quinta-feira, 25 de abril de 2019
Outros Mundos d'A Bola
Um dos bombistas do Sri Lanka estudou no Reino Unido e Austrália, divulgou o ministro da Defesa local, numa altura em que o número de mortos é de 359.
Aumentou para quatro o número de cidadãos portugueses mortos em Angola, a terceira só este mês.
Moçambique está de novo em alerta vermelho, com a aproximação do ciclone Kenneth a trazer chuvas e ventos fortes, numa altura que ainda estão na memória as 600 vítimas do Idai.
Kim Jong-un, líder da coreai do Norte chegou de comboio a Vladivostoque, na Rússia, onde se vai reunir com Vladimir Putin.
Telegraficamente ficamos a saber que a partir de 20 de maio, pessoas com mais de 25 anos e sem alterações, podem renovar o cartão do cidadão de forma mais rápida, no Brasil um papagaio foi preso por avisar os donos de uma rusga policial, nos Emirados uma mulher acordou, depois de um coma com 27 anos e Trump prometeu soldados armados na fronteira com o México.
Aumentou para quatro o número de cidadãos portugueses mortos em Angola, a terceira só este mês.
Moçambique está de novo em alerta vermelho, com a aproximação do ciclone Kenneth a trazer chuvas e ventos fortes, numa altura que ainda estão na memória as 600 vítimas do Idai.
Kim Jong-un, líder da coreai do Norte chegou de comboio a Vladivostoque, na Rússia, onde se vai reunir com Vladimir Putin.
Telegraficamente ficamos a saber que a partir de 20 de maio, pessoas com mais de 25 anos e sem alterações, podem renovar o cartão do cidadão de forma mais rápida, no Brasil um papagaio foi preso por avisar os donos de uma rusga policial, nos Emirados uma mulher acordou, depois de um coma com 27 anos e Trump prometeu soldados armados na fronteira com o México.
Uma de hoje - Especial 25 de abril
O misterioso mapa do 25 de Abril
Numa folha de papel vegetal estão detalhados os percursos, nomes e
contactos de quem alinhava na revolução. O mapa foi usado para preparar o
Dia D, seguindo à risca o Plano de Operações de Otelo. Mas Otelo nunca o
viu. E ninguém sabe quem o fez. Vai agora ser entregue à Torre do Tombo
Durante décadas, esteve perdido numa estante de livros na casa de
António Marques Júnior, em Lisboa. Há três anos, a viúva do mais jovem
dos membros do conselho da revolução, que faleceu em 2012, encontrou-o
por mero acaso. “Andava à procura de um livro do Fidel Castro, em que
este lhe fez uma extensa e calorosa dedicatória”, explica Luísa Marques
Júnior. O livro fora oferecido pelo líder cubano no ‘verão quente’ de
1975, quando o ainda tenente integrou a comitiva do coronel Otelo
Saraiva de Carvalho numa viagem a Cuba. “Percorri todas as estantes e
armários do António, não encontrei o livro, mas em compensação saltou-me
um envelope. No interior estava o mapa do 25 de Abril.”
A autoria do mapa não está assinalada, mas há pelo menos três caligrafias diferentes, o que sugere que foi sendo completado por um grupo restrito de pessoas, à medida que iam surgindo novas informações. Os itinerários a seguir pelas unidades foram desenhados a régua e hierarquizados em quatro níveis de importância (verde, amarelo, vermelho e laranja) e dois escalões de responsabilidade (do Posto de Comando, situado na Pontinha, ou dos próprios regimentos). Junto a cada rota estão marcadas as distâncias em quilómetros e em horas, exatamente como foram calculadas por Otelo para delinear o Plano de Operações, que ficou concluído dez dias antes da revolução. Por isso, a folha de papel vegetal será posterior a 15 de abril.
“Este mapa foi construído a partir da minha ordem de operações, conhecendo quais eram as missões e quem ia intervir em cada uma das unidades. É muito interessante e está extremamente pormenorizado. Mas é a primeira vez que o estou a ver”, conta Otelo, debruçado sobre o documento, a tentar ler todas as letras miudinhas. “Há aqui um mistério bestial! Quem é que o terá feito? Eu não sei.”
E não é o único. Vasco Lourenço, um dos principais estrategos da revolução, também desconhece o autor. Mas tem uma certeza. “Foi sem dúvida elaborado antes de 25 de abril. Como lhe faltam informações e outras não se confirmaram, deve ser uma versão inicial, talvez desenhada mal foi entregue o plano de operações.” O título do mapa dá corpo a essa tese. No topo do documento lê-se “L.L.C. (fase I)” — possivelmente sigla para ‘Linhas de Ligação ao Comando’, admite o presidente da Associação 25 de Abril. Otelo concorda.
A viúva de António Marques Júnior só sabe como o documento chegou às mãos do marido. “O mapa estava no COPCON”, a abreviatura do Comando Operacional do Continente, o braço armado da revolução, comandado por Otelo. “O António estava lá colocado e quando o COPCON foi extinto foi lá buscar as suas coisas. Deu uma volta por outros gabinetes, viu o mapa e pensou: ‘O melhor é levá-lo, antes que vá parar ao lixo.’” Um receio com fundamento, dadas as condições que rodearam a extinção do COPCON após 25 de novembro de 1975, com o país à beira de uma guerra civil, Lisboa sob estado de sítio e muitos dos responsáveis por aquele comando detidos ou em fuga.
Percebendo o seu valor documental, Luísa Marques Júnior guardou-o no cofre do marido, no escritório onde ainda hoje lhe custa a entrar. “Era lá que ele guardava algumas armas e munições, documentos e as coleções de selos e moedas”, conta a viúva, que vai agora entregar o mapa à Torre do Tombo.
Intrigado, Otelo ofereceu-se para ajudar a desvendar a origem do mapa.
“Deve ser coisa da repartição de operações. Vou ligar ao meu camarada
Domingos Amaral Barreiros, pode muito bem ter sido ele”, avança o
coronel, enquanto percorre os números guardados no telemóvel. “Tá?
Domingos? Oi, pá. Um abração. É o Otelo, pá. Ouve lá, o Expresso traz-me
um mapa em papel vegetal que tem em grandes pormenores os nomes dos
oficiais que participaram da movimentação do 25 de Abril, com números de
telefone, os quilómetros a percorrer de Santarém até Lisboa, de Aveiro
até Coimbra, de Viseu até à Figueira... É impressionante, parece
retirado da Ordem de Operações da Viragem Histórica, a que foram
acrescentando detalhes. Tens alguma ideia disto? Também não?”
Números
Jovem, gay, cristão e veterano de guerra. Pete Buttigieg é a nova coqueluche dos democratas americanos
É
para já o candidato mais jovem às presidenciais norte-americanas.
Buttigieg tem 37 anos e está há oito à frente da câmara de uma pequena
cidade do Indiana, South Bend.
O meu nome é Pete Buttigieg, chamam-me Mayor Pete, sou um filho orgulhoso de South Bend, Indiana, e candidato-me a presidente dos Estados Unidos". Foi com estas palavras que o jovem, que interrompeu o mandato de presidente da câmara para ir para o Afeganistão, anunciou a candidatura.
Horas depois de ter entrado na corrida à Casa Branca, Pete Buttigieg já se aproximava do topo nas intenções de voto. Foi alvo de diversas reportagens em jornais e revistas nacionais, participou em programas de entretenimento na televisão e muitos referem-se a ele como o "menino maravilha" e a "esperança dos democratas". Mas, apesar do entusiasmo em torno deste presidente de câmara, há uma pergunta importante a que é difícil responder: o que é que ele defende concretamente?
Na página oficial da candidatura não há, para já, qualquer programa que esclareça as politicas que pretende seguir. Quando lhe perguntaram isso mesmo, garantiu que, ao contrário do que é tradicional entre os democratas, primeiro quer dar a conhecer os valores que defende e só depois as medidas concretas. Buttigieg acrescentou que não quer assoberbar os eleitores com detalhes.
Liberdade, segurança e democracia são, segundo Buttigieg, os princípios que o vão orientar durante a campanha. Saúde para todos, justiça racial, igualdade de género, direitos da comunidade LGBT, cibersegurança, combate às alterações climáticas, acolhimento de refugiados, combate aos supremacistas brancos, mudança do sistema eleitoral e independência judicial são algumas das ideias que tem defendido. O problema é que ninguém sabe como quer pôr essas ideias em prática.
Pete defende que na politica não se pode governar a pensar no passado e que a expressão "outra vez", usada no slogan de Trump, não faz sentido. O candidato explicou, no lançamento da campanha, que a expressão aumenta o mito de que se pode regressar ao passado, e que provavelmente o que está para trás nem é tão bom como o querem vender. Buttigieg acrescentou que é preciso seguir um caminho novo e foi para isso que decidiu avançar.
Pete é o primeiro homossexual assumido a candidatar-se à Casa Branca. A defesa do casamento entre pessoas do mesmo sexo e dos direitos da comunidade LGBTI levou-o a um confronto com o antigo governador do Indiana, Mike Pence. A forma como Pence defendeu naquele estado, e ainda defende, politicas homofóbicas levou Buttigeg a dizer que "se tem algum problema com quem eu sou, a questão não é comigo. O seu problema é com o meu criador."
Pence respondeu que o problema de Pete é com a primeira emenda da Constituição que, entre outras coisas, garante a liberdade religiosa. O Mayor de South Bend fechou a polémica esclarecendo que não tem qualquer problema com a fé do vice-presidente mas com o facto de ele usar a religião para justificar a discriminação. O candidato assume-se como cristão dizendo que a fé assume grande importância na sua vida. Ele é um membro ativo da Igreja Anglicana. Na iniciativa em que anunciou oficialmente a entrada na corrida presidencial, o reverendo que o casou há um ano foi o primeiro a discursar.
O mais jovem candidato tem alguns desafios a enfrentar, o primeiro é o da organização da campanha. Quando iniciou o caminho, no início do ano, Buttigieg pensava que ter uma dúzia de pessoas no comité de campanha era o suficiente, mas os cálculos estavam errados. Nas últimas semanas têm-se multiplicado as contratações e os apelos aos voluntários para que a campanha não esmoreça.
As ultimas intenções de voto colocam Buttigieg em terceiro lugar atrás de Bernie Sanders e de Joe Biden, antigo vice presidente de Obama.
O Mayor de South Bend formou-se em Harvard e Cambridge. Quando terminou o liceu ele ganhou o prémio da biblioteca JFK destinado a ensaios sobre a coragem. Buttigieg escreveu sobre a integridade e coragem política do congressista Bernie Sanders, de Vermont, um dos dois únicos membros independentes do Congresso.
Entrou na Marinha em 2009 e cinco anos depois foi destacado para o Afeganistão, suspendendo o mandato como mayor. Pete abandonou a Marinha em 2017.
Ele fala sete línguas incluindo norueguês, maltês, farsi, árabe e espanhol. No dia 25 de abril ganhou novos apoiantes quando respondeu à mensagem de um eleitor surdo usando a língua gestual. A atriz Marlee Matlin lembrou, no Twitter, que é a primeira vez que um candidato à presidência usa esta língua.
Nas horas livres Pete toca piano e guitarra e já chegou a tocar com a orquestra sinfónica de South Bend. Ele vive no bairro onde cresceu com o marido Chasten e com os dois cães Buddy e Truman.
in TSF
O meu nome é Pete Buttigieg, chamam-me Mayor Pete, sou um filho orgulhoso de South Bend, Indiana, e candidato-me a presidente dos Estados Unidos". Foi com estas palavras que o jovem, que interrompeu o mandato de presidente da câmara para ir para o Afeganistão, anunciou a candidatura.
Horas depois de ter entrado na corrida à Casa Branca, Pete Buttigieg já se aproximava do topo nas intenções de voto. Foi alvo de diversas reportagens em jornais e revistas nacionais, participou em programas de entretenimento na televisão e muitos referem-se a ele como o "menino maravilha" e a "esperança dos democratas". Mas, apesar do entusiasmo em torno deste presidente de câmara, há uma pergunta importante a que é difícil responder: o que é que ele defende concretamente?
Na página oficial da candidatura não há, para já, qualquer programa que esclareça as politicas que pretende seguir. Quando lhe perguntaram isso mesmo, garantiu que, ao contrário do que é tradicional entre os democratas, primeiro quer dar a conhecer os valores que defende e só depois as medidas concretas. Buttigieg acrescentou que não quer assoberbar os eleitores com detalhes.
Liberdade, segurança e democracia são, segundo Buttigieg, os princípios que o vão orientar durante a campanha. Saúde para todos, justiça racial, igualdade de género, direitos da comunidade LGBT, cibersegurança, combate às alterações climáticas, acolhimento de refugiados, combate aos supremacistas brancos, mudança do sistema eleitoral e independência judicial são algumas das ideias que tem defendido. O problema é que ninguém sabe como quer pôr essas ideias em prática.
Pete defende que na politica não se pode governar a pensar no passado e que a expressão "outra vez", usada no slogan de Trump, não faz sentido. O candidato explicou, no lançamento da campanha, que a expressão aumenta o mito de que se pode regressar ao passado, e que provavelmente o que está para trás nem é tão bom como o querem vender. Buttigieg acrescentou que é preciso seguir um caminho novo e foi para isso que decidiu avançar.
Pete é o primeiro homossexual assumido a candidatar-se à Casa Branca. A defesa do casamento entre pessoas do mesmo sexo e dos direitos da comunidade LGBTI levou-o a um confronto com o antigo governador do Indiana, Mike Pence. A forma como Pence defendeu naquele estado, e ainda defende, politicas homofóbicas levou Buttigeg a dizer que "se tem algum problema com quem eu sou, a questão não é comigo. O seu problema é com o meu criador."
Pence respondeu que o problema de Pete é com a primeira emenda da Constituição que, entre outras coisas, garante a liberdade religiosa. O Mayor de South Bend fechou a polémica esclarecendo que não tem qualquer problema com a fé do vice-presidente mas com o facto de ele usar a religião para justificar a discriminação. O candidato assume-se como cristão dizendo que a fé assume grande importância na sua vida. Ele é um membro ativo da Igreja Anglicana. Na iniciativa em que anunciou oficialmente a entrada na corrida presidencial, o reverendo que o casou há um ano foi o primeiro a discursar.
O mais jovem candidato tem alguns desafios a enfrentar, o primeiro é o da organização da campanha. Quando iniciou o caminho, no início do ano, Buttigieg pensava que ter uma dúzia de pessoas no comité de campanha era o suficiente, mas os cálculos estavam errados. Nas últimas semanas têm-se multiplicado as contratações e os apelos aos voluntários para que a campanha não esmoreça.
As ultimas intenções de voto colocam Buttigieg em terceiro lugar atrás de Bernie Sanders e de Joe Biden, antigo vice presidente de Obama.
O Mayor de South Bend formou-se em Harvard e Cambridge. Quando terminou o liceu ele ganhou o prémio da biblioteca JFK destinado a ensaios sobre a coragem. Buttigieg escreveu sobre a integridade e coragem política do congressista Bernie Sanders, de Vermont, um dos dois únicos membros independentes do Congresso.
Entrou na Marinha em 2009 e cinco anos depois foi destacado para o Afeganistão, suspendendo o mandato como mayor. Pete abandonou a Marinha em 2017.
Ele fala sete línguas incluindo norueguês, maltês, farsi, árabe e espanhol. No dia 25 de abril ganhou novos apoiantes quando respondeu à mensagem de um eleitor surdo usando a língua gestual. A atriz Marlee Matlin lembrou, no Twitter, que é a primeira vez que um candidato à presidência usa esta língua.
Nas horas livres Pete toca piano e guitarra e já chegou a tocar com a orquestra sinfónica de South Bend. Ele vive no bairro onde cresceu com o marido Chasten e com os dois cães Buddy e Truman.
in TSF
Um olhar alentejano
Não me recordava em que dia da semana tinha sido.
Fui ver e foi a uma 5ª feira, como acontece esta ano.
Para mim e para todos os que gostam de opinar, talvez tenha sido uns dias mais importantes da minha vida.
Nessa altura não tinha essa consciência.
Desse dia 25 de abril lembro-me que o meu Pai tinha uma consulta em Lisboa e já não foi, assim como eu também não fui à escola e passei o dia em casa dos meus Avós, pois os meus Pais foram trabalhar.
Fico sempre muito irritado quando oiço pessoas a defenderem Salazar e os 48 anos de ditadura.
Muitas vezes o argumento é que os políticos de hoje são uns corruptos e vigaristas.
Até posso concordar, mas não permitir que as pessoas se pudessem exprimir ou impedir que conhecessem a realidade do país, era melhor?
Depois tivemos alguns políticos, pós-revolução, que provavelmente tinha gostado que o regime não tivesse mudado.
Como Cavaco Silva, que negou uma pensão a Salgueiro Maia, mas atribui-a, na mesma altura, a Óscar Cardoso o agente da PIDE, que entrincheirado na sede na António Maria Cardoso, disparou sobre a multidão causando os únicos quatro mortos da revolução.
Mesmo com os políticos desonestos de hoje, vou sempre festejar com alegria e agradecimento o Dia da Liberdade.
Fui ver e foi a uma 5ª feira, como acontece esta ano.
Para mim e para todos os que gostam de opinar, talvez tenha sido uns dias mais importantes da minha vida.
Nessa altura não tinha essa consciência.
Desse dia 25 de abril lembro-me que o meu Pai tinha uma consulta em Lisboa e já não foi, assim como eu também não fui à escola e passei o dia em casa dos meus Avós, pois os meus Pais foram trabalhar.
Fico sempre muito irritado quando oiço pessoas a defenderem Salazar e os 48 anos de ditadura.
Muitas vezes o argumento é que os políticos de hoje são uns corruptos e vigaristas.
Até posso concordar, mas não permitir que as pessoas se pudessem exprimir ou impedir que conhecessem a realidade do país, era melhor?
Depois tivemos alguns políticos, pós-revolução, que provavelmente tinha gostado que o regime não tivesse mudado.
Como Cavaco Silva, que negou uma pensão a Salgueiro Maia, mas atribui-a, na mesma altura, a Óscar Cardoso o agente da PIDE, que entrincheirado na sede na António Maria Cardoso, disparou sobre a multidão causando os únicos quatro mortos da revolução.
Mesmo com os políticos desonestos de hoje, vou sempre festejar com alegria e agradecimento o Dia da Liberdade.
Acordei e ...
Quarenta e cinco anos depois do dia, em que podemos opinar sem termos que espreitar por cima do ombro.
quarta-feira, 24 de abril de 2019
Pedalando por aí
43rd Tour of the Alps (2.HC)
Stage 3 » Salurn/Salorno › Baselga di Pinè (106.3k)
GERAL
83rd La Flèche Wallonne (1.UWT)
One day race » Ans › Mur de Huy (195k)
Stage 3 » Salurn/Salorno › Baselga di Pinè (106.3k)
GERAL
83rd La Flèche Wallonne (1.UWT)
One day race » Ans › Mur de Huy (195k)
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