quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Barcelos - Braga

22 de Novembro

Há 510 anos, Vasco da Gama dobra o Cabo da Boa Esperança, na procura de um caminho marítimo para a Índia.

in O Leme

Bahamas

A boina de Saragoça

Esta semana foi um pouco difícil. Muito frio, muitos trabalhos e alguns percalços pelo meio.
No domingo levantamo-nos cedo e fomos em direcção ao famoso Museu del Teatro de Caesaraugusta, um museu muito interessante e bem atractivo para quem tem a época das conquistas romanas como hobbie.
Quando saímos de casa, por volta das 9.30 horas, estavam uns agradáveis dois graus negativos. Não estamos habituadas a estas temperaturas e os nossos corpos muito menos.
Chegamos ao centro da cidade e os lagos estavam congelados, sendo muitos os curiosos que paravam para apreciar a maravilha com que se deparavam. Verdade seja dita que os termómetros não passaram dos 4º centígrados e na segunda-feira o cenário repetiu-se.
Com uma ajudinha do São Pedro aqui do sítio, o frio abrandou e apareceu a chuva, para deste modo ficarmos solidárias com o tempo que se faz sentir em Portugal, que pelo que tenho lido e ouvido, não anda muito famoso.
Como tinha dito na semana passada, começou na passada quinta-feira o nosso trabalho de professoras. Semanalmente, durante duas horas, lá vamos nós dar umas aulitas de bom português à Professora Luísa.
As aulas têm sido muito divertidas, a nossa aluna está a sair-se muito bem com o português, apesar de alguns problemas com os sons que têm muitas das nossas palavras, mas no geral tem sido uma aluna de nota máxima.
Até outro dos nossos professores, que também já aqui falamos, o professor Cuadrat, está a pensar juntar-se ao grupo para aprender um pouco mais de português.
A verdade é que como professoras temo-nos saído muito bem, sendo as solicitações cada vez em maior número. Isto só prova que quando os espanhóis querem, conseguem perceber na perfeição o que dizem os portugueses.
Besos de Zaragoza.
Hasta Jueves.

Cláudia Paulino

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Amares - Braga

21 de Novembro

Há 150 anos, nasce Columbano Bordalo Pinheiro, pintor naturalista e realista português.
Morreu com 71 anos.

in Wikipédia

Azerbaijão

Olhar Jovem

Uma vista da vila de Esmoriz Esta semana paramos em Esmoriz, para, como habitualmente, mais um jogo do Vilafranquense.
Como sempre, chegámos umas quatro horas antes da hora do jogo, porque podia acontecer alguma coisa, dizia sempre o meu cota.
Almoçámos e quando estávamos a tirar umas fotografias para mais tarde recordar, apareceu uma senhora, possível sem-abrigo, a pedir dinheiro. O meu pai, e muito bem, deu-lhe cinco euros para ela ir comer. E ela lá foi, visivelmente mais satisfeita a um bar que se encontrava por perto.
Às três da tarde, como de costume, começou o jogo, que acabou com uma vitória do Esmoriz.
Naturalmente, era hora de ir para casa, mas eu e o meu pai tínhamos resolvido ir ver o jogo do Benfica, que também jogava pelo Norte do país, mais propriamente em Aveiro, com o Beira-Mar.
O Benfica, por volta dos 50 minutos, já vencia por 3-0.
Junto de nós, estava um adepto sportinguista, que, passados uns minutos, começou a dizer: “O Beira-Mar ainda vai marcar um golo!”.
Por incrível que pareça, logo no lance seguinte, a equipa da casa marcou.
Então, o senhor repetiu: “O Beira-Mar ainda vai mais marcar um!”.
E não é que foi logo a seguir! E o homem, feliz, continuou:
“O Beira-Mar ainda vai empatar isto!”.
Aí o meu pai disse-me, na brincadeira: “Mas temos de atirar o homem lá para baixo ou quê?”. Vá lá que o resultado não se alterou.
Mas a noite ainda não tinha acabado.
No final do jogo, por volta das onze da noite de um domingo, ainda andámos uma hora perdidos para encontrar a auto-estrada e só chegámos a casa às 3 da manhã!
Na próxima quarta-feira haverá mais uma viagem.
Beijinhos e abraços para todos.

Ricardo Paulino

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Vidigueira - Beja

20 de Novembro

Há 32 anos, morre o General Franco, data que marca o fim da ditadura em Espanha.
Tinha 82 anos.

in Wikipédia

Áustria

O Canto da Princesa

O Tio Jorge antecipou-se, no entanto, este já era o tema para hoje.
Foi escolhido durante a tarde, quando algumas ruas de Vila Franca de Xira já testemunhavam algumas enchentes.
A água é essencial, é um bem precioso, eu bem sei, mas para o nosso dia-a-dia é uma grande chatice.
Já toda a gente falava da chuva que não caía, por causa das barragens, da agricultura, do frio.
Enfim chegou.
Estávamos a ficar mal habituados é certo, mas quando a chuva cai, ela atrapalha, ai isso atrapalha.
Vejamos, o trânsito fica caótico.
Pronto, vou só abrir um parêntese, para dar uma bicada aos mais incautos senhores de volante na mão. Conduz-se como se a estrada estivesse seca e logo se ouvem anunciar acidentes por aí fora.
Depois é a preocupação com os miúdos que apanham uma molha valente e podem ficar doentes.
E quem tem de apanhar transportes? Concordemos que não é nada agradável.
Principalmente quando vamos de chapéu na mão, um carro passa por uma poça e levamos uma valente banhada.
Estou contigo Tio Jorge, irrita até um santo! E logo a uma segunda-feira de manhã…
Confesso o meu desconforto quando a água começa a cair e não dá indícios de acalmar.
A vida não pára e depois da escrita, ainda tenho de sair, mas vou já adiantando que a vontade é pouca.
O desejo era só um, estarmos todos em casa, de pijaminha vestido e enroscados no sofá.
Para compor a foto de família, só mesmo uma lareira, para apreciar a lenha a arder e aconchegar o ambiente. Aqui está uma coisa que tenho muita pena de não ter.
Hoje fico por aqui, a culpada é a chuva!

Célia Paulino