sexta-feira, 10 de junho de 2011

Primeira sensação

Segundo consta, uma das exigência da Troika, ou apenas vontade da nova AD, é suprimir alguns feriados.
Os principais alvos deverão ser os de cariz religioso, num País, segundo um estudo recente, perto de 90% católico.
O de hoje deve manter-se, pelo menos enquanto não mudarem o nome a este cantinho à beira-mar plantado.
Aproveitem enquanto eles existem.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Após a fuga do Sol

Indispensáveis nesta fase da minha vida são as minhas lambretas.
Não que as utilize muito, mas sempre que necessito de ir à casa de banho, lá pego nelas para me levarem em três pernas, pois a quarta está em descanso umas semanas.

Recordei-me hoje, com saudade, das vezes em que acompanhei a Alentejana, como alcunhámos, carinhosamente, a Volta ao Alentejo em bicicleta.
Longe dos grandes dias de há alguns anos atrás, mantém a sua dignidade nesta sua edição número vinte e nove, com a importante ajuda dos alentejanos que tão bem sabem receber.
No dia do seu arranque, tenho pena de não estar lá!

A boina de Saragoça

Em dia de Inverno, nem dá vontade de sair de casa.
Quando temos em casa uns bichinhos tão queridos como o Sebastião, a Estrela e o Franklim menos vontade se tem. A casa com eles é uma animação.
Gosto imenso destes bichinhos, fazem imensa companhia e são amigos e neles, sim, podemos confiar.
Ao contrário de algumas pessoas que são cruéis e capazes de tudo para alcançar o sucesso, os animais são carinhos e humildes.
Talvez essas pessoas devessem olhar para eles e colocar a mão na consciência, pensando se vale a pena as suas atitudes prepotentes e pouco humildes.
Assim, o futuro não será risonho e muito menos feliz.
Hoje foi um desabafo, para a semana será diferente.
Até para a semana.

Cláudia Paulino

Ponto de exclamação

Como o tempo vai sobrando, enquanto estiver ausente da 5 de Outubro, surge este espaço que pretende escolher uma notícia do dia, daquelas meio loucas, estranhas ou divertidas.
Vamos lá então!

Japoneses inventam orelhas que mexem conforme emoções

Como já é habito, é do Japão que nos chega mais uma novidade insólita no mundo dos gadgets tecnológicos. Uma bandolete, com umas orelhas de gato que reagem conforme o estado de espírito de quem as usa.
O movimento do brinquedo é provocado por sensores que detectam a actividade cerebral da pessoa, garantem os inventores. As orelhas do Necomimi, o nome do brinquedo criado pela empresa Neuroware, levantam-se quando registam um aumento das ondas cerebrais e baixam-se quando a mente está relaxada.


in DN

Primeira sensação

Na minha rotina diária, quando estou a trabalhar, dispenso cerca de 30 minutos para um livro, no comboio, aquando do regresso a casa.
Agora, apesar de ter todo o tempo do mundo, não tenho lido mais, pois enquanto no trem as opções não existem, no acampamento a oferta é maior, além dos mil exercícios diários de fortalecimento muscular que ontem me receitaram.
Mesmo assim, terminei o Sepúlveda e vou atacar mais um Daniel Silva.
A Marcha e o regresso de Michael Osbourne.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Após a fuga do Sol

Uma das minhas companhias, na TV, nestes últimos dias, tem sido a clássica velocipédica francesa, Critério Dauphiné Libéré.
Além de ser um apaixonado do ciclismo, a presença de 3 ciclistas portugueses, faz-me redobrar o interesse, que são os casos de Sérgio Paulinho (117º), Bruno Pires (22º) e Rui Costa que está num sensacional 5º lugar, tendo conquistado hoje a camisola da Juventude.
Com três etapas de montanha - bem duras - até domingo, vamos ver como se aguenta o corredor poveiro, atualmente ao serviço da espanhola Movistar.

De manhã vi pela primeira vez o trabalho do Dr. Ricardo Varatojo.
Eu não sou pessoa de me impressionar, mas uma sutura, com um palmo - dos meus - de comprimento e uns belos 20 ou mais agrafos, ninguém me tira.
A Princesa diz que parece o Frankenstein!

Primeira sensação

Como a perna não cabe - nesta altura do campeonato - dentro da Tartaruga, a ida ao hospital, para substituir esta manta que me envolve o membro inferior direito, vai ser feita no Chico Picasso, com o banco de trás por minha conta.
Como o puto está de relação pegada com a Tartaruga, gerando muitos ciúmes no Chico, vai a Princesa comigo até às Descobertas.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Após a fuga do Sol

Nós no acampamento gostamos de ser criativos.
Fazer com que os finais de dias não sejam sempre iguais.
Por isso, fomos os três à garagem ver se a minha perna cabia na Tartaruga.
Até aqui nada de anormal.
A emoção veio a seguir, porque deixámos a chave na fechadura - por dentro, claro - e ela não gosta que esteja lá outra.
Mas depois, a ajuda dos vizinhos, algumas coincidências e a sorte necessária nestas alturas, fez com que este filme tivesse um final feliz.
E ainda a 7 de Junho!

Rosa Sensual

Primeira sensação

Depois de ter regularizado as funções elementares do organismo - que ficaram de pernas para o ar por causa da epidural - também o habitual sono já regressou.
Mas não posso levantar-me muito tarde, pois tenho gelo para fazer, exercícios de fortificação muscular para fazer e comprimidos para tomar, que iPhone e Mac fazem questão de que eu não me esqueça.
Quem fica a perder é o Ricardo que tem que se levantar, também, para me ajudar nestas tarefas.
Obrigado miúdo!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Após a fuga do Sol

Enclausurado no acampamento, os assuntos não abundam.
Vi ténis, li o jornal e vi a ressaca do dia das eleições.
Também tenho mais tempo para andar no Facebook, onde vi o José Alberto Carvalho - agora na TVI - a dizer que a noite eleitoral da RTP ia para intervalo.
Nada que já não me tenha acontecido, quando passei da Rádio Ateneu para a Iris.

Como tenho muito tempo livre, dei comigo a perguntar a mim próprio, quem será o próximo ministro das Finanças?
E o próximo líder do PS?
Duas questões que vão fazer correr muita tinta nos próximos dias.

Primeira sensação

Começa hoje uma nova rotina para os dias de semana.
A Princesa vai trabalhar e eu e o Ricardo ficamos em casa.
Eu vou-me entretendo com a televisão, um livro, jornal e internet.
Ele, além de ajudar no que eu precisar, vai fazer o almoço.
Para já hoje vai com o Avô mais a Tartaruga à Inspeção.

domingo, 5 de junho de 2011

Após a fuga do Sol

Neste dia em que Passos Coelho ganhou as eleições, deixo duas ou três notas sobre este escrutínio.

Sou um defensor do voto obrigatório!
Provavelmente daríamos conta que muitos dos grevistas destes País - desde professores a maquinistas da CP - não vão votar.
Aqueles que passam a vida a reclamar de tudo e de todos, escolhem a praia à mesa de voto.
A maior abstenção de sempre em legislativas deve deixar-nos envergonhados.

Como era de esperar, vamos voltar a ter de novo um País inclinado, e muito, para a direita.
Infelizmente, não tenho a mínima esperança nesta nova governação, aliás nem acredito que esta aliança consiga chegar ao fim do seu mandato.
Espero estar enganado.

Como tinha escrito há algum tempo atrás - pode recordar aqui - o meu voto não ajudou à vitória.
Sempre votei à esquerda e sempre será essa a minha opção.
Mas votei em consciência!

Primeira sensação

Em dia de eleições, importantes para o nosso País, o toque a levantar deu de si bem cedo.
Todas as atividades que eu fazia alone, precisam de um auxilio quase total.
A Princesa aparou-me a barba, cortou-me o cabelo e deu-me banho, tarefas bem mais complicadas dada a minha limitação atual e, também, para não molhar a proteção que me embrulha a perna, desde o pé até à virilha.
Uma complexa manobra de logística.
Mas mesmo assim, com estas grandes limitações de locomoção, vou votar.
Levo as minhas lambretas - alcunha para a canadianas - e lá vou exercer o meu direito.
Deste eu não abdico!

sábado, 4 de junho de 2011

Após a fuga do Sol

Neste regresso à normalidade, está tudo pouco normal.
Como não posso fazer quase nada sozinho, tenho que estar sempre a recorrer à Princesa e ao Ricardo, o que é uma chatice.
Mas já sabíamos que ir ser assim, por isso agora só resta ter paciência e levar estas dificuldades com a alegria e boa disposição.
Que é o que tentamos fazer!

Tíbia até ao joelho

E pronto já estou no acampamento!
Foram quatro dias de altos e baixos, com momentos de alívio, alternados com alguns de apreensão.
Porque as coisas não correm sempre como nós gostaríamos.
Não posso deixar de referir - por ser de inteira justiça - a forma como fui tratado por todos. Desde toda a equipa operatória chefiada pelo Dr. Ricardo Varatojo, passando por todo o pessoal auxiliar e enfermeiros do 6º piso, que foram inexcedíveis.
Como sei que ninguém me vai levar a mal, permitam-me destacar a Joana e o Mário que foram mais que dois enfermeiros.
Obrigado todos!

Agora segue uma segunda etapa, de aproximadamente duas semanas, onde o gelo, o fortalecimento muscular e algumas drogas, me vão fazer companhia até retirar os pontos.

Aproveito este último Tibia até ao joelho para agradecer as mensagens, telefonemas e comentários deixados no Tio Jorge por todos os amigos e amigas que não se esquecem de mim.
Beijinhos e abraços para todos.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Tíbia até ao joelho

Ter alta!
Ora aí está um frase que até hoje não me dizia grande coisa.
Mas estar num hospital - mesmo com estas condições - não é muito agradável, apesar da simpatia e profissionalismo do todos os que tiveram a paciência de me aturar a longo destes quatro dias.
Agora é o regresso ao acampamento, amanhã de manhã, para perto da Princesa e do Ricardo.
Já tinha saudades!

Rosa Sensual

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Tíbia até ao joelho

Não foi um dia fácil por aqui!
Apesar de ter ficado sem alguns tubos que por aqui andavam, fui obrigado a levar com um, de difícil instalação.
Culpa de uma bexiga preguiçosa.
O Dr. esteve por cá e parece que ainda irei ficar à beira Tejo mais um dia.
Já tenho saudades do acampamento!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Tíbia até ao joelho

Mais tarde do que estava previsto - já perto da hora de almoço - dei entrada na sala de operações.
Deu para ver o que ia acontecendo dentro do joelho - que estava ainda pior do que o previsto - para depois chegar a correção da tíbia.
Duas horas de trabalho, mais duas para recuperar a mobilidade nas pernas, para regressar ao 622.
Onde agora chegam as, naturais, dores.
Pela frente uma noite complicada.