Talvez por ser
Pai de um guarda-redes, que durante 20 anos defendeu as balizas no hóquei em
patins, e eu próprio ter ocupado esse ingrato lugar no andebol, tenho sempre
alguma condescendência quando analiso os erros que têm origem no último
defensor da equipa.
Vem esta
introdução a propósito da atuação de Antonio Adán em Marselha, tão crucificada
pela comunicação social, ao ponto de já se colocar em causa a sua continuidade
como titular na baliza sportinguista.
Já o escrevi
várias vezes.
A esmagadora
maioria dos nossos comentadores desportivos, nunca deram um pontapé numa bola,
nem na praia, mas especializaram-se em dizer mal, pois elogiar não é para eles.
Quando um
guarda-redes faz grandes exibições e salva a equipa da derrota, não faz mais
que a sua obrigação.
Quando tem um
jogo infeliz, passa a ser um frangueiro que já nem lugar tem no banco.
Se dispensássemos
os comentadores com este critério, já havia poucos para opinar.
O que nem era
mau de todo!
No CANTINHO LUSO
de hoje vamos encontrar um internacional português, jogador do Manchester City.
Mais uma
grande exibição no passado sábado, um golo de pé esquerdo, uma assistência e um
conjunto de desequilíbrios que deixaram os adversários em dificuldades.
João Cancelo merece
o destaque desta semana.
Não vou aqui
trazer nada de novo, mas parece-me, cada vez mais, uma tendência.
Vou pegar no
exemplo de Anthony Taylor, a semana passada no Porto.
Para mim é um
dos melhores árbitros da atualidade, apita à inglesa, mas depois tem um
VAR a inspecionar o seu trabalho.
Aqui entro no
motivo deste texto, pois parece-me que os árbitros de campo e os seus
assistentes andam a desleixar-se.
Sabendo que
têm alguém que pode corrigir as suas decisões, parece-me que existe a tendência
para não serem tão rigorosos na análise dos lances.
Depois temos
estes casos caricatos de um golo que não vale, porque antes tinha existido um penalty
na área contrária, como aconteceu no Dragão no jogo da Liga dos Campeões.
Na minha
opinião os árbitros devem marcar de imediato o que vêm, podendo depois serem
corrigidos pelo sistema de vídeo arbitragem.
Eu acho é que
muitos deles não gostam de ser contrariados.
Começo com uma
declaração de interesses.
Estou a
escrever este texto antes do Benfica com o Paris Saint-Germain, só para não me
acusarem de qualquer tipo de azia.
Quando se tem
muito dinheiro, pensa-se que existe o direito de fazer tudo o que nos apetecer,
como é o caso do milionário catari, Nasser Al-Ghanim Khelaïfi, dono do clube
pariesiense.
Em França a
equipa já era criticada por fazer deslocações de avião, em trajetos curtos, não
tendo em conta o desgaste ambiental.
Mas na
deslocação a Portugal fez mais uma das suas, trazendo o autocarro de Paris até
à capital portuguesa, cumprindo 3600 quilómetros, vazio, para levar a equipa
nas longíssimas viagens em Lisboa.
Segundo a
explicação apresentada, deve-se ao facto de a viatura ter janelas blindadas e
motoristas especializados.
Será que
explicaram ao senhor que o jogo não era em Marselha?
Para ele – que
recebe o prémio em nome do clube – vai O PALERMA MAU desta semana.
Uma das
principais críticas à Liga portuguesa é o pouco tempo útil de jogo, muitas
vezes realçado pelos treinadores, principalmente quando a sua equipa não ganha.
A semana
passada foi divulgado um estudo do Portugal Football Observatory, onde foram
analisadas as quatro últimas épocas dos seis principais campeonatos europeus
(Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália, França e Portugal) e Liga dos Campeões.
Uma das
conclusões é que por cá temos a menor média de tempo útil, 49’/51% do total do
tempo de jogo, ou seja, só se joga praticamente meia-parte.
Na última
época a melhor média ocorreu em França (54’), mas é a Liga milionária que
regista mais tempo útil do que qualquer outro campeonato.
Na minha
opinião, a melhor qualidade das arbitragens e a maior visibilidade dos jogos –
onde as simulações são mais condenadas – faz com que os jogos da Champions
tenham menos paragens.
Urge olhar
para o futsal e o futebol de praia para se perceber como se pode aumentar o
tempo efetivo de jogo.
Esta semana no
GPS rumamos ao Alentejo e à Associação de Futebol de Portalegre, para
conhecermos o Grupo Desportivo e Recreativo Gafetense, clube fundado em 1979.
A coletividade
situa-se na freguesia de Gáfete - concelho do Crato - que na última década perdeu
19,6% da sua população, tendo no final de 2021 quase 700 habitantes.
Se sair de
Lisboa demora duas horas e meia, mais coisa, menos coisa, chega com fome e pode
ir até à Rua de São Marcos onde vai encontrar o Restaurante O Lagarteiro.
Com a devida
vénia ao jornalista d’A Bola João Almeida Moreira, transcrevo uma
deliciosa história vinda do outro lado do Atlântico.
Edilene
escolheu o nome do filho: Anthony, quase igual, mais h, menos
h, ao do craque do Manchester United que vem sendo titular no clube inglês
em vez da lenda portuguesa Cristiano Ronaldo, relegado para o banco. O pai da
criança concordou. O pior é que foi ele, e não ela, a registar a criança. Só um
mês depois do registo, Edilene descobriu, ao consultar a papelada, que o filho
Anthony não se chamava Anthony. E sim Cristiano Ronaldo Matos da Silva! O
marido dando uma de Erik ten Hag, resolveu fazer uma substituição sem que a
mulher soubesse. “Ele não tem limites”, desabafou ela, a propósito da idolatria
ao CR7.
Continua a
mostrar que pode ser uma escolha de Fernando Santos para o Mundial.
Este fim de
semana foi decisivo frente ao Rio Ave, como já tinha sido importante com o PSG.
Para Gonçalo
Ramos, avançado do Benfica, vai O VELHO de hoje.
Até para a
semana.