quarta-feira, 3 de abril de 2019

Números

Seis anos depois, museu de Roma recupera tesouro avaliado em 3 milhões de euros

É uma história rocambolesca, quase que uma novela policial. Envolve uma suspeita russa e um ladrão, que no leito de morte, confiou à esposa a parte mais preciosa do roubo. A verdade é que, seis anos depois do roubo, as autoridades desconhecem quem o encomendou.

As "Joias Castellani", obras-primas da ourivesaria, estão finalmente de volta à Sala della Fortuna, no Museu Nacional Etrusco, em Roma. Um espólio que inclui brincos, pregadeiras, anéis e colares avaliados em mais de três milhões de euros.

As jóias, em parte cópias de trabalhos etruscos, pertencem à coleção doada ao museu em 1919 pela família Castellani, ourives romanos do século XIX. Por ocasião do sexto aniversário do roubo, o museu e a policia italiana anunciam a conclusão da investigação e apresentam a última descoberta: um colar de ouro com esmeraldas, rubis e pérolas, que um dos ladrões entregou à esposa, pouco antes de morrer.

Parte das jóias, roubadas numa noite tempestuosa na véspera da Páscoa de 2013, já tinham sido recuperadas numa primeira fase da investigação. Agora, completa-se a coleção.

Embora o processo ainda esteja a decorrer, como informou a procuradora do Ministério Público romano, a investigação pode finalmente ser concluída. "Este é um daqueles casos em que, se eu detalhasse seis anos de investigação, ninguém ficaria entediado", disse Tiziana Cugini, responsável pelo caso. "É complicado, cheio de reviravoltas", acrescentou.

Antes da meia-noite de 30 de março de 2013, três homens encapuzados e equipados com machados e granadas de fumo entraram no museu através do jardim, "lançando o pânico", lembrou Ezio Belloni, um dos seguranças de serviço naquela noite. "Honestamente, foi terrível ver a destruição", disse o segurança.

Convencidos de que o roubo foi encomendado, os investigadores centraram as suas atenções numa mulher russa que tinha manifestado grande interesse pela coleção. Massimo Maresca, ex-comandante da policia italiana, revela que a suspeita confessara a antiquários que estava "disposta a pagar qualquer preço pela coleção".

A mulher chegou a ser detida no aeroporto Fiumicino de Roma, a caminho da Rússia, após o roubo, e a polícia encontrou fotografias da coleção, bem como das câmaras de segurança na sala que abrigava a exposição e das saídas do museu, no seu telemóvel. Mas nunca houve provas suficientes para prender a suspeita russa, que acabou por ser autorizada a viajar.

Os investigadores concluíram que os perpetradores não eram ladrões especializados em arte, "mas ladrões comuns que lidavam com roubos e tráfico de droga". Os criminosos tentaram vender os artefactos no mercado negro, mas "essas tentativas não foram bem-sucedidas", afirma a procuradora Cugini. Os investigadores continuam a acreditar que os ladrões trabalhavam em nome de alguém que encomendou o assalto, mas não sabem ao certo quem está por trás do roubo.

A partir de 3 de maio, as "Joias Castellani" voltam a percorrer Itália, mas desta vez de forma oficial, numa exposição itinerante.

in TSF

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Cromo 82 - Bonnie Tyler


Um olhar alentejano

De forma calma, a nossa integração no Alentejo vai acontecendo, não com a velocidade que gostávamos, mas já percebemos que o tempo aqui anda mais devagar.
Escritura de aquisição efetuada, dentro de uns meses vamos fazer parte da população de Oriola, no concelho de Portel.
Há dias dei com a notícia de uma obra em grande na vila.
Trata-se da requalificação das piscinas municipais cobertas, trabalho que começou no início do ano com a demolição das edificações que não farão parte das novas piscinas.
Posteriormente serão construídos novos balneários, bem como a edificação de uma piscina com ondas, um investimento total na ordem de 1 milhão e 700 mil euros, inteiramente financiado pelo município.
Uma das coisas que é preciso fazer quando se adquire ou aluga uma habitação é tratar do abastecimento da água, tarefa tratada nas Câmaras.
Já o tinha feito no Alandroal, processo que foi muito rápido e pelo qual não paguei nada.
Em Portel também levei toda a documentação necessária, tudo foi também resolvido de forma célere, mas paguei pelo mesmo serviço 13€.
Fiquei com a ideia que já contribui para duas ondas da nova piscina.

Quem faz anos hoje?

Leona Lewis - 34 anos 
Miguel Ângelo - 53 anos
Eddie Murphy - 58 anos 

À volta da Comercial


A Minha Câmara Escura


Mixórdia Alves Fernandes

Engenharias alternativas


Sensual


Imagens


O francês Pierre Gasly (Red Bull) no GP do Bahrain.

30/03/2019

O disco no gelo

Os cestos da NBA

terça-feira, 2 de abril de 2019

Talento aos Pontapés

Tu Aí / Falhas

 

Outros Mundos d'A Bola

"Uma bomba-relógio prestes a detonar a qualquer momento", assim define o PSD o estado do país, que vai ser debatido no Parlamento.
Esperemos que seja como o Diabo do Passos Coelho.

A Dívida Pública de Portugal subiu em fevereiro, confirmou o Banco de Portugal.
Será de confiar no BdP?

A seca em Portugal vai ser frequente, diz o IPMA, que afirma que termos no verão alfaces mais caras que o bife na praça, não será impossível, alertando, também, para a necessidade de uma "boa gestão da água".

Relatório Anual de Segurança Interna refere que dois terços dos inquéritos relativos à violência doméstica são arquivados.

Os argentinos saíram à rua para gritar contra a ditadura militar, no aniversário do golpe de 1976, também uma forma de criticar a recente atitude de Jair Bolsonaro.

Marroquino que está a ser julgado em Portugal por terrorismo, diz que é uma "cabala" e que "parece filme de Hollywood".

Uma de hoje

Finlândia acusa Portugal de violar espaço aéreo do país

Um avião português terá violado o espaço aéreo da Finlândia. Força aérea portuguesa está a investigar.

in TSF

Números

"Posso deitar abaixo o Governo em 15 dias." O alerta para a ciber(in)segurança em Portugal

O professor e engenheiro informático José Tribolet alerta que "a fragilidade" dos "sistemas vitais é assustadora" em Portugal e ironiza que "com 100 mil euros e uma pequena equipa" deitava "abaixo um governo em 15 dias".

Em termos de cibersegurança, "a fragilidade dos nossos sistemas vitais, os sistemas críticos que fazem a sociedade funcionar, é assustadora", afirmou, em entrevista à Lusa, o presidente do Departamento de Engenharia Informática do IST de Lisboa e fundador do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Investigação e Desenvolvimento (INESC).

Para "quem saiba criar perturbações", se "em vez de criar uma perturbação, criar quatro, cinco, seis ou sete e a repetir massivamente durante uma semana, não há nenhum governo que resista", afirmou, evitando dar exemplos práticos por que "não é apropriado", sublinhando, porém, que as forças de segurança em Portugal conhecem estes riscos.

E "é evidente que não há nenhuma medida de proteção tipo milagre de Fátima" nem para Portugal nem para os restantes países, acrescentou.

Sendo certo que este tipo de "ataques" cibernéticos "não tem nada a ver com grandes potências nem exige muito dinheiro", pode ser feito por pequenos grupos de pessoas, o que justifica a sua frase: "Eu, com 100 mil euros e uma pequena equipa, deito abaixo o governo deste país em 15 dias."

Para o professor universitário, que foi investigador no MIT (Massachusetts Institute of Technology), nos Estados Unidos, Portugal sofre de uma "falta de pensamento" na cibersegurança.

José Tribolet dá vários exemplos, a começar na administração pública, onde "não há um inventário" dos sistemas, de equipamentos, das instalações ou até dos técnicos.

A informação das conservatórias dos registos "tem de estar protegida" e, na administração pública, hoje está "tudo desconjuntado".
"Hoje em dia, essa informação está guardada em bancos de dados que não estão ligados a nada. Têm de estar numa cave, algures numa gruta, bem protegidos fisicamente", disse.

Depois, numa lógica quase militar nesta guerra de defesa cibernética, faltam, segundo o professor que foi aluno do Colégio Militar, "oficiais de combate", "comandos" para defenderem as estruturas vitais do país, como a distribuição de eletricidade, água ou telecomunicações.

O professor e fundador do INESC tem um plano, desde 2016, para fazer formação nesta área da segurança, mas não tem tido candidatos e a razão é simples: os alunos que saem das universidades portuguesas em áreas como engenharia informática ou engenharia de redes ou sistemas e computadores não têm falta de emprego.

A solução passa, por isso, por envolver, num curso pago, as cerca de 40 empresas, públicas e privadas, que operam sistemas sob concessão, nas águas, gás, eletricidade, transporte.

"Se cada um desses operadores se comprometer a recrutar" a formação de um técnico, por semestre, num curso do Instituto Superior Técnico (IST), então, durante quatro anos serão 320 os técnicos formados nesta área da cibersegurança.

Não são "precisos acordos ou criar institutos" e "o Estado não precisa de meter dinheiro nisto", afirmou.

Prestes a fazer 70 anos e a reformar-se, José Tribolet faz uma definição "sui generis" da sua ideia e do curso: "Isto é o trivial, é necessário e não há tempo a perder. É uma daquelas ideias à Tribolet. Na minha vida, felizmente que vou fazer 70 anos e vou-me reformar da universidade este ano, metade das ideias estúpidas que tive cumpriram-se e tiveram sucesso. Sou um homem feliz", concluiu.

Abba Mia!

Fernando


 

Frio, mas bom

Charlie Brown


Caderneta de Cromos

Cromo 81 - Bud Spencer era italiano