
Esta semana paramos em Esmoriz, para, como habitualmente, mais um jogo do Vilafranquense.
Como sempre, chegámos umas quatro horas antes da hora do jogo,
porque podia acontecer alguma coisa, dizia sempre o meu
cota.
Almoçámos e quando estávamos a tirar umas fotografias para mais tarde recordar, apareceu uma senhora, possível sem-abrigo, a pedir dinheiro. O meu pai, e muito bem, deu-lhe cinco euros para ela ir comer. E ela lá foi, visivelmente mais satisfeita a um bar que se encontrava por perto.
Às três da tarde, como de costume, começou o jogo, que acabou com uma vitória do Esmoriz.
Naturalmente, era hora de ir para casa, mas eu e o meu pai tínhamos resolvido ir ver o jogo do Benfica, que também jogava pelo Norte do país, mais propriamente em Aveiro, com o Beira-Mar.
O Benfica, por volta dos 50 minutos, já vencia por 3-0.
Junto de nós, estava um adepto sportinguista, que, passados uns minutos, começou a dizer: “O Beira-Mar ainda vai marcar um golo!”.
Por incrível que pareça, logo no lance seguinte, a equipa da casa marcou.
Então, o senhor repetiu: “O Beira-Mar ainda vai mais marcar um!”.
E não é que foi logo a seguir! E o homem, feliz, continuou:
“O Beira-Mar ainda vai empatar isto!”.
Aí o meu pai disse-me, na brincadeira: “Mas temos de atirar o homem lá para baixo ou quê?”. Vá lá que o resultado não se alterou.
Mas a noite ainda não tinha acabado.
No final do jogo, por volta das onze da noite de um domingo, ainda andámos uma hora perdidos para encontrar a auto-estrada e só chegámos a casa às 3 da manhã!
Na próxima quarta-feira haverá mais uma viagem.
Beijinhos e abraços para todos.
Ricardo Paulino