sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Um olhar alentejano

Inevitável falar de Bruno de Carvalho.
Numa altura em que o tempo é da justiça, vamos esperar para culpar o ex-presidente do Sporting, para lá dos muitos disparates que fez e disse.
Vou falar desta situação pelo lado da Comunicação Social.
Obviamente que acho exagerado o tempo de antena dado à detenção e subsequente processo de audição.
Infelizmente, como já o tenho escrito várias vezes, são estas imagens que uma grande maioria de portugueses gosta - sou assim se percebe que a CMTV seja o canal mais visto - e por isso todas as televisões seguem este mau princípio.
Contudo há um ângulo de ver o assunto que pode legitimar esta marcação jornalística cerrada a Bruno de Carvalho.
Enquanto presidente do Sporting, sempre usou a Comunicação Social - além do seu inseparável Facebook - para propagandear todas as suas ideias e desvarios.
A qualquer hora do dia ou da noite, solicitava a sua comparência, pelo que agora não se pode queixar da cobertura exagerada que está a ser efetuada.
Nem o seu advogado, José Preto, que além de ser mal-educado, tem que aprender a lidar com a mediatização destes casos.

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Primeiro dia do Campeonato do Mundo de Patinagem de Velocidade no gelo, em Obihiro, Japão.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Um olhar alentejano

À semelhança do que escrevi ontem, tivemos mais uma inauguração de coisas grandes.
Desta vez foi na Índia, no último dia de outubro, que foi inaugurada a maior estátua do Mundo, no dia do nascimento do homenageado.
A Estátua da Unidade foi construída nas margens do rio Narmada, no estado de Gujarate, uma homenagem a Sardar Patel, um dos principais dirigentes da luta pela independência da Índia pós-colonial.
Toda construída em bronze, tem 182 metros de altura, praticamente o dobro da Estátua da Liberdade, símbolo de Nova Iorque, também ela inspirada na independência dos Estados Unidos, uma coincidência da história, pois tal como no caso indiano, a potência colonizadora era a Inglaterra.
Os 182 metros de altura vão destronar os 128 do Buda do
Templo da Primavera, na China, mas não será a maior por muito tempo, pois está previsto para 2021 o nascimento - também na Índia, em Bombaim - de uma estátua de Chivaji, o monarca fundador do império Maratha, que vai ter 212 metros de altura e representa a figura histórica a cavalo, brandindo uma espada.
Lá como cá, as construções foram muito contestadas, devido aos enormes custos, cujas verbas, argumentam os locais, poderiam ser canalizados para resolver problemas das populações.

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Primeiro dia dos Mundiais de Natação em Singapura.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Um olhar alentejano

Sempre que algo se transforma no maior do Mundo, tem direito ao merecido destaque.
Destronando o Aeroporto Internacional Hartsfield, em Atlanta, nos Estados Unidos da América, o novo Aeroporto Internacional de Istambul, Turquia, duplica a área da estrutura norte-americana. 
Quando a nova plataforma estiver totalmente completa, vai ter seis pistas, três terminais e a mais moderna tecnologia, com um sistema de segurança de última geração.
Situado na costa do Mar Negro, custou 4,5 mil milhões de euros e foi construído por 36 mil trabalhadores durante 10 anos.
A nova infraestrutura aérea com capacidade para 90 milhões de passageiros por ano, estimando-se que quando estiver na sua capacidade total de rotina possa receber 200 milhões, vem substituir o atual Aeroporto Internacional Atatürk, que vai funcionar em pleno a partir de 29 de dezembro, sendo que até lá garante apenas cinco voos diários.
Dizem as más línguas que o presidente Recep Erdogan deu ordens para acelerar os retoques finais, para que a inauguração ocorresse a 29 de outubro, dia do 95º aniversário da fundação da República da Turquia.
À boa maneira portuguesa.

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Novidade no Tio Jorge. 
A partir de hoje as Imagens vão ser legendadas.


O internacional britânico Joe Cole anunciou a sua retirada aos 37 anos.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Um olhar alentejano

Dois meses depois de chegar a Cabeça de Carneiro, dei por mim a pensar na simpatia e simplicidade das pessoas desta aldeia.
São um pouco mais de 200 habitantes, sendo que a chegada de umas caras novas suscita curiosidade.
Eu cheguei sozinho com o Pizzi - um dos nossos dois cães - e a minha Princesa veio mais tarde, trazendo o Pablo, o mais velho.
À primeira dificuldade - adquirir e montar uma torneira para a máquina de lavar - esta foi rapidamente resolvida.
Numa aldeia em que em termos de comércio existe uma padaria e dois cafés, uma ida ao Café O Rui - mesmo ao lado da nossa porta - resolveu logo o problema.
O Manel do Café falou com o Zé e passado pouco tempo a torneira tinha aparecido e estava montada.
Há dias foi uma pilha que faltava para o esquentador e logo ela surgiu das mãos do Sô Manel.
Mesmo sabendo que estamos de passagem até nos fixarmos, definitivamente, em Oriola - tudo indica que só em 2019 - já fazemos parte da comunidade local.
Há dias partilhámos a tristeza da partida de um dos nossos vizinhos da frente, o Zé Joaquim.
Com os seus 86 anos, também ele contribuiu para a nossa rápida integração.
Recordo as suas palavras, sempre que eu passava pela sua porta quando ia passear os cães "Então, mais uma voltinha!"

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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Um olhar alentejano

Há dias deparei-me com uma notícia bem interessante.
A cidade galega de Pontevedra tinha tirado os automóveis do seu centro histórico.
Claro que isto não se consegue num abrir e fechar de olhos, mas, principalmente, consegue-se com determinação.
O edil da cidade espanhola foi eleito em 1999, sendo que um mês depois já tinha tornado os 300 mil metros quadrados do centro histórico exclusivo para peões.
Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Miguel Lores explicou que antes de se tornar presidente passavam 14 mil carros na rua onde se situa a Câmara Municipal, em pleno centro histórico.
"Este zona estava morta. Havia drogas e muito trânsito. A cidade estava em declínio, poluída e todos os dias ocorriam acidentes de trânsito", confessou Lores.
A reestruturação da mobilidade deu prioridade em primeiro lugar aos peões, depois as bicicletas e os transportes públicos e, por fim, os automóveis.
Conclusão: diminuíram os óbitos devido a acidentes de viação, as emissões de dióxido de carbono baixaram significativamente e Pontevedra tem vindo a conhecer um aumento populacional.
Era bom que por cá olhassem para este excelente exemplo.
Primeiro as pessoas, depois as pessoas e no fim ... as pessoas!

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domingo, 11 de novembro de 2018

No Reino da Águia


Deslocação do Benfica a Tondela, com os encarnados obrigados a vencer, num dia de muita chuva.
Para complicar mais tarefa, os da casa marcaram - autogolo de Conti - antes de estar cumprido o primeiro minuto.
Boa reação e empate logo aos 9 minutos, numa cabeçada de Jonas.
Até ao intervalo o Benfica andou perto da vantagem, mas o poste e a falta de pontaria não o permitiu.
Na segunda parte o Tondela esteve perto de marcar, mas ficou reduzido a 10 jogadores, com as águias a passarem para a frente com um golo de Seferovic, acabado de entrar no jogo.
O Benfica marcou pela terceira vez, por Rafa, conseguindo uma vitória justa, mas muito valorizada pela exibição do pupilos de Pepa.

Um olhar alentejano

Uma proposta de Lei do Conselho de Ministros poderá causar uma revolução no combate à violência no desporto em Portugal.
São muitas as novidades que por aí vêm e que podem mudar radicalmente a forma como as claques tem atuado sem qualquer controlo.
Deixo aqui algumas delas.
Criação de um cartão especial de adepto, obrigatório para todos os elementos dos grupos organizados, obrigatoriedade dos clubes criarem nos seus estádios ou pavilhões zonas reservadas a esses grupos, com entrada exclusiva, não permitindo fisicamente a passagem e acesso a outras zonas ou setores.
Passa a existir um protocolo, obrigatório, entre clubes e claques e videovigilância em todo o recinto desportivo.
As multas são bem pesadas, monetárias até 200.000 € para clubes ou SAD, interdição do recinto desportivo, jogos à porta fechada, num máximo de 12 jogos, perdas de pontos, que em caso de reincidência podem estender-se a todas as competições profissionais do clube.
Individualmente os prevaricadores poderão ter interdição de acesso aos estádios e pavilhões, que em casos mais graves podem chegar a penas de prisão de 1 a 5 anos.
Que chegue rápido esta Lei, punindo sem olhar às cores clubísticas.
Antes que aconteçam mais desgraças!