a rapariga é uma mal disposta com a vida, o que não é verdade.
No entanto, a propósito do que o Tio Jorge publicou há uns dias atrás, sobre a educação dos meninos, há casos gritantes que mais uma vez me levaram ao desespero e sendo assim tenho de fazer o jeito ao dedo.
Um dos jogos deste fim-de-semana do Ricardo foi numa cidade da linha do Estoril. Já não era a primeira que lá íamos e as experiências nunca tinham sido muito boas, mas desta vez...
Não vou entrar em grandes pormenores, só chamar a atenção a coisas que são contra tudo o que é o desporto. Quando os adultos do lado de fora incitam os filhos à violência, quando por tudo e por nada se mostra desagrado, quando um treinador incita para ir ao homem, quando o stick se torna numa arma em vez de um acessório de jogo, quando no fim se apupa a equipa adversária... Digam-me, isto é desporto?
É para isto que o meu filho anda no desporto?
Não sou perfeita, porque também mando as minhas bocas, mas há que ter algum bom senso. Os meninos lá dentro não podem estar preocupados com o jogo e com o mau comportamento do público que está lá para apoiar e não para enervar.
Tirando isso, continuo a achar que desporto faz bem ao Ricardo e por isso, enquanto ele quiser, vou continuar na sua sombra, a apoiá-lo e a incentivá-lo no seu desporto de eleição: o hóquei em patins.

Célia Paulino

sábado, 13 de outubro de 2007

Ai, ai...

Neste meu caminhar diário, casa , trabalho, universidade, casa, sou um adepto incondicional dos transportes colectivos.
CP e Carris ajuda-me a chegar aos locais onde preciso estar, com a vantagem que vou lendo um livro, um jornal ou alguns apontamentos, aproveitando desta forma o pouco tempo disponível nas 24 horas.
Faz-me até confusão porque é que os que têm de se deslocar diariamente para Lisboa, continuam a vir no seu automóvel.
Somos um povo estranho.
Ontem quando caminhava para casa, num excelente Inter-Regional, foquei a minha atenção em dois jovens, na casa dos vinte anos, estudantes universitários, que falavam de futebol: "Já sabes que hoje perdemos com a Bulgária, em Sub-21?", ao que o outro respondeu: "Ai foi? Quem é o treinador?". Resposta rápida: " É o Couceiro".
E logo saiu a revolta: "Ah, pois claro com esse...".
Um dos nossos problemas, é que temos a mania de falar de tudo, mesmo que não façamos a mínima ideia do assunto que se fala.
Ai, ai...

Santa Cruz da Graciosa - Açores

13 de Outubro

Há 68 anos, nasce Paul Simon, cantor norte-americano, que integrou a célebre dupla Simon e Garfunkel.

in Wikipédia

Peru / Filipinas



sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Cem contos

Andava à procura de uma foto, quando descobri este recorte de jornal.
Recordo-me como se fosse hoje.
Tinha chegado a casa, depois de mais um jogo de andebol no campeonato do Inatel.
Liguei o computador, procurei o site em busca da classificação semanal, e... apareceu o meu nome!
Nem acreditei.
A família estava a dormir.
Não os acordei.
Esperei pelo dia seguinte.
Levantei-me mais cedo que o habitual e acordei-os.
Resmungando, mãe e filho, expliquei-lhes que precisávamos de ver uma coisa no PC.
Com os olhos arregalados, fizemos uma pequena festa.
Transformámos o prémio numa excelente viagem à Madeira, num fim-de-semana alargado, tipo lua-de-mel, versão 2.
Por vezes a sorte está ao virar da esquina.

Criancinhas

Este texto chegou-me só hoje ao conhecimento. Porque não leio a Visão.
O jornalista Miguel Carvalho escreveu, a revista publicou em 01/03/2007.
Como só deixo posts de artigos com os quais concordo, aqui está este.
Numa altura em que o Governo se prepara, através de incentivos financeiros, para tentar aumentar a natalidade.
Bom, seria que escolhesse a via educacional, não para a dilatar a família, mas para aumentar a formação, leia-se educação de pais e filhos.

A criancinha quer Playstation. A gente dá.
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.
Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.
Desperta.
É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.
A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal. Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».
Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha? Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo.
E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.