No regresso do
Melhor Pé Esquerdo de Oriola à Rádio Voz de Alenquer - na sua 2ª
temporada – temos uma história protagonizada no reino azul-e-branco que nos faz
recordar tempos passados.
Otávio, internacional
português e jogador do FC Porto, lesionou-se na 1ª jornada da Liga dos Campeões
em Madrid.
O jogador
deslocou-se a uma Clínica em Espanha, segundo todas as notícias – não negadas
pelo clube - foi confirmada a fratura de duas costelas, com um período de
inatividade mínimo de quatro a cinco semanas.
Extraordinariamente,
seis dias depois, frente ao Club Brugge, Otávio foi titular num jogo de má
memória para os portistas.
Quem não se
recorda das espetaculares recuperações ocorridas, por exemplo, de Jorge Costa e
Vítor Baía, só para citar alguns exemplos mais distantes.
A minha dúvida
é só uma: O que ganha o clube e o jogador com a situação?
O destaque
desta semana no CANTINHO LUSO vai para Fábio Vieira, jogador que esta temporada
trocou o FC Porto pelo Arsenal.
Estreou-se no
domingo a titular pelos líderes da Premier League e fez um golo extraordinário,
contribuindo para a vitória no campo do Brentford.
Mantenho-me a
norte do País, mas este ato covarde que aconteceu no perímetro do Estádio do
Dragão, já ocorreu junto das instalações de outros clubes em Portugal.
O
apedrejamento do carro onde seguia a esposa e dois filhos de Sérgio Conceição
deve encher-nos a TODOS de vergonha.
Todos nós
contribuímos para este clima de ódio que se vive no futebol português, mais que
não seja pelos disparates que escrevemos nas redes sociais.
Começando
pelos presidentes dos clubes, descendo pela cadeia hierárquica, todos acicatam
este clima de que há que ganhar de qualquer maneira, partindo para a violência verbal
gratuita quando isso não acontece.
Há muito anos
que escrevo sobre este assunto, nomeadamente no que diz respeito à gestão
comunicacional dos três grandes.
Recordo-me de opinar
que a pacificação do futebol por cá passava por ter Rui Costa, Luís Figo e Vítor
Baía à frente dos maiores clubes portugueses.
Só faltam
dois!
No PALERMA MAU
desta semana vou até ao Estádio Municipal de Famalicão.
O assunto em
causa ocorreu a 10 de setembro, mas na altura já tinha o Pé Esquerdo
fechado.
Antes de lá
entrar, esclarecer, para quem me ouve na Rádio Voz de Alenquer, que este
parágrafo resulta da fusão entre o QUE MAU e o CANTO DA PALERMICE, que se
transforma num só, depois de trabalharem a solo na temporada inaugural do Pé
Esquerdo.
Vamos lá até
Famalicão.
Não é caso
virgem, pois muitos clubes fazem o mesmo, ou seja, impedir que adeptos do clube
forasteiro possam envergar símbolos do seu clube em zonas reservadas aos
adeptos da casa, só que o Pai de uma criança de 10 anos, que envergava uma
camisola do Benfica, fez finca pé e acabaram a ver o jogo naquele local com a
criança em tronco nu.
Primeiro, não
concordo com essa regra proibitiva, mas se o Pai sabia da proibição – como
confessou – porque motivo não foi para outro lado, por exemplo para junto dos
adeptos do clube encarnado?
Duas
palermices numa só!
Eu gostava de
trazer boas notícias, histórias com final feliz, mas no nosso futebol não está
fácil.
Depois da
história em Famalicão, desta vez o caso surgiu no António Coimbra da Mota,
campo do Estoril.
Um Pai, com
uma criança pequena ao colo, foi insultado, ameaçado, havendo mesmo relatos que
a filha terá sido cuspida por adeptos do clube da casa.
Os dois
estavam vestidos com camisolas do FC Porto, mas contrariamente ao que acontece
noutros recintos, aqui não havia qualquer restrição ao uso de adereços do clube
visitante.
O que se passa
com as pessoas?
Parece que
anda tudo louco, sendo precisas medidas exemplares para comportamento
inqualificáveis.
Só acrescentar
que o Estoril já fez um pedido público de desculpas.
Esta semana no
GPS vamos até à beira-mar conhecer o Grupo Desportivo União Ericeirense,
coletividade centenária fundada em 1921 que esta temporada está na 1ª Distrital
da Associação de Futebol de Lisboa.
Ericeira,
freguesia do concelho de Mafra, cresceu 21,4% em termos populacionais nos
últimos dez anos, registando no final do ano passado mais de 12300 habitantes.
A menos uma
hora de Lisboa é um belo local para uma boa refeição, sendo que por lá não
faltam excelentes restaurantes.
Vou sugerir,
por conhecimento próprio, o Ribas Marisqueira situada na Rua Mendes Leal.
Numa altura em
que o campeonato só regressa no final do mês por causa das seleções nacionais –
com o FC Porto a receber o SC Braga – parece-me uma boa altura para fazer um
pequeno balanço no final da 7ª jornada.
Começando pelo
lado de baixo, um início desastrado do Marítimo, com sete derrotas, troca de
treinador e guerras entre clube e SAD, mas também o Paços de Ferreira não está
muito melhor, conseguindo o primeiro ponto nesta jornada.
Ainda do lado
das desilusões, o Sporting, que já está a 11 pontos líder, na 8ª posição,
apesar de já ter jogado na Pedreira e no Dragão.
No topo da
tabela temos um Benfica imbatível, o SC Braga a dois pontos – apenas empatou
com os leões – um FC Porto com problemas, mas dentro da luta, enquanto
Portimonense e Boavista estão nos lugares europeus, com o Casa Pia à espreita,
com os gansos a terem excelente regresso 83 anos depois.
Mas,
utilizando um ditado bem português, ainda agora a procissão vai no adro.
Fez a sua
formação no Benfica, passou pelo Desportivo das Aves e pelo Estoril, mas foi
este sábado que a maior parte do país futebolístico ouviu, pela primeira vez, falar
no seu nome.
Chama-se Bruno
Lourenço, tem 24 anos e contribuiu de forma decisiva para a vitória do
Boavista.
Para ele vai O
VELHO de hoje.
Até para a
semana.