Há um acontecimento publicitário que me anda a intrigar.
Porque será que repentinamente tanta gente ficou preocupada com os surdos?
Basta ficar um bocado em frente à televisão para chegar a oferta.
Há para todos os gostos e para todos os ouvidos.
Com pilha e recarregáveis, eles lá ficam bem escondidinhos, resolvendo o problema do som alto, de não ouvir os carros nas passadeiras ou gritar nas conversas entre amigos.
E o preço?
São quase dados.
Eu, felizmente, ouço bem, mas como o pobre fico desconfiado.
Tão bons e quase de borla?
Pior que esta peste publicitária auditiva só aquela divulgação sobre a neuropatia.
Eu percebo que o assunto é sério, que de repente se tornou numa causa nacional, mas é necessário passar aquilo tantas vezes?
Pobres dos mimos, até já estão arrependidos de terem alinhado com a Rita Blanco!
sábado, 10 de novembro de 2018
sexta-feira, 9 de novembro de 2018
Um olhar alentejano
Um dia destes fui surpreendido com uma notícia angustiante.
As alterações climáticas podem levar ao fim da cerveja.
Mau!
Vamos lá ver o que se passa.
Um estudo revela que as secas e as crescentes vagas de calor, agravadas pelo aquecimento global, deverão representar uma quebra, a nível mundial, de 17% nas colheitas de cevada, ingrediente fundamental para a produção de cerveja.
Segundo a mesma investigação, o primeiro efeito será o aumento significativo do preço da bebida, podendo uma cerveja chegar aos 3 €.
Sabe-se que apenas 17% da cevada colhida em todo o mundo é usada para a produção da cerveja , sendo que os restantes 83% tornam-se alimento para o gado.
E que tal chegarmos a um acordo?
Falamos com os representantes dos animais e a coisa fica nos 50% para cada lado.
A mim parece-me bem!
As alterações climáticas podem levar ao fim da cerveja.
Mau!
Vamos lá ver o que se passa.
Um estudo revela que as secas e as crescentes vagas de calor, agravadas pelo aquecimento global, deverão representar uma quebra, a nível mundial, de 17% nas colheitas de cevada, ingrediente fundamental para a produção de cerveja.
Segundo a mesma investigação, o primeiro efeito será o aumento significativo do preço da bebida, podendo uma cerveja chegar aos 3 €.
Sabe-se que apenas 17% da cevada colhida em todo o mundo é usada para a produção da cerveja , sendo que os restantes 83% tornam-se alimento para o gado.
E que tal chegarmos a um acordo?
Falamos com os representantes dos animais e a coisa fica nos 50% para cada lado.
A mim parece-me bem!
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
Um olhar alentejano
Um ponto prévio a este texto.
Sou sempre a favor das greves que têm como objetivo melhorias salariais, desde que racionais.
Fiz várias durante a minha carreira profissional e considero ser um pilar da relação laboral em democracia.
Duas classes profissionais muito importantes da nossa sociedade - enfermeiros e juízes - estão num processo reivindicativo sobre as suas carreiras.
Os primeiros têm paralisado várias vezes nos últimos tempos, enquanto que os juízes ameaçam com uma greve que pode demorar um ano, dividida por 21 dias.
A curiosidade da diferença das reivindicações é que me deixa perplexo.
Do lado da enfermagem pretende-se uma carreira que privilegie os especialistas e que valorize financeiramente os mais antigos na carreira.
Do lado dos magistrados uma visão contrária.
Não concordam que os que entram agora na função recebam menos dos que já lá estão há anos.
Acho que a expressão a velhice é um posto não deve servir para todas as situações, mas parece-me muito mais coerente a atitude daqueles que tão bem nos tratam da saúde.
Sou sempre a favor das greves que têm como objetivo melhorias salariais, desde que racionais.
Fiz várias durante a minha carreira profissional e considero ser um pilar da relação laboral em democracia.
Duas classes profissionais muito importantes da nossa sociedade - enfermeiros e juízes - estão num processo reivindicativo sobre as suas carreiras.
Os primeiros têm paralisado várias vezes nos últimos tempos, enquanto que os juízes ameaçam com uma greve que pode demorar um ano, dividida por 21 dias.
A curiosidade da diferença das reivindicações é que me deixa perplexo.
Do lado da enfermagem pretende-se uma carreira que privilegie os especialistas e que valorize financeiramente os mais antigos na carreira.
Do lado dos magistrados uma visão contrária.
Não concordam que os que entram agora na função recebam menos dos que já lá estão há anos.
Acho que a expressão a velhice é um posto não deve servir para todas as situações, mas parece-me muito mais coerente a atitude daqueles que tão bem nos tratam da saúde.
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
No Reino da Águia
Jornada quatro da Liga dos Campeões com o Benfica a receber o Ajax.
Primeira parte muito disputada, com o metro quadrado de relvado muito caro.
Poucas oportunidades, mas o Benfica a marcar por Jonas, aproveitando bem uma falha do guarda-redes holandês.
A segunda metade foi bem melhor, mais bem jogada, mas o Ajax conseguiu chegar ao empate.
No último lance do jogo - com aconteceu em Amesterdão - o Benfica poderia ter saído com os três pontos, mas uma grande defesa de Onana negou a justiça do resultado.
Um olhar alentejano
Como diz o meu Amigo Manuel Russo "O Alentejo não é melhor, nem pior que outras zonas do País. É diferente!"
Estou totalmente de acordo.
Já tinha essa convicção, depois de passar férias por cá nos últimos cinco anos - onde a paixão foi ganhando asas - mas estar a morar em definitivo, têm um sabor e um carinho diferentes.
Até agora só encontrei uma situação que se assemelha à cidade.
As buzinadelas de sábado de manhã.
Eu explico.
Numa pequena aldeia onde o comércio de restringe a uma padaria - da Dona Inácia - e dois pequenos cafés, os artigos dos dia a dia chegam sobre rodas.
Logo pela fresquinha e até à hora de almoço, os diferentes sons, bem estridentes, dão-nos conta que chegou o peixe fresco, a fruta e os legumes, os produtos de mercearia e até os artigos de pronto a vestir.
Com o passar das semanas, já vou identificando os veículos antes de eles nos desvendarem o seu interior.
Em relação às buzinas, ainda só apanho o relinchar do cavalinho do peixeiro!
Estou totalmente de acordo.
Já tinha essa convicção, depois de passar férias por cá nos últimos cinco anos - onde a paixão foi ganhando asas - mas estar a morar em definitivo, têm um sabor e um carinho diferentes.
Até agora só encontrei uma situação que se assemelha à cidade.
As buzinadelas de sábado de manhã.
Eu explico.
Numa pequena aldeia onde o comércio de restringe a uma padaria - da Dona Inácia - e dois pequenos cafés, os artigos dos dia a dia chegam sobre rodas.
Logo pela fresquinha e até à hora de almoço, os diferentes sons, bem estridentes, dão-nos conta que chegou o peixe fresco, a fruta e os legumes, os produtos de mercearia e até os artigos de pronto a vestir.
Com o passar das semanas, já vou identificando os veículos antes de eles nos desvendarem o seu interior.
Em relação às buzinas, ainda só apanho o relinchar do cavalinho do peixeiro!
terça-feira, 6 de novembro de 2018
Um olhar alentejano
Numa altura em que há dezenas de jogos de futebol na televisão, quem se lembra do primeiro jogo transmitido em direto pela RTP?
Mais um excelente texto publicado no jornal A Bola, leva-nos até às 18:30 do dia 22 de outubro de 1978.
É verdade já lá vão 40 anos.
A preto e branco, a estreia aconteceu no estádio do Bonfim, em Setúbal, com os sadinos a receberem o Belenenses.
Nessa altura os jogos dos campeonatos de Inglaterra, Alemanha, Itália e França não passavam em direto nas televisões dos seus países.
O Vitória recebeu 250 contos (mais ou menos 18.600 €) e o Belenenses 40 contos, valor que receberiam todos os visitantes nos 23 jogos a transmitir.
O Benfica e o Sporting não se mostraram interessados no negócio e FC Porto, Belenenses e Sporting de Braga eram os que como visitados mais recebiam: 400 contos.
Recordemos como decorreu o jogo.
Os da casa começaram melhor com golos de Vítor Batista - ele que se apelidava de O Maior - e de Vítor Madeira.
Na segunda parte os de Belém deram a volta ao resultado, marcaram Clésio, Lincoln e Cepeda.
Os primeiros 5 golos que passaram em direto na televisão portuguesa.
Mais um excelente texto publicado no jornal A Bola, leva-nos até às 18:30 do dia 22 de outubro de 1978.
É verdade já lá vão 40 anos.
A preto e branco, a estreia aconteceu no estádio do Bonfim, em Setúbal, com os sadinos a receberem o Belenenses.
Nessa altura os jogos dos campeonatos de Inglaterra, Alemanha, Itália e França não passavam em direto nas televisões dos seus países.
O Vitória recebeu 250 contos (mais ou menos 18.600 €) e o Belenenses 40 contos, valor que receberiam todos os visitantes nos 23 jogos a transmitir.
O Benfica e o Sporting não se mostraram interessados no negócio e FC Porto, Belenenses e Sporting de Braga eram os que como visitados mais recebiam: 400 contos.
Recordemos como decorreu o jogo.
Os da casa começaram melhor com golos de Vítor Batista - ele que se apelidava de O Maior - e de Vítor Madeira.
Na segunda parte os de Belém deram a volta ao resultado, marcaram Clésio, Lincoln e Cepeda.
Os primeiros 5 golos que passaram em direto na televisão portuguesa.
segunda-feira, 5 de novembro de 2018
Um olhar alentejano
No início deste texto convém deixar a data em que foi escrito, pois quase todos os dias há novidades sobre o caso Tancos.
22 de outubro.
Já se demitiu o ministro da Defesa, foi exonerado o Chefe do Estado-Maior do Exército e o Major Vasco Brazão já entregou o memorando.
Até a Fátima Felgueiras já o leu.
Todos querem apurar responsabilidades políticas, mas parece que ninguém quer saber como aconteceu o desaparecimento/aparecimento do material militar roubado.
Deixo alguma perguntas que continuam sem resposta, mais de um ano passado, à luz dos dados que vão sendo conhecidos.
Quem ajudou o presumível ladrão - que está em prisão preventiva - a roubar as armas?
Quando ele se arrependeu, com quem contactou para as devolver?
Porque motivo a Polícia Judiciária Militar não se limitou a prender o ladrão e recuperar as armas, sem ter que criar a famosa encenação?
Quando estas três perguntas tiverem resposta, talvez se perceba melhor quem são os bons e os maus desta fita.
22 de outubro.
Já se demitiu o ministro da Defesa, foi exonerado o Chefe do Estado-Maior do Exército e o Major Vasco Brazão já entregou o memorando.
Até a Fátima Felgueiras já o leu.
Todos querem apurar responsabilidades políticas, mas parece que ninguém quer saber como aconteceu o desaparecimento/aparecimento do material militar roubado.
Deixo alguma perguntas que continuam sem resposta, mais de um ano passado, à luz dos dados que vão sendo conhecidos.
Quem ajudou o presumível ladrão - que está em prisão preventiva - a roubar as armas?
Quando ele se arrependeu, com quem contactou para as devolver?
Porque motivo a Polícia Judiciária Militar não se limitou a prender o ladrão e recuperar as armas, sem ter que criar a famosa encenação?
Quando estas três perguntas tiverem resposta, talvez se perceba melhor quem são os bons e os maus desta fita.
domingo, 4 de novembro de 2018
Um olhar alentejano
Eleito que está Jair Bolsonaro como presidente do Brasil, vamos ver como se vai comportar este clone de Donald Trump.
Para já vai anunciando os nomes que vão compor o seu governo, já estando confirmado o juiz Sérgio Moro para ministro da Justiça.
Uma pequena cronologia.
Em 2017 Moro dá uma entrevista ao jornal Expresso. Questionado sobre a hipótese de entrar na política, afirmou "Já o repeti várias vezes. Não existe nenhum possibilidade".
No início deste ano, sondagens dão vitória a Lula da Silva, bem à frente de Bolsonaro.
Em Abril, na sequência do processo Lava Jato, Moro dá ordem de prisão a Lula, ficando impossibilitado de concorrer às eleições.
Muitas vozes habilitadas dizem que as provas não eram suficientes para a prisão do antigo presidente brasileiro.
Como a mulher de César, as contradições de Moro não deixam de levantar desconfiança.
Por cá o irrevogável Paulo Portas - que tem andado, e ainda bem, desaparecido - foi comentador numa televisão sobre esta eleição.
Afirmou que depois de procurar não encontrou "nos 27 anos de vida pública do capitão Bolsonaro nenhum indicador eticamente reprovável em termos pessoais".
Para ele ser racista, machista, homofóbico, apoiar a tortura, desviar impostos, entre outras trafulhices, não é na de grave.
Portas ou procurou pouco ou é parvo!
Para já vai anunciando os nomes que vão compor o seu governo, já estando confirmado o juiz Sérgio Moro para ministro da Justiça.
Uma pequena cronologia.
Em 2017 Moro dá uma entrevista ao jornal Expresso. Questionado sobre a hipótese de entrar na política, afirmou "Já o repeti várias vezes. Não existe nenhum possibilidade".
No início deste ano, sondagens dão vitória a Lula da Silva, bem à frente de Bolsonaro.
Em Abril, na sequência do processo Lava Jato, Moro dá ordem de prisão a Lula, ficando impossibilitado de concorrer às eleições.
Muitas vozes habilitadas dizem que as provas não eram suficientes para a prisão do antigo presidente brasileiro.
Como a mulher de César, as contradições de Moro não deixam de levantar desconfiança.
Por cá o irrevogável Paulo Portas - que tem andado, e ainda bem, desaparecido - foi comentador numa televisão sobre esta eleição.
Afirmou que depois de procurar não encontrou "nos 27 anos de vida pública do capitão Bolsonaro nenhum indicador eticamente reprovável em termos pessoais".
Para ele ser racista, machista, homofóbico, apoiar a tortura, desviar impostos, entre outras trafulhices, não é na de grave.
Portas ou procurou pouco ou é parvo!
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